Uma nova casa ou a mesma de sempre?

Quando fizemos a nossa preview a House Of Wolves  a nossa expectativa era que a nova expansão de Destiny desse uma nova vida ao jogo. Será que isso aconteceu?

Sim é a resposta mais rápida e directa, mas o tempo vai-nos dizer outra coisa.

Vamos por partes, comecemos com a nova história que acompanha esta expansão que nos coloca então no dever de retribuir o favor à Rainha do Reef, depois de nos ter dado a chave para o Black Garden na história principal. Basicamente teremos que caçar Skolas, o líder da House of Wolves que quer assimilar todas as outras casas para governar o “mundo”.

Nessa caçada acabaremos por defrontar os líderes das outras casas para evitar que Skolas o faça, colocando em risco todo o seu plano. Nessa aventura que passará por umas quantas missões e um ou outro Strike testámos um novo “pike”, voltámos a Vault of Glass, se bem que peca por breve e por fácil, delirámos com os feixes de lux que nos transportam ao bom velho estilo de Star Trek e ficámos extasiados com o saltar de plataformas que desaparecem e aparecem no nível final onde temos que deter Skolas. Mas no fim de tudo isso o que restou?

Bem acabámos por o fazer mais duas vezes com as nossas duas outras personagens, repetimos missões em Daily Events, em Weekly Strikes ou Nightafall’s e puff… passado uma semana (e estou a ser simpático), a expansão no seu modo história estava feito e arrumado, tal como aconteceu com Dark Below, mas desta vez sem Raid para tentar chegar ao novo level cap da expansão.

Resta-nos então observar os outros modos para saber se este House Of Wolves vale a pena ou não.

Vamos então a Prison of Elders (Poe) o novo modo cooperativo de 3 jogadores que substitui o Raid. Basicamente teremos 4 opções (para já), uma arena em nível 28 com matchmaking onde poderemos testar as nossas capacidades na arena com a finalidade de adquirir alguns materiais e a tão desejada Treasure Key, que abre o cofre final e dá a oportunidade de ganharmos armas da expansão alusivas à nossa Rainha; a arena de nível 32 que dará uma Armor Core para adquirirmos armadura do nível de light 42 e a arena a de nível 34 que nos dará uma Weapon Core para adquirirmos armamento da categoria “wolves” e a oportunidade de recebermos uma Etheric Light para ascedermos as nossas antigas armaduras e armamento. Por fim o nível 35, o mais duro de todos onde para além de tudo isto poderemos ganhar uma arma ou armadura exótica da expansão.

O bom do POE é o facto de nos manter vivos numa constante correria a tentar fazer as bounty’s da Rainha para conseguir adquirir Treasure Keys e depois utilizarmos neste modo, mas também a dificuldade e a cooperação que exige na constante guerra que existe na arena durante as ondas de inimigos e as rondas. POE consiste em 3 ondas em cada uma das rondas, onde os modifiers vão nos dar uma ajuda ou dificultar a vida. Vamos estar constantemente a mudar de armas e armadura para cada desafio a criar tácticas e a juntarmo-nos a jogadores com apetências diferentes para cada desafio, e isso é motivante e desafiante. Várias vezes senti o coração a acelerar quando estávamos no Boss final quase sem ver nada à frente com tantos inimigos e ataques a serem desferidos, e depois ficar aos pulos quando pelo meio de tanto fogo inimigo lá conseguíamos dar cabo do Boss. De facto, POE é emocionante e isso deu uma nova vida a Destiny.

Muitos poderão dizer: “mas é preciso ter 2 amigos dispostos a entrar nesse modo?”, a nossa resposta é: nos Raids eram preciso 5 e não deixámos de os fazer. Os grupos do Facebook, o DestinyLFG Matchmaking ou até mesmo o The100 são locais que devem explorar para terem sempre companhia para fazer este modo, assim como os Raids.

