Developer: Crytek
Plataforma: Nintendo Switch
Data de Lançamento: 23 de Julho de 2020

Desde o lançamento do primeiro Far Cry, que o estúdio sediado em Frankfurt, na Alemanha, mostrou que estava na vanguarda dos FPS. Posteriormente, a Crytek lançaria Crysis e alcançaria uma posição que poucos estúdios conseguiram até hoje, ou seja, oferecer aos jogadores um jogo incrível, com gráficos nunca antes vistos para o ano de 2007. O jogo era tão incrível e com gráficos tão à frente do seu tempo, que serviu ainda durante alguns anos como benchmarks dos PC’s.

Quando Crysis Remastered foi anunciado, além da alegria que trouxe a muitos jogadores, só esta ideia metia logo a fasquia desta remasterização bastante alta, entanto, a Crytek foi ainda mais longe e conseguiu trazer aos jogadores algo (talvez) inimaginável, isto é, a Nintendo Switch receber a sua versão do jogo.

A história do jogo é simples, e como é normal na maioria dos FPS (first-person shooters), os militares norte americanos recebem um pedido de socorro da Drª Helena Rosenthal que pertence a uma equipa de pesquisa que trabalhava na ilha de Lingshan a investigar alguns objectos misteriosos, sendo que esse pedido de socorro veio com a informação de que a ilha estava a ser invadida pelo exército norte-coreano, além de terem feito uma descoberta que poderá mudar o destino do planeta, mas sem dar grandes detalhes sobre ela.

Em resposta a este pedido de ajuda, os melhores soldados são enviados para a ilha; soldados equipados com equipamento de elite, mais propriamente um fato com tecnologia de ponta que oferece algumas habilidades a quem os tiver equipados. A primeira habilidade é a possibilidade de ficarmos invisíveis, outra é o equipamento ficar com uma armadura capaz de aguentar tiros e explosões, e por último, temos ainda a possibilidade de dar saltos altíssimos, assim como correr a uma velocidade bem mais rápida do que o normal.

Na chegada à ilha, estes soldados ao lançarem-se de paraquedas, sofrem um ataque de algo que não conseguem identificar, tendo sobrevivido apenas três soldados, Psycho, Prophet e Nomad (este último, o nosso personagem e protagonista). Nas primeiras missões teremos de cumprir diversos objectos, sabendo que a missão principal é resgatar a equipa que se encontrava na ilha. Contudo, mais para a frente, vão perceber que, na verdade, o vosso menor problema serão os soldados norte coreanos. Mas isso fica para vocês descobrirem.

Passando já para a parte gráfica, que provavelmente é aquela onde têm mais dúvidas, devo já referir que não esperem ter os gráficos de um PC (seria impossível), porém, se compararmos com a PS3 ou Xbox 360, a versão da Nintendo Switch fica a anos luz, para muito melhor. Algo que está absolutamente incrível são as sombras, os efeitos de brilho, e a luz. Nota-se como o jogo foi incrivelmente melhorando nesse aspecto, e muitas vezes consegue ficar com um aspecto mais realístico que a própria versão de PC. Os reflexos da água e a sua movimentação também estão bonitos de se ver, e outra componente que vos deixará pasmados é a movimentação das folhas e dos arbustos, já que além de abanarem com o vento, também se mexem ao lhes tocarmos – algo que, sinceramente, não esperava ver nesta remasterização para a Nintendo Switch.

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Como o bom jogo que Crysis é, e isso é inegável, ainda hoje consegue concorrer com muitos FPS lançados há pouquíssimo tempo. Aqui, além das habilidades que já vos falei, temos ainda a possibilidade de andar de carro, barco, jipes, montarmo-nos em metralhadoras, atirar granadas, entre outras coisas. Nesse aspecto é soberbo, e se pensarem que foi lançado em 2007 e já oferecia todo este conteúdo, ainda nos deixa mais pasmados.

Algo que também não posso deixar de referir são as explosões e a destruição que o jogo nos permite fazer. Quase tudo o que vocês podem ver é possível de ser destruído; os veículos podem explodir assim como outros objectos. E visualmente essas explosões estão muito boas, é caso para dizer que a Crytek fez um trabalho impecável. Se nos virarmos para as cutscenes, também estão muito boas, tanto a nível gráfico como nas vozes e sons.

A verdade é que não é de agora que vemos jogos que pensávamos que seria impossível chegarem à consola da Nintendo, e conseguirem atingir performances impressionantes, o caso mais evidente é o de The Witcher 3, mas temos outros como Doom, Borderlands Legendary Collection, Wolfenstein II: The New Colossus ou mesmo a franquia Metro, com Metro Redux.

Quero com isto dizer que Crysis Remastered entra no lote de melhores ports que podemos encontrar na consola da Nintendo. E se nos basearmos nos números da Digital Foundry, tanto em modo portátil, como em modo dock, o jogo corre quase sempre a 30 frames por segundo; em modo portátil vão encontrar uma resolução que pode variar entre 400-720p, já em modo dock a variação será de 540p a 900p.

Por último, lembrar aos jogadores que a missão Ascension não está disponível na Nintendo Switch, isto devido a ser uma missão demasiado pesada para a consola da Nintendo.

A jogabilidade está óptima, a movimentação é boa, e os comandos estão excelentes e bastante parecidos aos FPS comuns; até os controlos de movimento com os joy-cons estão extremamente bem afinados, embora continue a preferir jogar com o Pro Controller.

Crysis é sem sombra de dúvidas um dos bons FPS que vão encontrar na consola da Nintendo. Em cima citei outros que valem a pena jogar, mas este, e por tudo o que ofereceu aos jogadores em 2007, e agora com a sua remasterização de enorme qualidade na Nintendo Switch, merece entrar na lista de melhores ports que a consola da Nintendo já recebeu. Mais uma vez, a Crytek mostra o porquê de ser uma das melhores developers de jogos.

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