Titanfall – Review – PC

Um dos jogos mais antecipados dos últimos tempos é o Titanfall, uma colaboração entre a gigante EA e pela pequena Respawn Entertainment, fundada por pessoas que faziam parte da Infinity Ward que esteve envolvida na produção de jogos como o Call Of Duty: Modern Warfare 2. Esta mistura entre a capacidade de uma empresa como a EA e o engenho de um grupo mais pequeno de developers talentosos levou a uma grande expectativa por este Titanfall que só cresceu ao longo do tempo, enquanto o jogo passou pela sua fase de beta testing etc.

 

Agora que está entre nós podemos dizer que é um excelente jogo de multiplayer, com um passo frenético, com o jogador a saltar entre o papel de piloto a pé e o de piloto dentro de um Titan, robots pilotados ao género Evangelion ou, para os leitores mais novos, Pacific Rim. O jogo vive deste contraste entre o estilo parkour do piloto a pé, rápido, ágil e pequeno, que pode facilmente entrar em edifícios ou correr pelos telhados, e o tamanho, poder e peso de pilotar um titan, onde se está mais exposto a ataques, mas também se tem um poder destrutivo muito maior. O gameplay no estilo FPS é sólido, as armas respondem bem, e os mapas são variados e interessantes.

 

Titanfall seria um jogo extremamente divertido se fosse fácil de pegar e largar num espaço de 15 ou 20 minutos, de forma a fazer uma missão. No entanto sofre neste momento de um problema algo grave com o sistema de matchmaking, que se bem que foi renovado nos últimos dias ainda não é ideal. Para jogadores que jogam fora de horas, não é fácil arranjar um grupo às 3 ou 4 da manhã, e mesmo a horas mais decentes pode por vezes ser demorado arranjar um lote de jogadores de forma a completar as missões. Isto pode levar a frustrações, se bem que quando finalmente se consegue entrar, o jogo é bastante fluido e a maior parte dos jogadores continua de missão para missão, ajudando a não quebrar o flow do jogo.

Ainda assim, não podemos deixar de pensar que um modo de single-player seria uma mais-valia para o jogo. Para além do tutorial todas as missões, mesmo no Modo de Campanha, dependem do sistema de matchmaking e são multiplayer. O problema desta falta de modo single-player tem também a ver com o facto de um novo jogador ser logo atirado para grupos com jogadores de alto nível, com pouco tempo para se adaptar às mecânicas do jogo após o tutorial. No frenesim do multiplayer qualquer história por trás da campanha também se perde totalmente, pouco mais ficando do que a ideia que no jogo são forças governamentais contra milícias populares, sem grande contexto a dar um pouco de mais sumo à história. Outra coisa que acontece é que quando o sistema de matchmaking não encontra jogadores para uma dada missão da campanha, abre o campo às outras missões, levando a que por vezes o jogador é obrigado a re-jogar a mesma missão várias vezes, porque foi a única para a qual havia jogadores disponíveis. Isto quebra o flow da história, que já por si é leve, não sendo no entanto muito aborrecido, visto que o elemento multiplayer mantém as coisas novas e inesperadas. É um jogo com bases fortes e com a possibilidade de se tornar um daqueles vícios que duram muito tempo, como foi o caso do Counterstrike por exemplo, há no entanto ainda arestas para limar, mas nada que uns patches futuros não possam resolver.

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