Toca aquela!!!

Quantos de nós não pensámos em ser guitarristas da melhor banda do mundo?! Pois agora já podemos com o Guitar Hero Live. Agarrados a uma guitarra de plástico a imitar a famosa Les Paul, vamos andar a carregar em 6 botões agora dispostos em pares de dois na cabeça da guitarra, e a tentar dominar os maiores palco do mundo.

Passados 5 anos, a Activision decidiu mudar toda a estrutura do jogo e a maneira como interagimos com o mesmo. Desde logo a guitarra, como dizíamos com 6 botoões divididos em duas linhas, uma superior e uma inferior composta cada uma com 3 botões, o que no fundo permite muitas mais combinações e uma sensação muito mais próxima do real, como se tívessemos a tocar acordes. Para além disso está de volta a “whammy bar” para que as notas ressoem e para que consígamos mais pontos. A nível de estrutura, esta imitação da Les Paul, alberga ainda um botão que nos dá acesso directo ao GHTV, do qual já falaremos, assim como o botão de pausa e de menú da própria PlayStation. Podem ainda activar o vosso “especial” a levantar a guitarra, como é habitual, mas também através de um botão que está alojado junto ao fret bar.

Mas as novidades não se ficam pelo novo periférico. Esta nova versão tem agora uma componente Live, isto é, vamos efectivamente tocar ao vivo, com o público a reagir aos nossos skills e a ficar louco com os nossos solos. Mas não é só o público que reage à nossa capacidade, ou não, de dominar a guitarra, também os nossos camaradas de banda nos vão apoiar ou quase bater quando falharmos um riff.

Na verdade fiquei bastante impressionado com a qualidade e fidelidade que esta componente nos entrega, com os nossos colegas a darem incentivos ou quase a baterem-nos, ou com o público quase com aquele ar de “nojo” por sermos tão maus, ou de “faz-me um filho” quando tudo nos corre bem.

Nesta componente Live teremos acesso a dois festivais, o Rock The Block nos Estados Unidos e o Sound Dial em Inglaterra. Cada um deles com sets diferentes e cada set com bandas diferentes, basicamente nunca teremos uma identidade, seremos sempre o guitarrista de uma das bandas, o que veio tirar todo e qualquer tipo de personalização que víamos nos jogos deste género. Conforme vamos acertando nas notas vamos ganhando pontos, pontos esses que se traduzem em estrelas (de um a cinco) conforme a nossa prestação depois de cada set de 3 a 5 músicas. Ao todo temos 13 conjuntos de músicas, divididos entre 10 bandas e dois festivais. No entanto só 40 músicas é que poderão ser tocadas no modo Live, local onde também existe o chamado “Quickplay, onde iremos tocar as músicas que desbloqueámos no “Modo Carreira” para jogar a qualquer altura, porque o resto é mesmo no GHTV, isto é, as restantes 210 músicas.

O modo GHTV poderá ser muito interessante, na medida em que durante o dia vão sendo transmitidas várias músicas que podem tocar de imediato e com isso ganhar créditos. Será com esses créditos que poderão comprar novas habilidades, mas também “plays”, isto é, créditos para tocarem as músicas que estão disponíveis. E aqui é que a “porca torce o rabo”, é que se tiverem a jogar com vários amigos em casa, numa festa qualquer, ou têm créditos para gastar e jogarem os temas que quiserem ou ficarão limitados ao do modo Quickplay que referíamos acima. É claro que existe a possibilidade de comprar créditos, mas aí é que reside o problema, pois se Activision vê neste “comprar plays” uma nova forma de negócio, já sabemos que será sempre o jogador a pagar por isso.

Guitar Hero Live, inovou, transformou uma guitarra obsoleta, num objecto mais divertido e desafiante, mais próximo do real e com isso a própria aproximação do jogo acabou por derivar para o mesmo caminho, o da actuação ao vivo, e o jogo ganhou efectivamente uma nova vida. Faltam talvez opções de personalização da nossa pessoa enquanto guitarrista, não conseguindo nós, enquanto jogadores, criar a nossa personagem. O GHTV tem uma boa dinâmica e conceito, especialmente na questão de dar conteúdos exclusivos, músicas em primeira mão, ou videoclips, mas a ideia de ter que pagar para comprar créditos para jogar não me animou. De resto é um jogo familiar e um jogo obrigatório para qualquer festa.

2015-11-03 (2)

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Categories Análises
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Comments (1)

  • Novembro 3, 2015 at 4:16 pm
    Yeyeye finalmente um jogo que dê no meu portatil XD é só um video e o braço da guitarra no meio

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