As pessoas sempre que vêem um jogo que diga Destiny julgam que deve ser sempre para mim, por isso fiquei a cargo da análise de ArmaGallant: Decks of Destiny. No entanto este jogo nada tem a ver com o Destiny da Bungie, aqui estamos mais perto de Magic The Gathering do que outra coisa qualquer.

O jogo tem uma falha bastante grande desde o seu início que é não ter um modo História onde pudéssemos perceber melhorar as mecânicas e como jogar decentemente para não ser um autêntico looser no online. Apesar disso os tutoriais até são bastante completos, mas seria bem melhor ter uma história, até para perceber melhor cada facção e para que a curva de aprendizagem pudesse ser bastante mais moderada.

A arte e o visual do jogo são o ponto forte, as cartas têm um artwork super interessante e vê-las a interagir no mapa é realmente prazeiroso, sim porque isto é um jogo de cartas mas têm a componente Real Time Strategy, pensem no modo Blitz de Halo 2 Wars e facilmente vão perceber do que estamos a falar.

Mas talvez por isso a comparação não seja a mais fácil, porque no Blitz do Halo, podemos fazer zoom in e out, e aqui a camêra é muito estática, só podemos andar de um lado para o outro, e às vezes é uma confusão desgraçada, especialmente no modo online 2VS2. Para além disso o mapa é muito grande, e isso faz com que estejamos a tentar fazer micro management de pequenas zonas em vez de só uma.

Portanto a nível de mecânicas aquilo que acontece é termos um deck de 20 cartas que vamos colocando consoante o nível de mana que temos. O objectivo é reduzir a vida dos nossos adversários a 0, utilizando as nossas cartas para atacam em tempo real, como se fosse um RTS ou um MOBA. Para além disso podemos guardar 3 decks que pré-configuramos para as nossas batalhas. E basicamente é isto.

E esta simplicidade poderia ser vantajosa para o jogo, não fosse a questão das micro-transacções, isto é, o jogo por si só chega-nos um pouco pobre, apenas com dois mapas, sem modo de história e com um deck de cartas limitado, o valor que é pedido pelas micro-transacções é um pouco elevado para criar uma base fiel de jogadores. E porque o balanceamento entre as cartas que podemos adquirir ao jogar o jogo e aquelas que facilmente obtemos a pagar por elas é bastante desnivelado. Talvez com um patch e uma politica diferente das micro-transacções o jogo pudesse obter uma visibilidade e uma adesão maior.

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Fundador do Site - Salão de Jogos, o Commodore Amiga 500 foi o seu melhor amigo durante décadas e ainda hoje sabe de cor a equipa principal do Benfica do Sensible Soccer 94/95. Nos tempos vagos ainda edita as botas dos jogadores do FIFA e do PES.

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