Tira a armadura e luta como um homem!

Com o nosso campeonato nacional na recta final e para afogar mágoas ou reviver glórias, quem sabe?!, a Level 5 lançou finalmente na Europa Inazuma Eleven GO Chrono Stones.

A história do jogo desenrola-se pouco depois do anterior, onde Arion Sherwood e a sua equipa venceram o torneio Holy Road. Arion decidiu ensinar às crianças de todo o mundo a importância do futebol até que é interpelado por Alpha, um agente da organização El Dorado, organização essa que existe 200 anos no futuro e que tem como objectivo erradicar o futebol do mapa.

Quando tudo parece perdido, Arion é ajudado por outro viajante no tempo e juntos têm de corrigir as linhas temporais para fazer o presente regressar ao normal, derrotar os agentes da El Dorado e viajar ao passado para criar a derradeira equipa usando as auras de algumas figuras míticas da história como Oda Nobunaga.

Infelizmente, este épico torna-se um pouco incoerente quando tudo gira à volta do futebol, criando várias situações que não fazem sentido. O foco continua a ser a amizade, a superação individual e o trabalho de equipa, mas falta-lhe o charme que os originais tinham com a sua história mais simples e plausível.
Apesar da história diferente do habitual, a jogabilidade mantém-se. Como novidade, existe a possibilidade de os jogadores se fundirem com os seus espíritos de luta e ganharem autênticas armaduras que parecem saídas dos Cavaleiros do Zodíaco, tornando-os ainda mais poderosos. Além disso, podem também fundir as suas auras com as de outros seres vivos ou pessoas, ganhando as suas habilidades. Para além disso temos “Summoning’s” que nos faz lembrar Final Fantasy, numa mistura que já ultrapassa a barreira do plausível.

Bem sei que pontapés mágicos, acrobacias interplanetárias e coisas que tais já eram fora do credível, mas as armaduras e os espíritos invocados já parece algo demais. Eu percebo que exista a necessidade de trazer algo de novo, mas talvez fosse mais interessante algo na componente da jogabilidade, tornando-se até um pouco mais próxima do Sensible Soccer, do que propriamente dos Cavaleiros do Zodíaco.

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A nível da jogabilidade, todas estas transformações também têm o seu impacto, temos que desgastar as transformações do guarda-redes adversário para se poder marcar golo e usar as do jogador para controlar o jogo.

As missões durante as partidas relacionadas com a história foram também alteradas. Há agora uma barra de progressão para se activar os eventos, barra esta que progride ao se jogar bem: ou seja, fazer passes, ganhar duelos, rematar ou marcar golos. Uma excelente adição ao jogo anterior não fosse o tempo que rouba à partida quando os eventos estão activos.

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Quanto aos duelos, também temos novidades neste capítulo, visto que agora temos que escolher entre a esquerda ou a direita para continuar a nossa jogada, ou por ventura utilizar um movimento especial. Infelizmente não é tão linear como se poderia pensar, se tivermos uma força superior ao advesrário mesmo que ele adivinhe a direcção escolhida, vai perder o duelo.

Inazuma Eleven GO Chrono Stones, tanto o Wildfire como o Thunderflash sofrem apenas e só do mesmo mal, o excesso de transformações e armaduras e artifícios que as nossas personagens têm acesso. Com a quantidade de jogos da série nunca será fácil reinventarem-se, mas não sei se este será o caminho da série e dos jogos que a acompanham. Quanto ao resto, a jogabilidade trouxe novas características e tenta explorar um lado “RPG” e menos arcade, quando na minha modesta opinião (e talvez o facto de não ser o target deste jogo), deveria ser ao contrário. Foi por este esgotar de ideias que o Captain Tsubasa (Oliver e Benji, se preferirem) terminou, veremos se o Inazuma Eleven não irá sofrer do mesmo problema.

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