Uma explosão dos diabos!

O nosso espectáculo de destruição começa com a chegada de Rico Rodriguez à sua terra natal, o Arquipélago de Medici, quando é informado que está agora no poder do General Di Ravello um ditador sem escrúpulos capaz de tudo para concretizar os seus malévolos planos. Como não podia deixar de ser, à boa maneira de Rico, eis que nos é mostrada a sua entrada triunfal em cima de um avião com o seu inseparável lança-rockets!

Como é fácil perceber, o objectivo principal em Just Cause 3 passa por Rico libertar Medici da tirania do General Di Ravello e voltar a trazer a paz e felicidade das pessoas. O Arquipélago de Medici é composto por 3 regiões: Insula Fonte, Insula Dracon e Insula Stritate e cada região tem várias províncias, sendo que cada uma delas tem entre 3 a 4 cidades, mais uma ou duas bases militares e postos avançados de controlo.

Para libertar e ocupar todas as cidades, ainda são necessárias algumas, com bastante diversão e destruição pelo meio, visto que as missões principais vão sendo desbloqueadas à medida que vamos libertando as províncias das mãos dos militares ao comando do General. Claro que onde existe um ditador maníaco felizmente existe também rebeldes que o tentam combater e serão esses rebeldes que nos vão ajudar muitas vezes, assim como alguns amigos de Rico residentes em Medici. A força rebelde pode ainda fazer entregas de material que necessitamos, que vão desde helicópteros, caças, carro desportivos, motas, armamento pesado, armamento leve, etc. Tenhamos espaço livre para um contentor e é só pedir que o nosso desejo torna-se realidade.

Como devem imaginar, com um mapa gigante e num jogo de mundo aberto, este tipo de entregas tais como as viagens rápidas para nos deslocarmos é algo bastante preciso, embora posso já dizer que provavelmente é preferível chamar um caça ou um helicóptero para nos deslocarmos do que fazer uma viagem rápida, e vão perceber porquê mais à frente.

Além de tudo o que já falamos, o jogo também vai desbloqueando desafios conforme traçamos o nosso caminho de libertação das cidades e acabando com as bases militares do terrível tirano. Esses desafios ao serem completados dão acesso a modificações nas armas e veículos. Claro que para compensar os melhores, o jogo tem um sistema de pontuação (que é feito com rodas dentadas) que lhes dá acesso a modificações mais poderosas.

Atrevo-me mesmo a dizer que a jogabilidade é soberba, tendo total controlo sobre Rico assim como todos os veículos que nos passam pelas mãos. E isso é uma grande mais-valia, até porque o grande objectivo é essencialmente a diversão de desfrutar tudo o que podemos fazer. Houve uma dedicação clara neste aspecto, algo que o Avalanche Studios deixou por demais evidente.

Outro ponto forte do jogo está no número de armas e veículos ao nosso dispor, e num jogo em que podemos destruir quase tudo, ter tanta quantidade é a cereja no topo do bolo, porque dá-nos margem para podermos ser criativos na maneira de abordar algo que desejamos ver despedaçado. Desde carros-bomba, a lança misseis, ou simplesmente despenharmos um helicóptero em cima de um tanque de gasolina de modo a provocar uma explosão gigantesca. Tudo é possível em Just Cause 3, só precisam da vossa imaginação, pela menos na sua variante mais destrutiva.

Um aspecto a salientar é a faceta humorística que está muito bem conseguida em Just Cause 3. E partilhamos um exemplo: Quando destruímos alguma base militar inimiga, podemos ouvir a justificação do General na rádio, alegando que foi devido a um problema na distribuição de gasolina e consequentemente decidiram arrasar toda a base para enviar uma mensagem. O jogo é rico nestes pormenores, o que faz com que não seja raro soltarmos uma gargalhada.

O grafismo é de óptima qualidade, principalmente quando estamos no ar, seja no avião, a descer de paraquedas ou mesmo em queda livre, as paisagens são fantásticas e facilmente damos por nós a contemplar aquele mar sempre muito azul rodeando os terrenos verdíssimos das pequenas cidades nos vales ou zonas planas. Simplesmente lindo de se ver. Os efeitos especiais com as explosões são“naturalmente” brutais, o que nos encoraja a conseguir algo sempre mais grandioso na destruição.

No entanto, não podemos deixar de referir os tempos de loading que chegam a ser desesperantes. Por vezes estamos mais de 20 segundos à espera, o que se torna muitíssimo irritante. Aconteceu deixarmos desafios para trás apenas para não termos de esperar, ou pior, chegámos mesmo a desistir de fazer viagens rápidas, porque incrivelmente, por vezes é simplesmente mais rápido pegar no helicóptero.

Outro factor negativo reside na libertação das cidades, e se no início é engraçado, a verdade é que após 4 ou 5 cidades, começa a tornar-se repetitivo pois os objectivos são quase sempre os mesmos e não vão muito além disto: Ocupar a delegacia militar que opera na cidade e libertar dois ou três presos, abrir a os portões aos rebeldes, destruir a estátua do General, destruir os painéis de propaganda política do General, destruir os altifalantes de propaganda política do General, entre outras coisas. Basicamente é o processo em todas as cidades e quando tem mais de 30, como podem calcular, talvez seja um pouco cansativo.

Quando à IA do jogo pode considerar-se praticamente inexistente. Só para terem uma ideia, é possível destruir uma base inimiga sem disparar um único tiro! Passo a explicar: A IA dispara contra nós indiscriminadamente seja em que local for, logo, se houver um helicóptero a perseguir-nos com rockets, basta nos posicionarmos no sitio que queremos atacar e desviarmo-nos no momento certo e pronto, eles tratam do resto.

Em jeito de conclusão, Just Cause 3 passa com avaliação positiva em quase tudo, e a jogabilidade aliada ao entretenimento que nos proporciona é o seu ponto mais forte. Foi um dos jogos que mais nos divertiu de analisar, pois a liberdade e a imaginação que este nos proporciona é simplesmente fantástica. Não sendo um dos jogos do ano, porque este ano foi repleto de pérolas, é sem dúvida alguma um dos mais divertidos.

SimENaoJustCause3

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Categories Análises
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Comments (1)

  • Maio 7, 2016 at 11:29 pm
    Nice artigo! Obrigado..

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