Um jogo para não largar a mão

Lembram-se da Feira Popular? Boa! Transportem-se para essa altura em que o Santana Lopes não existia, em que havia inúmeras máquinas de diversão, montanha-russa, os furos da “Regina”, podiam andar de pónei e os míticos carrinhos de choque. Imaginem toda essa felicidade, a vossa tenra idade e um balão atado à vossa mão. Boa! Estão no mundo de Murasaky Baby! Mas agora imaginem que por alguma razão desconhecida perderam a vossa mãe de vista e nunca mais a viram… A partir deste momento estão a jogar Murasaki Baby…

É neste mundo e segundo esta premissa de perda e de reencontro que embarcamos na aventura de Baby reencontrar a sua mãe. É claro que seguindo o trabalho do criadores deste jogo, Massimo Guarini, director de Shadows of the Damned por exemplo, e que criou a sua nova produtora Ovosonico, só podíamos esperar um mundo bizarro, escuro e até um pouco gótico. É por esse mundo que vamos guiar a mão de Baby, e quando digo guiar é mesmo quase como andar de mão dada, quase como progenitor ou irmão, que a ajuda a atravessar obstáculos, a que não perca o seu querido balão, a mudar os cenários, a não deixá-la chorar, no fundo a criar e antecipar todas as necessidades da nossa “Baby”.

Este exclusivo da PlayStation Vita, e criado para a Vita, utiliza todos atributos da portátil da Sony, seja o ecrã táctil ou o giroscópio integrado. Isto porque temos que virar a nossa consola para ultrapassar alguns dos níveis. Os controlos que nos façam pensar “fora da caixa” sempre causaram grande impacto, aqui isso volta a acontecer, mesmo que por vezes se torne complicado acertar nos timinngs ou em acções conjuntas, apenas fará com que se torne mais desafiante e que dure mais tempo.

Isto porque apesar de todo este ambiente visual à Tim Burton e uma excelente banda sonora, Murasaki Baby acaba-se em duas horinhas de jogo. O que de facto pode parecer pouco, e é, mas não deixa de causar um grande impacto e não deixa de apetecer dizer, mais uma vez, QUEREMOS MAIS JOGOS PARA A VITA!

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