Tearaway – PS Vita – Voltar a ser um miúdo sabe bem

Não podemos dissociar Tearaway de Little Big Planet, ambos são criações da Media Molecule, não podemos esquecer que a criação de um universo próprio cheio de cor e animação baseada em recortes em estruturas infantis já existia no mundo de Sackboy, nem que a incorporação do jogador como elemento integrante do jogo não existia antes. Dito isto posso agora dizer o seguinte: existe um novo mundo paralelo em os “TUS” interagem com os mensageiros e heróis desta épica aventura feita de papel. Eu sou um gamer mais virado para o futebol, para os jogos de acção e talvez por isso quando a minha imaginação é desafiada não me importo de me levantar do sofá e bater palmas, e neste caso pelos níveis a que tive acesso neste preview, posso o fazer sem grandes problemas de consciência. Bem sei que tenho quase 30 anos e que se calhar o Universo infantil deste Tearaway não será fácil atingir o target em que me insiro, mas funciona.

Desde já o conceito, para quem gostou do Little Big Planet como eu, especialmente no modo cooperativo, é bastante simples, mas também algo semelhante ao Feiticeiro de Oz. É que temos que percorrer um longo caminho até ao Sol (que na verdade somos nós mesmos) ao comando de uma carta andante que pode ser personalizada com vários “selos” e elementos decorativos, de seu nome Iota ou Atoi.

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É aqui que entramos no elemento diferencial de todos os jogos para a Playstation Vita. De facto Tearaway é único jogo que realmente utiliza todos os elementos da portátil da Sony. Desde a câmara frontal e traseira que vão te incorporar como o Sol a quem tens que entregar a carta, como a traseira que funcionará para tirar fotos ou dar cor a objectos, passando pelo ecrã táctil frontal e posterior que servem para interagir com vários elementos das plataformas aos objectos que vais ter que abrir ao longo desta aventura.

Depois há o facto de personalização do nosso mensageiro, podemos adquirir vários emblemas, selos, cores etc; podemos e muitas vezes temos que desenhar em pequenas folhas de papel objectos, criando-os para encaixar no cenário ou para entregar a algumas personagens objectos que necessitam para recolhermos as nossas próprias “prendas”.

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A verdade é que com estas personalizações, parecia que estava de novo na escola primária a recortar pedaços de papel e viver num mundo imaginado só na minha cabeça, e o que a Media Molecule me consegui fazer, foi reviver esses tempos e divertir-me ao longo da versão que experimentei. Muita cor, muita coisa para mexer e experimentar, muitas fotos para tirar e ainda um pormenor que achei delicioso: sabem que o é um origami? Se são gamers basta dizer Heavy Rain e toda a gente se lembra do origami, pois bem neste Tearaway vamos também coleccionando as personagens do jogo em figuras de papel que podemos uploadar para a nossa conta no site tearaway.mediamolecule.com e que depois podemos descarregar e imprimir para cirar o modelo 3D dessa mesma personagem, criando todas as personagens em figuras de papel. Giro não é? Pareço um puto e por isso este jogo conquistou-me.

 

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