Developer: Bend Studio
Plataforma: PC
Data de Lançamento: 18 de Maio de 2021

A PlayStation aos poucos tem vindo a trazer os seus exclusivos para o PC, e um bom exemplo disso foi a chegada de Horizon Zero Dawn e Death Strading à plataforma, proporcionando aos jogadores do PC viverem dois dos grandes exclusivos da PlayStation 4. Agora, foi a vez de Days Gone chegar também a esta plataforma, e vem repleto de melhorias em termos gráficos, mas também sem os problemas que afectaram o jogo no seu lançamento, e que levou a que o jogo não tivesse a merecida “homenagem” por parte da crítica e dos jogadores.

Days Gone, infelizmente, é um daqueles jogos que, como tantos outros, ficou marcado pela negativa (e facilmente nos lembramos também de Cyberpunk 2077), mas que na verdade são jogos incríveis, divertidos e com muito conteúdo para entreter os jogadores durante bastantes horas. Falando concretamente de Days Gone, o jogo depois de todos os seus patch’s de correcção, ficou um jogo robusto, com uma história que nos agarra, e que tem horas e horas de diversão.

Provavelmente, os jogadores da PlayStation já conhecem a história do jogo, mas para os jogadores do PC só agora se interessaram por Days Gone. E revelando um pouco da história, o protagonista é Deacon St. John, um homem completamente apaixonado pela sua esposa Sarah, que na tentativa de fugirem da localidade onde vivem – Farewell – juntamente com o seu amigo Boozer, são atacados por uma onda de Freakers (uns seres que parecem zombies) e Sarah é ferida gravemente. É nessa altura que iremos recorrer a outro personagem bastante importante da história, O’Brian, que levará Sarah de helicóptero para esta tentar recuperar do ferimento.

Depois destes acontecimentos iniciais, passaram-se dois anos, e Deacon nunca mais viu Sarah, acreditando que ela está morta. Nesse sentido, continuou em Farewell, como uma espécie de mercenário, fazendo de tudo um pouco para sobreviver e também a fazer alguns trabalhos para ir conseguindo alguns mantimentos. Embora o jogo seja todo ele de acção, o principal objectivo que tem de ter em mente é a vossa sobrevivência, já que estão num mundo totalmente destruído onde os Freakers predominam e tentam atacar todo o que mexe. Além destes seres, que na verdade são humanos infectados com um vírus, existem outros perigos naquela região, como animais selvagens, na forma de ursos, lobos, entre outros.

Além dos diversos personagens que vamos encontrar no jogo, não podia deixar de falar da nossa inseparável mota, e acreditem, juntamente com as armas, esta irá salvar-nos em várias situações. Além disso, uma componente importante é sermos obrigados (caso não queiram ficar sem mota) de cuidar dela, já que se baterem com ela, existem peças que vão ficando danificadas ou mesmo inutilizadas, sendo preciso substituí-las. Algo bastante importante será também a gasolina, é importante terem sempre atenção ao depósito, porque quando acaba terão de andar a pé para encontrar mais gasolina e colocarem na mota. A mota também poderá ser melhorada ao longo do tempo, o que pode ser feito nos acampamentos, e podem melhorar diversas partes da mota, como pneus, tamanho do depósito, melhorar o motor, mudar as luzes, entre outras coisas.

Paga-nos o café hoje!

Como qualquer jogo de sobrevivência, seja ele na temática de um mundo apocalíptico, invasão de zombie ou qualquer outro tipo, são normalmente necessários recursos para sobrevivermos. Logo, é fundamental ter balas, ligaduras, vasculhar tudo o que encontramos, seja nas áreas mais vastas, como simplesmente em carros abandonados, que muitas vezes têm algo útil à nossa espera.

Além da história principal, o jogo está repleto de missões secundárias, e acreditem que quando digo repleto, estou a ser bastante moderado. Embora elas sejam em exagero (e são), são igualmente essenciais para o vosso sucesso no jogo, e digo isto porque será com elas que vão obter experiência, ganhar pontos de habilidades, ter acesso a melhores armas, novos materiais, entre outras coisas. As missões são variadas (obviamente que depois de fazerem muitas, a diversidade acaba, e tornam-se apenas repetitivas), e muitas ajudam-nos a explorar grande parte do vasto mapa de Farewell, e claro, ganhar a confiança de quem nos pede para completar as missões.

Já que falei dos pontos de habilidade, será com eles que vão obter melhorias na vossa personagem, seja em habilidades corpo-a-corpo, habilidades de ataques de longo alcance e até em habilidades de sobrevivência. O sistema de vida e resistência é mostrado no ecrã através de duas barras, uma verde que é a nossa vida, e outra azul que tem a ver com a resistência, e esta vai-se gastando conforme vamos fazendo esforço físico, como por exemplo correr.

