Developer: Capcom
Plataforma: Xbox One, PS4, PC e Nintendo Switch
Data de Lançamento: 24 de junho de 2022

Capcom Fighting Collection é uma antologia com 10 jogos de luta clássicos – incluindo toda a série Darkstalkers pela primeira vez no Ocidente, para além da estreia de Red Earth no PC e consolas. Cada título desta coleção foi fielmente reproduzido para ser jogado como costumava ser nas máquinas arcade, por isso vamos ter barras de lado para manter o 4×3 e ar de CRT.

Antes de mais, vamos então olhar para as séries e jogos disponíveis nesta antologia do Capcom Fighting Collection.

Começamo com a série Darkstalkers, que surgiu nas máquinas em 1994, apresentando aos fãs dos jogos de luta um novo mundo colorido inspirado nas histórias de terror gótico e em diversas personagens monstruosas, incluindo Morrigan Aensland, a favorita dos fãs:

  • Darkstalkers: The Night Warriors (1994)
  • Night Warriors: Darkstalkers’ Revenge (1995)
  • Vampire Savior: The Lord of Vampire (1997)
  • Vampire Hunter 2: Darkstalkers’ Revenge (1997)
  • Vampire Savior 2: The Lord of Vampire (1997)

Destes, Vampire Hunter 2 e Vampire Savior 2 são versões expandidas de Night Warriors e Vampire Savior respectivamente, e talvez os mais apetecidos, visto que nunca antes tinham sido editados no Ocidente.

Depois temos, é claro, o Street Fighter. E aqui temos um/dois jogos da série. E digo assim porque um deles é a versão Puzzle.

Exactamente, o Super Puzzle Fighter II Turbo, lançado originalmente em 1996, onde temos versões chibi dos icónicos heróis de jogos de luta da Capcom, mas que se enfrentam numa espécie de Tetris/Puzzle Bubble.

E temos Hyper Street Fighter II: The Anniversary Edition. Lançado em 2004, na altura em que a série fazia 15, este ano celebra o 35º aniversário, e que oferece a essência do Street Fighter II, unindo todas as personagens das versões anteriores, desde o SFII original até Super Street Fighter II Turbo.

Temos também as versões fofas à pancadaria, isto é, temos Street Fighter, Darkstalkers, Red Earth e por aí fora, a lutar com as suas versões em minitaura, as chibi, com um sistema de combate simplificado e com ataques movidos a joias em Super Gem Fighter Mini Mix, lançado originalmente em 1997.

Dos menos conhecidos e, até por isso mesmo, interessante vamos poder jogar Cyberbots: Fullmetal Madness. Um jogo que fez a sua estreia 1994, e que permitia aos jogadores personalizar robots gigantes conhecidos como Variant Armors. Um choque de titãs robóticos e caótico onde a tensão entre a Earth Corps e a Resistência estava no seu auge no crepúsculo do século XXI.

Por fim, deixei para último aquele que será a jóia deste colecção, estou a falar de Red Earth, que nunca antes tinha sido editado fora das máquinas arcade, no já distante ano de 1996. Red Earth foi o primeiro título da Capcom a utilizar a placa CP System III da Capcom para máquinas de arcada, que também é o hardware por trás de Street Fighter lll. A grande diferença é que estamos a falar de um jogo de fantasia que apresenta o Quest Mode, que inclui elementos de RPG e sistema de passwords. Isto permite que os jogadores consigam desbloquear novas habilidades e carregar o progresso entre as sessões. O mais curioso ainda é que estamos a falar de um fighter mas contra bosses.

Todos os jogos desta antologia da Capcom oferecem ambas as versões, a americana e a japonesa, mas em builds distintas, com diferenças nos ajustes de equilíbrio. Também podem ficar descansados em relação a bugs, porque, desta vez, a Capcom implentou várias correções, sendo que as mais evidentes no Hyper Street Fighter II, nos lutadores Blanka e Guile.

Em relação a novidades temos um Multiplayer Online com Código de Rede Rollback, onde podemos ter até nove jogadores online, com partidas de ranking, casuais ou que podemos customizar a nosso prazer. Temos também o Modo Espectador onde podemos ver os nossos amigos jogarem, se quisermos.

Temos ainda um Modo de Treino, podemos customizar o nível de dificuldade, auto-saves rápidos e customização dos botões que utilizamos no nosso comando, tendo até a a opção de accionarmos os movimentos especiais apenas com um botão.

Em termos de novidades gráficas, bem, como já perceberam, os jogos foram transpostos tal e qual como eram jogados na máquina arcade portanto não esperem melhorias gráficas substanciais, mas, pelo menos, podem contar com novos filtros para a tela do ecrã, isto para não falar da correcção de bugs e adição do Prémio Lutadores, que são, no fundo, desbloqueáveis de conquistas quando fazemos determinada acção ou movimento especial com determinada personagem, num dos 10 títulos disponíveis.

Por fim, a última novidade prende-se com o Museu, uma galeria que conta com mais de 500 artes oficiais, artes conceituais, documentos de design e materiais não publicados, para além de mais de 400 músicas, incluindo remixes inéditos. E a cena fixe é que podem passear pelo Museu enquanto esperam por uma partida online, por exemplo.

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É verdade que muita gente ficou expectante se este Capcom Fighting Collection seria um ponto de partida para o reanimar da franquia Darkstalkers com um novo jogo, mas a verdade é que o produtor desta antologia,  Shuhei Matsumoto, já disse que tal não vai acontecer, e que a existência desta colectânea prende-se apenas com a oportunidade de viabilizar o primeiro port de Red Earth e, o de uma nova geração poder jogar os clássicos das máquinas arcade.

Capcom Fighting Collection é uma viagem no tempo, para mim, obviamente e, para os mais jovens será uma forma de conhecer parte do catálogo da Capcom, especialmente aquelas que nunca tinham sido disponibilizadas deste lado do mundo. A grande novidade, para além da possibilidade de jogar online, é o port de Red Earth, que é um marco na história dos videojogos e, mesmo que esta antologia não signifique o regresso de alguma franquia, como Darkstalkers, recordar é viver e, por isso mesmo, vale a pena.

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