Developer: Ubisoft
Plataforma: Nintendo Switch
Data de Lançamento: 06 de Dezembro de 2019

A Ubisoft tem diversas franquias de qualidade, sendo que uma delas é Assassin’s Creed. A quantidade de jogos é tão grande, que nem todos tiveram o mesmo sucesso ou qualidade, mas a verdade é que a sua maioria era interessante e com bastante conteúdo; e quando falo em conteúdo não me refiro só ao jogo jogado, já que a maioria dos títulos da franquia trouxe diversas personalidades históricas, épocas e datas relevantes. Provavelmente, quando muitos dos jogadores ouvirem falar de algumas personalidades ou mesmo de alguns eventos, vão lembrar-se deles devido a Assassin’s Creed, sem precisarem de ser grandes conhecedores da história mundial.

Assassin’s Creed: The Rebel Collection que chegou à Nintendo Switch e é uma colectânea de dois dos grandes jogos da franquia: Assassin’s Creed IV Black Flag e Assassin’s Creed Rogue. Além de conter estes dois jogos, os jogadores podem contar também com todos os DLC saídos até ao momento para os dois jogos no modo single player.

Para aqueles que ainda não jogaram o jogo, vamos lá desvendar um pouco do que podem encontrar:

Em Assassin’s Creed IV Black Flag, os jogadores vão mais uma vez usar o Animus para entrarem na pele de um assassino, que neste caso trata-se de Edward Kenway, um pirata. É importante também ter em conta que o Animus agora está ao cargo de uma empresa chamada Abstergo Entertainment, algo que para quem está a seguir a saga desde o início pode achar estanho, mas mais para a frente vai perceber o que se está a passar.

É engraçado voltar a jogar este jogo novamente, principalmente para quem viu a série de TV Black Sails, já que muitas das ilhas e até algumas personagens da série fazem parte do conteúdo do jogo, desde Kingston até Nassau. São mais de 50 locais únicos onde comandamos o nosso barco, Jackdaw. O jogo passa-se no início do Século XVIII, nas Caraíbas, lugar único onde as histórias de piratas são míticas. Ora, neste jogo, nós podemos ser um deles, seja para explorar os mares à procura de tesouros, ou apenas para pilhar outros barcos. Podemos também procurar artefactos ou caçar tubarões e orcas gigantes.

Como já é hábito nos jogos de Assassin’s Creed, além da história principal, existem diversas side quests, logo o tempo de jogo é enorme e com muito para fazer. E com isto posso dizer que se já valia a pena um port de Assassin’s Creed IV Black Flag para a Nintendo Switch, então uma compilação com Assassin’s Creed Rogue, é ouro sobre azul.

E já que falamos deste segundo, vamos lá contextualizar:

 Assassin’s Creed Rogue passa-se no século XVIII (igual a Black Flag), porém, uns anos mais tarde, na época da Guerra dos Sete Anos. Nós seremos Shay Cormac, novamente um assassino que anda pelos mares, e mais propriamente no navio Morrigan. Algo que vai provavelmente deixar os jogadores que ainda não o jogaram admirados, é o facto de nos unirmos aos Templários neste jogo.

Outro ponto de interesse do jogo é a curiosidade de ter uma relação indirecta com Assassin’s Creed III, já que Aquiles, mentor de Connor, entrará no jogo. Além disso, este é o famoso jogo cuja cidade de Lisboa é retratada, logo é sempre giro jogarmos e sabermos que estamos a andar pela capital portuguesa. Mais uma vez, teremos muitos coleccionáveis, missões secundárias e muito para explorar.

Ambos os jogos apresentam as diversas componentes (nível gráfico e jogabilidade) aprimoradas em relação aos jogos anteriores, isto é, quem jogou Assassin’s Creed III notará melhoramentos em relação a Black Flag e nesta própria compilação vão encontrar melhorias de Black Flag para Assassin’s Creed Rogue. Temos também a inevitável componente de stealth, algo que os jogadores sempre adoraram neste jogo, assim como armas brancas e armas de fogo.

É importante frisar que ambos os jogos incluem todos os conteúdos adicionais lançados para os modos single player, isto com a inclusão de Assassin’s Creed Freedom Cry, que podia ser comprado como o Season Pass de Black Flag ou como um Standalone. Além disso foram adicionadas funcionalidades como o ecrã táctil em modo portátil, a mira a partir do controlo de movimentos dos joy-cons e até a vibração HD que os controlos da Nintendo Switch permitem.

Vamos falar então de performance, e nestes jogos na Nintendo Switch, algo que é de enaltecer é o jogo apresentar sempre 30 fps bastante fluídos, o que acontece tanto em modo dock, como em modo portátil. Mais impressionante ainda, é que mesmo em batalhas com vários NPC’s à mistura nunca sentimos quebras, tornando o jogo sempre fluído. Quanto à qualidade gráfica, podia-se esperar uma perda de qualidade significativa face às outras plataformas, mas a verdade é que isso não acontece, e provavelmente apenas os jogadores de PC podem notar alguma diferença, caso usem o jogo com as definições no máximo.

Saltando agora para a componente sonora, podemos dizer que está óptima, mas a Nintendo Switch em modo portátil não nos permite desfrutar de toda a sua qualidade. Este é um daqueles jogos que se jogarem em modo portátil será bom usarem uns headphones para desfrutarem da qualidade sonora na sua totalidade. E falando de qualidade sonora, devemos ressalvar o facto da Ubisoft ter colocado os diversos packs linguísticos na eShop, para os jogadores fazerem download conforme a língua que pretendam ouvir no jogo.

Assassin’s Creed: The Rebel Collection é uma entrada excelente na Nintendo Switch, uma compilação onde teremos dois dos jogos mais interessantes da série, e que ainda hoje os jogadores não esquecem devido aos combates e à exploração marítima. Se não os jogaram não precisam de pensar duas vezes para adquirir esta compilação, caso os tenham jogado, mas têm ainda assim algumas saudades, então esta é uma boa opção para os poderem jogar em qualquer lugar.