O mais recente jogo da franquia Final Fantasy já se encontra disponível, logo não poderíamos deixar de fazer a sua análise. A história de Final Fantasy XV inicia-se na cidade de Lucis que sofre um feroz ataque por parte do império de Niflheim, ceifando a vida do rei Regis Lucis Caelum que defendeu o seu território com todas as suas forças. Enquanto Lucis está a ser fortemente atacada, o príncipe Noctis está em viagem para oficializar os votos do seu casamento com Lunafreya, uma amiga de infância que foi levada pelo império inimigo quando era criança. Como já devem estar a perceber, seremos Noctis, o príncipe de Lucis, e teremos que reconquistar o império Real. Para isso contamos com a ajuda de Gladious, Ignis e Prompto. Estes três são os conselheiros, protectores e amigos do futuro rei. A história do jogo está fascinante até porque durante toda a nossa jornada muitas surpresas acontecem, para mim este é um dos pontos positivos e que me deixou completamente agarrado à televisão enquanto jogava. Além disso quanto mais jogamos, mais vamos ficando viciados neste jogo, levando-nos a não ter noção do tempo a passar.

Podemos começar por dizer que Final Fantasy XV é um RPG para qualquer jogador, tanto para os fãs da saga, como para os que se estão a iniciar pela primeira vez, esta é a primeira mensagem que nos aparece no arranque do jogo. Além disso o jogo tem um tutorial bastante completo e que nós dá as bases para todas as batalhas que vamos travar nesta intensa aventura.

Começamos então a falar da jogabilidade do jogo da nipónica, Square Enix, a jogabilidade fora do campo de batalha não difere muito os seus antecessores.

Já no modo batalha, Final Fantasy XV não é por turnos, tornando assim o jogo fluido e bastante dinâmico. Diferenciando-se assim dos primeiros jogos da saga, como o inesquecível Final Fantasy VII ou até mesmo o Final Fantasy VIII. Infelizmente foi durante os primeiros combates que vi algo que me desagradou, o facto da camera de jogo não acompanhar o focus do inimigo, levando assim a não conseguirmos ver o adversário. Este problema resolve-se com o analógico direito, onde mudas a posição da tua camera. Mas nem tudo são más notícias, os combates estão alucinantes com muita acção, movimentos rápidos e com efeitos muito bons em que as acções das personagens respondem muito bem aos comandos. Como os combates são activos temos que tomar as decisões no momento e para isso existe uma tecla para cada função, uma para esquivar, outra para atacar e a da habilidade especial. Basicamente escolhes o que fazer, incluindo técnicas em equipa com os teus companheiros.

O jogo não se resume só a avançares na história principal, também podes passar algum do teu tempo a pescar, fazer acampamentos, cozinhar e tirar fotografias. Estes passatempos são habilidades dos quatro personagens principais, que vão melhorando à medida que são usadas. Também podes fazer missões secundárias para ganhares XP e GIL (moeda usada nos jogos Final Fantasy), o que aconselho bastante para subires de nível e comprares items de combate, armas e equipamentos, podes também correr ou passear de Chocobo e jogar Justice Monsters Five (um género de flippers mas muito ao estilo de Final Fantasy).

Graficamente, Final Fantasy XV está fantástico e não podemos apontar o dedo ao trabalho feito pela equipa da Square Enix. Os detalhes do jogo estão muito bem elaborados como por exemplo nas armas, paisagens (que são bastante vastas), nos monstros, nas naves do império de Niflheim, mas principalmente nas cinematics que vão aparecendo no jogo, e posso adiantar que são algumas. A conjugação da qualidade dos gráficos com uns bons efeitos visuais, tornam este Final Fantasy bastante apelativo visualmente.

FFXV está acompanhado com uma banda sonora que só ouvir vem-nos logo à cabeça duas palavras “Final Fantasy” digo isto porque as músicas de ambiente enquanto estamos a explorar o mapa mantêm a mesma linha dos jogos desta franquia. E foi no aspecto musical que me fez sentir como “um menino numa loja de doces” e não serei o único a sentir-me assim porque, para quem acompanha a saga, poderá ouvir a trilha sonora do já referido, Final Fantasy VII e outras músicas enquanto andamos pelas longas estradas no tão aguardado e falado carro, o Regalia, que nos facilita nas longas viagens.

Apesar de ser uma grande ajuda, é aqui que encontramos o verdadeiro podre do jogo a jogabilidade e os movimentos na condução do Regalia são uma decepção, sim, é isto que sinto quando ando no carro. É verdade que Final Fantasy não é um jogo focado em carros, mas quando estamos a falar de um jogo de 2016 desenvolvido num estúdio de renome, não podemos ver um carro que quando faz um desvio ou inverter o sentido parece um caixote a mudar de direcção, e até mesmo os efeitos sonoros do motor, não estão muito bons. O que é uma pena, porque algo que foi tão falado que iria ser a estrela do jogo, não passa de um elemento medíocre. Digo isto porque o conceito está muito bom de verdade, e foi muito bem pensado, porque está realista, como termos de por gasolina no depósito, podermos fazer modificações no Regalia, reparar os danos, entre outras coisas.

Podemos concluir que Final Fantasy XV, não é um jogo perfeito, é certo, mas os pontos positivos como a história muito coesa e boa, batalhas cheias de acção, bastante dinâmicas, gráficos muito bons e a banda sonora sobressaem aos pontos negativos. Mas pergunto novamente, como é possível um elemento em que passamos grande parte do tempo ser o ponto mais negativo do jogo?

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Nascido no coração de Lisboa, este rapaz, nunca foi o mesmo a partir do momento em que o pai lhe ofereceu o primeiro Gran Turismo.Apaixonado por jogos de corridas, mas principalmente do Gran Turismo, comprou todos os jogos da saga até hoje. Dezanove anos depois, tem um novo amor, Forza Horizon...mas não esqueceu Gran Turismo.

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