Como muitos de vocês devem saber a serie Resident Evil fez 20 anos no passado mês de Março. Talvez por isso, a Capcom tenha nos últimos meses presentado os jogadores desta nova geração com diversos e saudosos jogos de Resident Evil, olhando para o exemplo de Resident Evil Origins Collection que inclui as versões remasterizadas de Resident Evil Zero e Resident Evil (lançado em Janeiro) o Resident Evil 6 (lançado em Março), e no Outono teremos ainda outra versão remasterizada de Resident Evil 4.

Eu não sou grande fã deste género de iniciativas, acho que cada título tem o seu tempo, mas já que a Capcom começou esta onda de remasterizações, espero que faça o mesmo com os restantes jogos da serie, pelo menos para que os jogadores de hoje possam jogar e conhecer todos os jogos do franchise, assim como o enredo que compõe cada um deles.

Resident Evil 5 é um dos principais títulos da serie, especialmente devido às inúmeras revelações que nos ajudarão a compreender várias questões que ficaram por desvendar desde o jogo inicial, o que explica o facto de continuar a ser o jogo mais vendido de sempre da Capcom, quando já passaram 7 anos.

Para quem segue a história, Albert Wesker não é um nome estranho, e continua como o grande vilão da história, um personagem memorável desde o primeiro Resident Evil que terá a oposição de Chris Redfield, Sheva Alomar e [spoiler title=’spoiler’ style=’default’ collapse_link=’true’]e Jill Valentine[/spoiler], com quem teremos a oportunidade de jogar[spoiler title=’spoiler’ style=’default’ collapse_link=’true’], e marca o reencontro dos dois personagens centrais da primeira edição[/spoiler].

Foge todavia um pouco àquilo que conhecemos de Resident Evil, sendo a transformação de um Survival Horror que perdeu grande parte do seu potencial de terror e suspense, num jogo de acção frenética. Algo bastante inovador em Resident Evil 5 é o seu modo cooperativo (co-op), e foi o primeiro da saga a oferecer a oportunidade de completar o Modo História dessa forma, sendo assim possível jogar com um amigo localmente ou no modo online, recomendando este último, uma vez que em ecrã dividido não é tão atractivo. O Modo co-op é mesmo um dos componentes mais entusiasmantes em Resident Evil 5, tornando-se excepcionalmente viciante e divertido.

No entanto, se escolhermos jogar no Modo Historia com a IA como nossa parceira, teremos de ser extremamente simpáticos para a podermos realmente classificar de inteligente, visto que não é incomum assistirmos ao esbanjar inútil de spray e munições, sem qualquer nexo.

Algo que pode ser um pouco frustrante continua e incompreensível é o facto de apenas ser possível disparar com o nosso personagem imóvel, algo habitual em toda a saga, mas completamente desactualizado hoje em dia, especialmente quando temos uma quantidade enorme de zombies no nosso caminho, justificando-se no mínimo a opção de nos darem a escolher se poderíamos ou não mover-nos, nem que fosse lentamente.

Munição claramente não falta em Resident Evil 5, e agora até é algo que se pode apanhar dos inimigos quando morrem, um exemplo de como o jogo mudou e que se diferencia claramente dos jogos anteriores, sendo que era um dos bens mais preciosos e difíceis de gerir.

O Modo Mercenaries United é uma das novidades apresentadas, e consiste em eliminar o máximo de inimigos que conseguirmos durante um certo período de tempo, podendo ser jogado Online ou em Single Player. Nesta edição todos os cenários estão desbloqueados, assim como os personagens jogáveis.

Falando em novidades, todos os extras da Gold Edition estão presentes no jogo, assim como os DLCs Lost In Nightmares e Desperate Escape, embora estes dois últimos apenas fiquem desbloqueados após completarem o jogo.

Visualmente são várias as alterações, estando óptimo para a nova geração de consolas, com uns fluidos 60 fps e a 1080p, fazendo inveja a muitos jogos mais actuais e que não chegam nem perto desses valores. Portanto, é importante referir que para um port, ficámos verdadeiramente impressionados com a qualidade gráfica de Resident Evil 5. Contudo nem tudo são boas noticias, e se os personagens estão perfeitamente desenhados, por vezes encontramos texturas nos cenários um pouco abaixo do que seria de esperar ou até exigível comparando com o resto, mas lembremo-nos no entanto que o jogo é datado de 2009 e não podemos pedir muito mais, tendo em conta que é uma versão remasterizada.

Concluindo, esta versão de Resident Evil 5 é bem-vinda, principalmente para a nova geração de jogadores que nunca tiveram a oportunidade de conhecê-lo e podem finalmente jogá-lo numa edição e actualizada e mais de acordo com as consolas de agora, no entanto, quem já tiver a versão original, seja para PlayStation 3, Xbox 360 ou PC, é preciso ser mesmo muito fã para querer juntar esta à colecção.

SimENaoResidentEvil5