A 19 de março de 2019 ouvia-se falar pela primeira vez no novo serviço de gaming da Google denominado Stadia. Os objetivos propostos eram imensos, sobretudo revolucionar a forma como se jogava em que não era necessário ter uma consola física para poder desfrutar dos jogos.

Com a ideia assente num Data Center da Google, os jogos corriam via Stream “em qualquer um dos nossos dispositivos”, diziam, desde que tivéssemos uma boa ligação à internet. Fosse numa televisão Smart TV, num computador portátil, ou até num telemóvel, havia apenas um factor que interessava: ter um comando do Stadia.

Facto é que a promessa de mudar a forma como jogamos não funcionou assim tanto, e hoje até já vimos, por exemplo serviços como o Game Pass com uma estrutura aparentemente melhor preparada para aguentar o streaming e os novos desafios dos próximos anos.

A 19 de novembro de 2019, oito meses depois da sua apresentação, o serviço chegou aos jogadores de 14 países, mas Portugal ficou de fora. Com 12 jogos no dia de lançamento, o catálogo contava com jogos como Red Dead Redemption 2, Destiny 2, Shadow of the Tomb Raider, entre outros a um custo de 129€ o pack inicial e depois um custo mensal de 9,99€. Foi preciso esperar um ano para ver o serviço chegar a Portugal. Foi a 7 de dezembro de 2020 que o Stadia aterrou cá com o mesmo preço do lançamento.

Com a falta de sucesso nestes primeiros anos, depois do suporte já ter sido diminuído nos últimos tempos, a notícia do seu encerramento chegou agora em setembro de 2022. O anuncio está feito para o início do próximo ano e a Google vai devolver o dinheiro dos jogos e conteúdos comprados.

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A 18 de janeiro de 2023 será o fim de um serviço que tentou ser o futuro do gaming. Costuma dizer-se que quem não arrisca, não petisca, e, pelo menos a Google tentou entrar no mercado altamente competitivo onde estão as grandes potências, como a Sony, a Microsoft e a Nintendo.

Este pode ser o fim do Stadia, mas não é de todo o fim do investimento da Google no gaming, nomeadamente em ferramentas ou novas tecnologias que possam ajudar jogadores e criadores. Vai ser também aproveitada a tecnologia que foi usada para a criação do Stadia noutras. plataformas, bem como deixar que outras companhias possam usá-la se estiverem interessados.

O anúncio foi feito pelo Vice-Presidente do Stadia, Phil Harrison, que pode ler na integra aqui. O Google Stadia durou pouco mais de 3 anos.