1 hora e um quarto. Este foi o tempo total que demorámos a jogar este segundo episódio do jogo da Telltale Games. Foi uma boa hora e picos, e se isto fosse uma série de televisão com episódios semanais não nos queixariamos, no entanto demorou meses a sair após o primeiro episódio, e o terceiro episódio vai demorar ainda meses a aparecer.

Torna-se difícil de escrever uma review de um jogo que não só é extremamente curto mas também, e isto é algo bom do jogo, que deriva grande parte do seu prazer para o jogador da descoberta da história conforme ela vai avançando. Portanto spoilers são importantes de evitar, mesmo spoilers do primeiro episódio, até porque a experiência de jogo de cada jogador depende das decisões tomadas ao longo dele. Pode-se revelar no entanto, que o sistema de escolhas continua presente e mantém a história interessante promovendo a re-jogabilidade deste episódio. Algo que falta aqui em relação ao episódio I é alguma acção, apenas há um quicktime event, que é também bastante curto e que ocorre já no fim do episódio.

Dito isto, a história continua a desenvolver-se de forma interessante, e este episódio mais do que acção prende-se com o desenvolvimento das personagens, o que faz sentido para esta fase da história. Ainda assim… hora e picos. Já na review do primeiro episódio tinhamos avisado que se calhar compensaria comprar este jogo no final, após terem saído todos os episódios, e essa ideia apenas sai reforçada do segundo episódio. Sim, é um bom jogo. Sim, a história é boa. Sim , o voice acting e os gráficos são excelentes. Mas o que é essencialmente uma série de televisão com meses de intervalo entre cada episódio é pouco aliciante. Tal como as séries de televisão o melhor é esperar pelo box-set da primeira temporada.

About The Author

É de Lisboa, com um desvio por Évora. A primeira cassette que teve foi o Man-Machine dos Kraftwerk porque gostava do espaço e de robots. Ainda gosta do espaço e de robots, e de comics, e de jogos de computador e de cenas fantásticas e tal... o vulgo "nerd". É Licenciado, Mestrado e Doutorado em Religiões Comparadas pela University of Manchester (onde esteve 9 anos). É Professor de Filosofia das Religiões na Universidade Nova. Ganha sempre ao Trivial Pursuit. Passa demasiado tempo no World of Warcraft. Nunca jogou Fifa nem Pro Evo nem Madden NFL ou lá o que é, e tem orgulho nisso. Uma vez jogou o Itália 90 que tinha numa disquete que lhe emprestaram e que funcionava no Intel 80-88 que tinha na altura.

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