Developer: RideonJapan, KEMCO
Plataforma: PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch
Data de Lançamento: 7 de Janeiro de 2021

A KEMCO está de volta com mais um título que tem uma identidade bastante original. Blacksmith of the Sand Kingdom combina mecânicas que fazem desta obra uma experiência que tanto tem de nostálgica, como de singular; e que irá certamente apelar a um nicho de jogadores que não resistem a colocar mãos em dungeon crawlers mais táticos.

Blacksmith of the Sand Kingdom é muito similar ao que podemos encontrar normalmente em jogos da franquia Atelier. E pegando nessa referência, a dinâmica é igual ao que estamos habituados no género, onde enfrentaremos os mais diversos tipos de inimigos, enquanto encontramos tesouros e recolhemos materiais para craftar e equipar a party que nos acompanha.

Nesse sentido, pouco tem de inovador, e segue uma linha condutora que existe praticamente desde os primórdios dos RPG’s. No entanto, é o ritmo das pequenas quests que oferecem uma fluidez fantástica ao jogo, onde não resistiremos a superar uma a uma.

A história tem início na vila de Santburg Town, e o seu protagonista chama-se Volker, que como filho do ferreiro local, assume o negócio após a morte do seu pai. Volker, aventureiro como é, tinha outros planos, mas o seu optimismo faz com que veja esta mudança de circunstâncias como uma oportunidade, e junta-se ao Adventurers Guild, que confere uma licença especial aos seus membros para explorarem dungeons e ficarem com os ganhos.

Inicialmente iremos explorar as dungeons ao redor de Santburg, mas eventualmente também visitaremos outros locais de Muspelheim – uma nação de um clima agreste e rodeado de desertos, sendo por essa razão que é conhecido por The Sand Kingdom.

Mas Volker não está sozinho, e é aí que entra a sua amiga Valeria, que será a sua primeira companheira nesta aventura. Contudo, não será a única ajuda, e várias personagens farão parte da jornada do nosso herói. A construção da história e o desenvolvimento das personagens está também entregue um pouco à nossa imaginação, e por um lado, é uma das faces mais interessantes de Blacksmith of the Sand Kingdom.

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 O Guild é a parte central do jogo, não só porque é onde escolhemos as missões, mas também porque será onde recrutamos os cinco elementos da nossa party. Cada membro tem a sua própria class, job, e até a fé pela qual se rege. Além do Guild, podemos ainda encontrar a Workshop, a Arena, a Item Shop, a Tavern, e a Infirmary.

Na Workshop será onde podemos craftar items; na Arena iremos enfrentar monstros e acumular pontos; na Item Shop, tal como o nome indica, podemos comprar items; na Tavern ganhamos XP ao nos alimentarmos; e na Infirmary restabelecemos a energia. São os edifícios que farão parte da rotina normal de cada vez que estamos na cidade, e fazer uso de cada um deles será essencial para progredirmos rápido.

Tem o toque clássico de um JRPG, tanto no seu estilo, como nas mecânicas de combate. As batalhas acontecem por turnos, e são feitas através das típicas grelhas. Apesar de pouco desafiante, o combate entretém o suficiente para testarmos vários tipos de partys, onde podemos optar, sem quaisquer restrições, pelas classes que formarão a nossa equipa.

Esta abordagem ao combate é uma forma de, após algumas experiências, encontrarmos o grupo que mais se ajusta ao nosso estilo. Se queremos uma party mais versátil, ou mais focada em algo em específico. Na verdade, é um aspecto que irá atrair quem gosta de brincar com builds, oferecendo largas hipóteses de experimentação.

Dito isto, a jogabilidade é divertida, e consegue proporcionar uma variabilidade de circunstâncias que evitam uma certa repetição neste tipo de jogos. Tem um ciclo recorrente, mas que devido à quantidade de opções, acaba por ser diferente a cada quest e a cada batalha.

Graficamente é o esperado para um título que foi igualmente desenvolvido para as plataformas móveis, além da PlayStation 4, Xbox One, Switch e PC. Ainda assim, é agradavelmente familiar para quem está acostumado com outros pertencentes ao género. Um visual retro, mas capaz; e uma banda sonora nostálgica e cativante.

Blacksmith of the Sand Kingdom é obrigatório para os fãs da saga Atelier. Foi a sua fonte de inspiração, mas consegue estar à altura, o que já é de si um enorme elogio. Para quem procura um JRPG de estilo retro de mecânicas mais clássicas, poderá ter aqui uma solução interessante.

REVIEW GERAL
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Completamente obcecado por tudo o que tenha a ver com futebol, é daqueles indesejados que passa mais tempo a editar as tácticas do PES do que a jogar propriamente. Pensa que é artista, mas não conhece as cores primárias, e para piorar, é ligeiramente daltónico. Recusa-se a acreditar que o homem foi à Lua.