Transformers: Rise of the Dark Spark – Review – PS4

Aviso: A pessoa que escreveu esta review é fanboy de Transformers. Acompanha há mais de 20 anos todas as séries e realidades pararelas da saga original datada de 1984. É coleccionador dos robôs da saga original e apesar de adorar ver Transformers à bulha odeia o conceito trazido por Michael Bay para o cinema.

Posto isto comecemos então a dissecar o novo jogo Transformers: Rise of The Dark Spark. Pela primeira vez o universo de Michael Bay junta-se ao da brilhante saga criada pela High Moon Studios e a Activision, War for Cybertron e Fall of Cybertron, mas desta vez sem a High Moon Studios mas com a Edge of Reality, que já produziu jogos como Mass Efecct, Sims ou Dragon Age: Origins para a PS3.

Se foi esse o erro deste jogo, poderemos ter uma ideia, mas não a certeza. Certo é que não tem a profundidade nem a magnitude dos outros dois títulos. Aquilo que rapidamente nos apercebemos é que a amplitude dos cenários é mais curta na horizontal e na vertical e que os grandes momentos épicos que fizeram com que “Fall of Cybertron” fossem um mega sucesso não fazem parte deste. Talvez o momento em que chega mais perto é quando Bruticus entra em acção em um dos níveis, mas é apenas um checkpoint/zona e pouco mais do que isso. Na verdade foi preciso, para mim, chegar ao oitavo nível onde assumimos o papel de Jetfire (uma das minhas personagens favoritas), uma nave super rápida e armada com um toque britânico, para que ficasse realmente empolgado em todos os sentidos. Pelo nível em si, onde entramos dentro de Tripticon ( para resgatar Optimus Prime, Jazz e Cliffjumper das garras de Megatron), e temos que voar por variados túneis evitando os obstáculos e ao mesmo tempo derrotando alguns Decepticons num formato mais stealth.

Fora isso, o jogo não tem a mesma diversidade do que os anteriores títulos, temos que destruir os nossos inimigos pelo caminho enquanto tentamos concluir os vários objectivos propostos, mas sem muita variedade na aproximação ao objectivo, sem termos que comandar um Metroplex ou fugir de um Omega Supreme. As sequências em que assumimos a forma de carro/nave são escassas e pouco exploradas, pois as poucas que existem até são interessantes e divertidas.

No entanto há factores que devemos considerar e revelar nesta review. Podemos abordar o jogo de forma diferente a nível de armamento, podemos customizar as nossas armas, fazer upgrades, escolher o tipo de arma que queremos utilizar em várias secções do jogo e consoante o Transformer que assumimos, existem agora umas Gear Boxes que vamos desbloqueando consoante vamos concretizando alguns objectivos secundários e que nos dão acesso a outras armas e bónus, como escudos, boost de vida, multipliers entre muitos outros, que podemos colocar nos botões direccionais para utilizar durante o jogo. Também este factor de termos objectivos secundários fará com que muitos percam várias horas para tentar os concretizar e faz com que o jogo não seja tão linear e com que repitamos o jogo.

Graficamente Transformers: Rise of the Dark Spark centra-se nos robôs, o detalhe é mais uma vez bastante elevado, tal como acontecia antes, as animações dinâmicas de cada robô, mesmo estando parado também estão bem concretizadas, as cores e a dinâmica, mas há um problema são as texturas de tudo o que envolve os nossos robôs. A verdade é que na PS3 isso não se notará com tanto foco, mas na PS4 a versão testada pelo Salão de Jogos, é demasiado evidente para não ser referida. Pixeis e falta de detalhe na nova geração não é muito aceitável e apesar não ser um Watch Dogs, a verdade é que é uma verdadeira pena em contraste com os robôs e com aquilo que já tinha sido concretizado em 2012.

A nível sonoro contem com a voz do mítico Peter Cullen como Optimus Prime e contem praticamente com todo o elenco dos dois jogos anteriores e para mim com uma boa interpretação, com as personalidade de cada Transformer a fazerem-se notar, como é o caso de Jazz, sempre com o seu humor negro, ou com Grimlock a ser um autêntico brutamontes sem muito cérebro. Quanto à história, eu fiquei feliz porque a ligação com o filme apenas acontece no início, numa espécie de tutorial e no fim, e toda a parte central é vivida em Cybertron para compreendermos como é a Dark Spark chegou à terra. O problema é que a história salta de Decepticons para Autobots um pouco aos trambolhões. Nós percebemos o salto, mas não é tão fluído como seria desejável. Por vezes apenas os diálogos entre os nossos robôs é que nos fazem compreender o salto entre facções.

Por fim referir o modo online, Escalation, um survival com várias ondas de inimigos que pode ser jogo em modo single player ou em co-op até 4 jogadores onde podemos desbloquear vários items e customizar os nossos robôs. Um modo que cumpre a sua função sem deslumbrar.

Transformers: Rise of The Dark Spark é feito para os fãs que adoram Transformers e não perdem uma oportunidade para pegar nas suas personagens favoritas e salvar ou destruir o Mundo, apenas é pena que não esteja à altura de Fall of Cybertron ou que não tenha elevado a fasquia, nomeadamente nas consolas da nova geração. No entanto os Transformers, são “transformáveis” e neste jogo isso não é exigido nem sequer é aproveitado, o que é uma real pena visto as transformações estarem muito fixes. Michael Bay continua a ser um Midas, mas no caso dos Transfomers não transforma nada em ouro, muito pelo contrário. Valha-nos a possibilidade de desbloquearmos várias personagens dos jogos anteriores e até o Optimus Prime da Geração 1.

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