Tudo o que sempre quisemos

Nunca tinha jogado um Zelda.

Em minha defesa, li atentamente críticas de jogos anteriores e, na verdade, até tenho quase todos os títulos em casa. A curiosidade esteve sempre lá, e até joguei bocadinhos dos outros, mas, por uma razão ou por outra, nunca tinha jogado um de fio a pavio. Até agora.

Os Zelda-prós avisaram-me: Majora’s Mask é um bocado diferente dos outros. A sua centralização no tempo (3 dias para salvar o Mundo, perdão, Termina) acaba por determinar uma grande parte das acções de cada jogador, seja por excesso ou por defeito. Não dá para andar com o Link ali à maluca entre puzzles e masmorras sem pensar que podemos estar a desperdiçar tempo precioso. Posto isto, o melhor é mesmo despachar-me a deter o bandido do Skull Kid, não vá o Diabo tecê-las.

Para os mais desatentos, The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D é um remake de The Legend of Zelda: Majora’s Mask, originalmente lançado para a Nintendo 64 no longíquo ano 2000. Tal como o que aconteceu em The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D, parece que a transposição para uma consola portátil transformou este episódio da saga numa experiência ainda melhor do que a que visitámos faz agora quinze anos. É verdade que, para uma uma noviça como eu, a adaptação aos controlos pode levar o seu tempo, mas aqui tudo parece valer a pena. Coleccionando máscaras diversas, o jogador acaba por ver a aventura facilitada (será?) pelas transfigurações e habilidades que pode adquirir. Voar, nadar, rebolar, aqui podemos tudo o que quisermos, desde que tenhamos a máscara correcta.

Com gráficos escandalosamente melhorados, um ecrã tátil que se torna muito mais útil do que alguma vez pensámos, e um enredo muito mais negro do que o habitual para a saga, The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D é um jogo obrigatório não apenas para os devotos fãs da série, mas para qualquer pessoa minimamente interessada em videojogos. Sendo um marco na história do medium em questão, Majora’s Mask mantém a frescura que tinha no ano 2000, com a vantagem de chegar a 2015 muito mais polido e refinado do que na altura, sem perder as peculiaridades e a ambiência que o caracterizaram.

E agora, sim! Finalmente, percebo o que os fãs de The Legend of Zelda viram na saga: é tudo o que sempre quisemos.

O-SALAO-RECOMENDA-TLOZMM3DNota: Para esta review, jogámos The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D numa Nintendo 2DS, utilizando um código de download cedido pela Nintendo Portugal. O título suporta o Botão Deslizante Pro, bem como o Stick C da New Nintendo 3DS.

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