Ligadas às habilidades, obviamente, estão as armas, e estas também são imensas. Temos desde armas brancas, como facas, tacos de basebol, machados, tacos com pregos espetados para causarem mais dano, entre outras. Estas armas, embora sejam muito interessantes e causem bastante dano, também se vão deteriorando conforme as vão usando em combate. Depois, existem, claro, as armas de fogo e de longo alcance, e aqui incluo a opção da besta, mas lá está, tanto a basta como as outras armas necessitam de munição ou setas, e é nesta hora que devemos pensar duas vezes antes de as usarmos, já que a munição é bastante escassa.

Como é fácil perceber o que não falta em Days Gone é conteúdo, e caso queiram ainda mais detalhes passem pela nossa análise de Days Gone para a PlayStation 4, onde as informações ainda se encontram mais detalhadas quanto ao conteúdo e à sua história.

A grande diferença que vamos encontrar nesta versão do jogo para PC comparada com as restantes plataformas – PlayStation 4 e PlayStation 5 – será claramente a componente gráfica, e acreditem que se os melhoramentos que saíram para PlayStation 5 já deixavam o jogo incrível a correr nos 60fps a 4K, e com os loadings bastante mais rápidos, já a versão PC, caso tenham uma máquina à altura do jogo, então vão ficar completamente encantados.

Seja como for, não é necessário ter uma máquina do outro mundo para o jogarem, até porque não são muitos os jogadores que tem PC’s de topo. Sim, 4K a 60fps não é fácil alcançar, pelo menos se não alterarem algumas das definições do jogo, seja como for, conseguimos jogar perfeitamente o jogo numa resolução mais baixa, como por exemplo Full HD. Até porque em relação a jogos, a grande diferença de um PC para uma consola está exactamente no jogador conseguir colocar o jogo a correr da maneira que melhor gostar, já que pode alterar diversas opções gráficas, optando por jogar com melhor desempenho ou melhor qualidade gráfica.

Na verdade tudo o que já estava bom na versão da PlayStation 5, está agora ainda melhor aqui. Os efeitos de luz estão incríveis, a possibilidade de aumentar a distância que conseguimos ver, o desaparecimento do nevoeiro que tantas vezes é usado pelas equipas de desenvolvimento para diminuir a distância alcançada, entre muitos outros detalhes. As diversas texturas estão incríveis, os detalhes da mota, seja nas rodas, nos cromados, entre outros detalhes que se tivermos com atenção deixam-nos pasmados. A própria luz a bater nas poças de água; as sombras bem delineadas conforme o local de onde a luz incide; tudo isso torna o jogo magistral nesta versão. Além de tudo isso agora quem tiver um monitor Ultra Wide (21:9) pode desfrutar dessa possibilidade, conseguindo aumentar brutalmente o seu campo de visão.

Days Gone conseguiu surpreender-me pela positiva, não só no seu aspecto magnífico com um PC de topo e tudo no máximo, mas especialmente por ser possível jogá-lo com bastante qualidade sem necessitarmos ter uma máquina super potente. E será aqui que se enquadram grande parte dos jogadores do PC, em que consegue ter uma máquina interessante, mas raras são as vezes que tem todos os componentes na sua máquina de topo. Quando testei o jogo, tive a oportunidade de o jogar em duas máquinas, numa máquina de topo (e aí podemos ver texturas excelentes), com uma qualidade que fica acima das consolas de nova geração, sem limites de FPS, conseguindo o jogo usar todo o que pode da placa gráfica, e oferecendo uma fluidez muito interessante.

A outra maneira que testei o jogo foi claramente pegando numa máquina com cerca de 6 anos e ver o que seria possível com ela, e posso dizer que alguns requisitos eram melhores que os requisitos mínimos, mas noutros casos isso não acontecia. A verdade é que ajustando algumas opções gráficas entre qualidade média e baixa, outras opções desligadas, e baixando um pouco a resolução. consegui colocar o jogo a correr entre 32 e 41 fps sem problemas. Claro que os detalhes gráficos não são comparáveis a um PC de topo, mas a verdade é que consegue ser jogável sem problemas, abrindo assim o leque para mais jogadores o poderem jogar.

Quanto aos controlos, temos o rato e teclado, mas caso não seja do vosso agrado podem também usar um comando. O jogo vem preparado por default para o DualShock 4, onde até podem usar o touch, para o comando da Xbox One, para o comando da Xbox 360 e até para o Nintendo Switch Pro Controller. Caso sejam como eu, e na hora de usar as armas prefiram usar o rato, podem ir facilmente jogando com rato e teclado e comando ao mesmo tempo, o que ajuda imenso nas horas de maior aperto (principalmente a poupar balas, não existe nada como o rato).

Por último, indicar que o jogo vem totalmente em Português de Portugal, tal como aconteceu na versão da PlayStation 4, e com todas as actualizações de conteúdo que a versão da PlayStation teve até à data, isto é, o Novo Jogo+ já se encontra disponível desde o começo, assim como os Desafios.

Days Gone para PC é sem sombra de dúvidas a versão definitiva deste jogo. Para quem nunca o jogou e tem uma boa máquina, certamente esta é a versão a ser jogada. Mais um exclusivo da PlayStation 4 que chega ao PC, algo que certamente agradará aos jogadores.