Developer: Varsav Games Studio
Plataforma: Playstation 4, Xbox One, PC
Data de Lançamento: 14 de novembro de 2019

Confesso que gostava de saber quem foi a pessoa que um dia se lembrou de ter a ideia de fazer um jogo sobre abelhas, principalmente um Bee Simulator. Digo isto porque apesar de parecer descabido para grande parte de nós, também eu, e se calhar alguns de vocês, têm ideias que provavelmente não são assim tão parvas e quem sabe um dia ainda possam vir a ser um jogo. Mas este fenómeno das abelhas até tem o seu público. Se assim não fosse, a Abelha Maia não teria o sucesso que teve ou mesmo o filme Bee Movie, A História de Uma Abelha. Talvez tenha sido a essas colmeias que este jogo se agarrou e se baseou para ser lançado. Bora lá voar um bocadinho. 

Bee Simulator coloca-nos o desafio de ser uma abelha e de andar a vaguear pelo parque a completar desafios. Somos uma abelha bebé e temos de obedecer à abelha-mãe e ir completando as missões que nos são facultadas. Há vários tipos de missão, mas a variedade não é assim tanta. Há as missões de luta, nas quais enfrentamos outra abelha ou vespa num mini-jogo de combinação de botões. A ideia está bem feita, mas colocado em prática não é assim um desafio por aí além. Há uma barra que vai andando e no tempo certo temos de carregar nos botões que nos mandam. Se acertarmos todos, o nosso golpe vai descontar muito, caso contrário, vamos precisar de mais rondas para bater o inimigo. 

 

Depois temos as tarefas de dança, onde através dos analógicos existem quatro movimentos padrão e temos que imitar a abelha que está à nossa frente, num total de três ou quatro rondas, conforme os casos. Bee Simulator tem ainda os desafios de perseguição e são esses que me deram água pela barba para os completar. Na prática é como se houvesse um caminho e nós temos de completar esse caminho passando por diversos círculos, ora mais acima ora mais abaixo, evitando obstáculos e teias de aranha. É penoso fazer esses desafios, principalmente se não conseguirem controlar a abelha como deve de ser. É que não é nada fácil ter o controlo da abelha e facilmente se perdem e têm de começar tudo do início. 

Bee Simulator pode ser para todas as idades, mas sinceramente vejo com alguma dificuldade uma criança dominar a forma como se voa. É esta uma das principais causas de não ter desfrutado do jogo sem me irritar. Volta e meia pousava a abelha em algum lado e a câmera perdia totalmente o controlo e não conseguia perceber onde estava. Para além destes desafios, grande parte da nossa vida de abelha é apanhar pólen e através da nossa visão especial, apanhar algumas árvores. Isso dá-nos vida e energia para andar mais rápido e aplicar por exemplo um turbo nas perseguições. 

Dito isto, é fácil perceber que Bee Simulator parece mais um jogo de ação do que um simulador. Também não sei o que era possível fazer dentro de um verdadeiro simulador. O jogo conta-nos curiosidades das abelhas. Coisas que nunca na vida ia imaginar se não tivesse jogado, o que funciona em algo mais educativo do que outra coisa. Essa é a mais valia de Bee Simulator. Isso e também poder andar a voar despido de preocupações pelo mapa do jogo. Podemos picar as pessoas que andam por lá, mas estas nem vão reagir. Ainda assim podemos passar uns bons bocados a fazer isso. O online não existe, mas podemos ligar o modo co-op local e através de ecrã dividido podemos fazer missões em conjunto com amigos.

 

Graficamente, o jogo não apresenta nada por aí além, mas para um mundo de desenho animado até está aceitável. A nível sonoro, Bee Simulator tenta ser relaxante, mas quando ouvimos repetidamente o barulho das abelhas, o tal zzzzzzzz é demasiado irritante. O jogo não tem muito para fazer e o tempo de jogo ronda as cinco horas, conforme o tempo que tivermos para fazer as coisas. Só há duas dificuldades, ou é difícil, ou fácil. Não há um meio termo e é assim que vão ter de viver com as outras abelhas da vossa colmeia.

Bee Simulator é mais um jogo de ação do que simulação. Não tem grandes argumentos para nos agarrar e ficar demasiado tempo colado ao jogo. Não é doce como o mel, mas também não é tão amargo como uma picada de um bicho destes. Vale pela curiosidade e pela mensagem educativa que passa. Salvem as abelhas.