Um conto desenhado para adultos

Antes de mais. Sou fã de Walking Dead, sou fã de Walkers ou Zombies como preferirem chamar, sou fã da arte criada por Robert Kirkman. E sou fã das velhas aventuras gráficas, Escape from Monkey Island, ou até mesmo Tales of the Tentacle. E por isso aceitei este jogo, como uma criança aceita um doce. Com um enorme sorriso nos lábios e um brilho no olhar.

Season 2 tem já por si expectativas elevadas, afinal a primeira season deste jogo, o primeiro Walking Dead, havia sido jogo do ano, com o seu sistema de suspense e escolhas múltiplas, que definem o futuro do jogo, uma história completamente nova, e cativante, e personagens que nos fazem pensar até onde vai a nossa “humanidade”. Com isso a season 2 tinha já parte do trabalho feito, e isso nota-se logo ao início do jogo quando somos confrontados com o facto de as decisões que tomamos no primeiro influenciarem a história do segundo. Não se preocupem se não jogaram o primeiro, nesse caso será escolhido um conjunto de escolhas aleatórias, e vocês recebem o resumo dela. Na season 2 acompanha-mos a história da pequena Clementine e a sua luta diária pela sobrevivência desta pequena criança-guerreira, ao longo do jogo teremos de tomar decisões que não serão certamente fáceis, afinal não fosse este o relato de uma criança, mas acima de tudo a história de uma criança capaz de tudo para sobreviver! E este aspecto, as decisões, é algo que este jogo implementa de uma forma genial, onde cada momento, cada decisão influenciam o seu desenrolar, decidem o futuro da nossa e das outras personagens, decidem quem vive quem morre e como.

Num sistema episódico, o jogo funciona quase como a série, onde temos um início cativante um meio mais calmo, e no fim do episódio, o “cliffhanger” final, aquele momento em que ficamos de boca aberta e queremos mais! A mecânica de jogo é bastante simples, sendo quase sempre através ou de decisões ou de Quick Time Event, mas assim lentos. O grafismo é saído directamente das páginas de BD e parece que estamos a viver uma verdadeira aventura gráfica com desenho exímios de ambiente e personagens, o trabalho de vozes é de valor levando toda a emoção da história no tom de cada frase e cada conversa.

O jogo peca por acabar, e acabar rapidamente, afinal são apenas 5 episódios, e até um pouco curtos com 1 a 2 horas de duração cada. Quanto ao replay value irão jogar certamente de novo, para testar outras decisões, e outros caminhos.

Apesar de ser uma versão de nova geração as novidades não são suficientes para readquirir o jogo, quem já jogou noutras plataformas não encontra aqui nada de novo, quem ainda não jogou perde aqui uma história exímia se não aproveitar, ainda para mais a um preço simpático.

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Categories Análises
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Comments (1)

  • Abril 1, 2015 at 5:09 pm
    […] episódio, do desenrolar da trama. Já tinha tido dito isso aquando da análise do excelente Walking Dead, e aqui volta a fazer sentido o paralelismo. Resident Evil Revelations 2 é antes de mais um […]

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