Developer: Radoslaw Felich
Plataforma: Nintendo Switch
Data de Lançamento: 08 de Novembro de 2019

Existe quem ame e existe quem deteste jogos de plataformas, e a verdade é que provavelmente é um daqueles géneros que se mantêm no mercado há mais tempo sem nunca perder a sua identidade. Umas vezes em 3D, outras em 2D, outras até numa mistura em que chamam o tal 2.5D, porém, existem sempre jogadores prontos para agarrar nestes títulos e jogá-los até à sua última gota de suor.

E não foi em vão que usei a palavra suor, sendo que Blindy, que foi lançado no dia 8 de Novembro para a consola da Nintendo, é um daqueles jogos que nos fazem suar e que nos deixam cansados e frustrados; mas por fim, que nos fazem gritar com a consola dizendo-lhe: “Toma!!! Consegui!! Toma!!!”

Como o nome indica, em Blindy somos completamente cegos, isto é, este jogo apenas nos permite ver o que está em volta do nosso personagem, sendo tudo o resto escuridão. Por isso, não podemos andar com o personagem a correr desalmadamente, já que isso será a nossa morte imediata; tudo tem de ser feito com muita calma. Conforme vão andando, o caminho para trás vai ficando visível por uns segundos até ficar novamente todo negro, e cada vez que morremos voltamos ao início. No entanto, não esperem que o caminho que percorremos fique visível, porque isso não vai acontecer, aqui o importante é termos uma boa memória e nos lembrarmos onde estão as armadilhas.

Devo confessar que os primeiros 10 níveis até se fazem de maneira minimamente razoável, mas a partir daí, é o sufoco total. Demasiadas “ratoeiras” para nos lembrarmos de tudo, e quase apetece pegar num papel quadriculado e irmos desenhando o nível conforme vamos avançado. Acreditem que existem poucos jogos de plataformas que me consigam tirar do sério, mas este conseguiu e muito. Provavelmente os jogadores com menos calma devem jogar em modo dock, para evitarem enviar a Nintendo Switch contra a parede para aliviar a frustração.

O objectivo do jogo é simples, onde a personagem completa o nível ao chegar a uma estrela que está num determinado local, mas pelo caminho encontraremos plataformas, alguns picos, algumas roletas ponte-agudas, umas molas, uns precipícios e mais alguns “presentes”. Como se isso não bastasse, coloca-se a tal escuridão, e pronto, temos um jogo pronto para alegrar os fãs de plataformas.

O jogo é todo ele com um grafismo extremamente retro, faz-nos lembrar os jogos de 1980, e até nesse aspecto, jogar com o DPad em vez de jogar com o analógico é muito melhor, pois torna-se bastante mais simples dar aqueles pequenos toques para avançarmos devagar e perceber o que está no próximo quadrado à nossa frente. O nosso personagem é um pequeno cabeçudo esbranquiçado de óculos pretos, e um corpo minúsculo vestido de uma roupa vermelha, quase de maneira a dar-vos logo a entender que, neste jogo, usa-se mais a cabeça do que qualquer outra coisa.

O jogo oferece quatro modos: o Classic, que nos permite jogar 60 níveis (embora tenham de passar o anterior para avançar para o próximo) e um número ilimitado de vidas para completá-los. Depois temos o 99 Lives, e neste modo temos 99 vidas e temos de completar o número máximo de níveis possíveis, onde nos é atribuída uma pontuação final quando esgotarmos todas as vidas. Existe também o Lucky 15, que é basicamente o mesmo que o 99 Lives mas com 15 vidas. E por fim o Random, onde podemos jogar um nível totalmente aleatório.

Para quem ficar mais frustrado com tudo o que o jogo tem, existe uma opção que pode ser uma pequena ajuda, ou seja, activando o Easy Mode podem ver o nível quando ele se inicia por um segundo, não é grande ajuda, mas para quem quiser fazer uma pequena batota até pode tirar uma foto e assim tentar completar o nível. Mas acreditem que mesmo assim existem níveis que ficam difíceis.

Blindy é um jogo virado para fãs de jogos de plataformas e que gostam de desafios bastante especialmente complicados, não é um jogo para qualquer jogador, e mesmo para os que gostam de desafios, acreditem que por vezes vão ficar com os nervos à flor da pele. No meu entender está demasiado complicado, mas gostos não se discutem.

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