O problema de Prison of Elders é que passados dois dias da expansão já existia uma quantidade absurda de pessoas no nível máximo de level cap da expansão. Sim, não devem ter vida, é verdade, mas é também verdade que pelas nossas contas para fazer chegar as 3 personagens ao nível 34 bastaria fazer o POE nove vezes em nível 34 para ganhar a Etheric Light e chegar ao nível máximo. Ainda mais fácil será ao longo das semanas tal acontecer visto que Variks, o Warden da PoE vai dando armadura para comprarmos por uma Armor Core já com nível de light a 42 para chegar a esse mesmo nível. Isto é, mais uma vez recorrendo da nossa calculadora, em mês e meio toda a comunidade deverá chegar ao nível 34 e terá pouco que fazer… Não falando na questão Trials of Osiris (ToO), onde mais rápido foi a vaga de gente a chegar a este mesmo nível com as novas armaduras que apenas saem neste modo multiplayer.

Mas já que falámos de Trials of Osiris, desbravemos um pouco este modo. Muito semelhante a Iron Banner, ToO conta com uma personagem que no Reef nos dará a passagem para esse modo, assim como recompensas, estamos a falar de Brother Vance, uma das personagens mais enigmáticas de todo o jogo.

Entrando no ToO, teremos que forçosamente arranjar mais dois amigos que queiram degladiar-se com outra equipa “humana” de três. Vence a partida quem vencer 5 rondas primeiro. Teremos que matar todos os elementos da outra equipa e assim que o façamos ganhamos a ronda. No entanto os nossos companheiros de equipa podem fazer-nos revive e nunca se esqueçam que “Warlocks never really die”. ToO decorre de sexta a terça-feira e durante esse período cada passagem dá direito a nove jogos. Se ganharmos 5 podemos abrir um cofre especial, mas se ganharmos 9 vezes sem perder ganharemos acesso à creme de la creme, a um novo espaço social em Mercúrio chamado “The Lighthouse”, local com uma história muito peculiar e com acesso a recompensas de outro mundo. No entanto a participação é sempre recompensada, sendo que quanto mais vitórias, melhor a recompensa. Fica aqui um vídeo do site planetdestiny.com para conhecerem este espaço.

Trials of Osiris é que poderá de facto ser o modo mais longínquo desta nova expansão, não pela quantidade de recompensas que oferecem (na primeira semana já havia pessoas com tudo), mas pelo divertimento que dá ao jogar e até de ver. Lembro-me que na antevisão da Bungie a este modo no seu canal do Twitch o público presente delirou e nós em casa também. Para além disso as armaduras de ToO são as mais bonitas e apeteciveis de todo o jogo.

House of Wolves tem ainda outros pormenores, a adição de um novo Hub, um novo espaço social com o nome de Vestian Outpost, onde podemos interagir com Petra a fiel aliada da nossa Rainha, Variks, o Warden da PoE, do ToO, o nosso Postmaster, um novo Cryptarch , Rahool e o nosso querido Vault, o nosso cofre que guarda os nossos bens mais preciosos. No meio disto tudo a Eris, a nossa mensageira e única sobrevivente da guerra contra Crota, está triste e sozinha no outro Hub.

A minha preocupação enquanto jogador, desde o tempo da Beta, é que esta expansão tem a luz ao fundo do túnel quase em cima dos olhos, isto é, não me vejo a ter muito interesse em jogar Destiny daqui a um mês, a não ser pelo Trials of Osiris. Porque jogar Vault of Glass só pelo cofre que dá a hipótese de ganhar uma arma exótica ou destruir Atheon pela mesma hipótese, assim como no Crota’s End, a esta altura do campeonato já não faz muito sentido.

Não sabendo o que a Bungie estará a preparar para o futuro, havendo ainda áreas por descobrir e desbloquear, havendo esta recompensa de chegar a um novo espaço muito parecido com um Hub em Mercúrio, House of Wolves parece curto, mas parece-me também que a Bungie com estes pequenos pormenores que referia, estará a pensar em dar mais coisas aos jogadores ao longo do tempo, pequenos bombons para os entreter até Novembro, ao que tudo indica, aprendendo com o erro de Dark Below, onde fora o Iron Banner andámos  à seca durante meses.

O Destino a RNGesus pertence…

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