Uma longa e divertida aventura num clássico imperdível

Ao longo destes dois últimos anos temos visto a indústria dos videojogos com uma abordagem pouco inovadora, agarrando-se constantemente aos títulos de maior reputação e lançando frequentemente no mercado o seguro “remake”. Pessoalmente, é algo que não me agrada, à excepção de alguns jogos que mostram ter verdadeiro potencial para determinada plataforma. Um desses casos é o jogo que vos trago hoje, Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King para a Nintendo 3DS, saiu pela primeira vez no mercado em Novembro de 2004 como exclusivo da velhinha PlayStation 2. Um dos melhores JRPG (Japanese Role Playing Game) que esta consola deve ter recebido, com várias horas de jogo e personagens, assim como monstros, desenhados pelo grande Akira Toriyama, criador da famosa série de anime Dragon Ball.

O jogo foi desenvolvido pela Level-5 e publicado pela nipónica, Square Enix. Esta aventura tem uma história bastante simples, desenvolvendo-se ao longo do tempo, onde temos no personagem principal e herói, um guarda real que procura proteger e salvar o rei Trode e a princesa Medea, que foram enfeitiçados e transformados em  sapo/ogre e em égua, respectivamente. Para desfazer esse feitiço precisamos acima de tudo derrotar o grande vilão desta história, o terrível Dhoulmagus. Ora, para nos ajudar nesta aventura teremos Yangus – o bandido, um guerreiro que terá uma importância preciosa ao longo da nossa missão.

Enquanto a nossa jornada se vai desenrolando, encontraremos igualmente outros aliados, são eles Jessica – a maga e Angelo – o cavaleiro, todos eles também com problemas com o maléfico Dhoulmagus.

Como um bom JRPG que se preze, Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King é totalmente em mundo aberto e podemos explorar o mapa à nossa vontade. É bastante extenso e com diversas áreas, felizmente sempre que encontram um local novo é possível fazer viagens rápidas entre as diferentes regiões, no entanto é uma habilidade que terá de ser desbloqueada primeiro. Uma das alterações em relação à versão da PlayStation 2 é agora a possibilidade de visualizar os inimigos no mapa e embora não tenhamos noção de quantos inimigos vamos combater, sabemos que ali, está um número aleatório de inimigos, o que ajuda bastante a conseguirmos progredir mais rapidamente.

À boa maneira de um JRPG, uma das questões mais importantes, é conseguirmos subir o nível dos nossos personagens de forma rápida e eficaz, sendo que para isso teremos de combater o maior número de inimigos possíveis e escolher as habilidades que queremos com bastante critério. Todos os personagens têm habilidades bastante diferentes, assim como os seus equipamentos e armas são diferentes de uns para os outros. O que nos obriga também a tentar apanhar o máximo de ouro que conseguirmos de modo a comprar os melhores equipamentos.

Quanto ao ouro é possível apanhá-lo de diversas maneiras e todos os combates que dão um número significativo de ouro. Outra das formas de o apanharem, reside nos vários itens que podem encontrar nas cidades ou localidades, sejam potes, armários, entre outras coisas. Além disso existem também vários baús que estão distribuídos pelo mapa e nestes podemos encontrar ouro, equipamento, consumíveis e armas.

Já a jogabilidade pode, em alguns casos, tornar-se irritante devido à vista em terceira pessoa por vezes encontrar-se perdida e aí temos de manejar o D-pad, colocando-a onde queremos. O ecrã táctil da nossa Nintendo 3DS serve para mostrar várias coisas: o mapa, quando em exploração; e o HP e MP dos nossos personagens, quando em combate.

Algo que me agradou bastante foi o humor dos diálogos, não esquecendo as expressões faciais dos personagens, tudo muito ao estilo japonês. A opção de quick save que nos permite salvar o jogo em qualquer local, visto que isto é uma consola portátil e podemos joga-la em qualquer lugar faz todo o sentido esta opção.

Em jeito de conclusão, posso dizer que Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King, embora já tenha bastantes anos, continua recente e chega cheio de potencial à pequena consola da Nintendo. Um jogo que nos diverte por imensas horas e que não pode faltar na lista de jogos do verdadeiro fã de JRPGS.

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Categorias Análises Nintendo
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