Sol, cor, explosão e diversão!

Ora aqui está o novo Ip, o novo exclusivo da Xbox One e uma das apostas da Microsoft para este ano. Já criámos hype suficiente? Não?! Afinal de contas dizer apenas Sunset Overhyped é uma análise preguiçosa não é?! Então vamos escrever 500 milhões de caracteres sobre o assunto! Não, não vamos, senão ninguém lê a análise. Se já é complicado obrigar as pessoas a ler em vez de ver um vídeo no youtube, quanto mais a escrever muito, portanto vamos lá ser objectivos.

Sunset Overdrive é divertido! Muito divertido! Muito colorido, muito dinâmico, e surpreendentemente veloz. Já tínhamos entrado em contacto com este mundo de mutantes na apresentação da Xbox One em Portugal, e nessa primeira abordagem tinha ficado com a sensação que o jogo quando imponha que a nossa personagem estivesse no solo, toda a acção abrandava, o jogo ficava até algo lento e mónotono, mas a verdade é que de facto eu não estava dentro da premissa. Ficar no solo é tudo aquilo que não vamos querer fazer neste jogo, isto porque facilmente seremos abordados por dezenas de “mutantes” em ácidos, segundo porque tudo é diferente se fizermos “grind” em tudo. O divertido é deslizar, recordando o mundo de “Jet Set Radio“, pelos corrimões, pelas linhas eléctricas, munidos das nossas armas e acelerar todo o processo ao carregarmos no RB.

Já que falamos de armas, como é que eu hei de explicar…bem tem muito humor à mistura, a primeira arma que vamos “segurar” é um objecto no mínimo fálico e que nos fará lembrar um dos membros de um cavalo. Consegui explicar isto?! Chama-se “Compensador Flamejante“, em português (do Brasil…). Todas as armas têm referências ao cinema ou a algo da cultura pop dos anos 80 e 90, temos o “Alta Fidelidade“, inspirado no filme com o mesmo nome, uma arma que atira discos/vinis e o “Dirty Harry“, um pistolão à antiga, tal e qual como usava Clint Eastwood nesse filme. Mas há mais armas estapafúrdias, “Ak-Fu“, “Murderang“, “TNTeddy“, estão a perceber pelos nomes o que fazem não é? Também estapafúrdia é a forma de conseguir aumentar os “amps” das nossas armas. Basicamente vão ter que coleccionar desde meias sujas a rolos de papel higiénico para “melhorar” as vossas armas. Esses “amps” dão vos alguns poderes especiais, podem utilizar até 5 em simultâneo. A variedade é grande, trovões que caiem em cima dos nossos inimigos enquanto deslizamos ou pequenos tornados quando atacamos com um taco de baseball são apenas alguns destes amps. A activação destes amps criam um ritmo frenético na jogabilidade, pois para o conseguirmos temos que somar pontos e aumentar o multiplicador. Quanto mais conseguirmos, maior será o nosso estilo chegando até ao quarto rank em que se activam todas as amps ao mesmo tempo fazendo uma chuva de poderes e coisas a acontecer no nosso ecrã de jogo.

Mas Sunset Overdrive é em tudo assim, “over the top“, um arco íris de cores e efeitos, velocidade e muitas vezes sem lógica alguma. Os amantes de humor negro, vão achar este humor muito in your face ou até algo brejeiro se forem mais moralistas, mas é claramente a ideia absurda que a Insomniac Games sempre quis criar. Começa com a história, passada em Sunset City, onde entramos na pele de um rapaz ou rapariga (conforme escolherem), que está enfadado com a sua vida miserável de apanhar o lixo dos outros, nomeadamente na festa de lançamento da bebida energética “Overcharge”. Mas essa festa corre mal e todos os que a beberam tornaram-se mutantes, descontrolados e laranjas… Mas pior, a “Fizzco“, a companhia que produziu a bebida fez uma cerco à cidade, de forma a impedir que os sobreviventes fujam dela.

Depois a personalização da nossa personagem, podem abusar da imaginação, pois podem criar um homem barbudo vestido com uma mini saia extravagante e uma maquilhagem exótica, ou podem tentar ser “cool” e hypsters com os vossos óculos de massa e o boné à trucker, (que foi o meu caso…). Vale tudo em Sunset Overdrive especialmente quando o nosso objectivo central é andar por Sunset City a estoirar com mutantes laranjas por tudo o que é sítio a deslizar por tudo o que é imaginável.  É certo que as missões não são nada de inovador, será sempre algo bastante básico de ir do ponto A ao B, matar os zombies, apanhar coleccionáveis para desbloquear poderes e armas, mas é sempre divertido.

Divertido é também o modo multiplayer, o Chaos Squad a que podemos aceder através daquelas máquinas que tiram fotografias tipo passe, sabem aquelas que há por exemplo no Metro e assim?! Neste modo vão se juntar a mais 7 jogadores em Co-op, num modo de destruição massiva ao longo dos vários cenários de Sunset City. Aqui podem ganhar vários pontos para desbloquear items e armas para o modo História, tal como para o modo online. Podem votar nas missões que querem fazer, um pouco como acontece no GTA V, e têm ainda à disposição, aquele que é considerado o ponto alto do multiplayer de Sunset Overdrive, o Night Defense, onde vão ter que defender a vossa base das ondas de mutantes que procuram insaciavelmente por Overcharge. Acreditem que vão perder muito tempo neste modo.

De facto Sunset Overdrive é um “must have” na Xbox One, pode não ser extremamente inovador no género de mundo aberto na terceira pessoa, mas o humor, o grafismo e o divertimento que proporcionam, faz com que o queiramos jogar vezes e vezes sem conta.

Recomenda_Sunset

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