Developer: Black Forest Games, THQ Nordic
Plataforma: Nintendo Switch
Data de Lançamento: 29 de junho de 2021

Faz precisamente hoje 11 meses que o remake de Destroy All Humans! foi lançado para PlayStation 4, Xbox One e PC. O jogo chega agora na sua versão Nintendo Switch, e com todas as skins disponíveis até à data, já que o DLC Skin Pack está incluído nesta versão.

Este remake chegou com uma boa recepção por parte do público, já que muitos jogadores nunca tinham chegado a jogar o original, e claro, existem sempre aqueles mais nostálgicos que não podiam perder a oportunidade de reviver esta pequena pérola cheia de humor. Para terem uma noção, o jogo foi lançado em Maio, e 10 meses depois conseguiu chegar à marca de mais de 1 milhão de cópias vendidas. Agora com a chegada à consola da Nintendo, provavelmente vamos ver esses números subirem um pouco mais.

Neste jogo, vamos reviver os anos 50, mas não com os humanos, como é habitual nos jogos. Neste caso seremos os alienígenas, mais propriamente Crypto-137 – para os amigos, ou Cryptosporidium-137 para os mais cépticos. O nosso objectivo será apoderar-se do planeta terra para conseguirmos preservar a nossa raça, não porque esta raça necessita do planeta para sobreviver, mas porque o cérebro dos humanos tem o DNA necessário para a sobrevivência da raça Crypto.

Tudo começa com o desaparecimento de Crypto-136 depois de chegar ao planeta Terra, por esse motivo, Crypto-137 além de tentar continuar a missão do seu antecessor, também vem perceber o que aconteceu a ele. Na verdade, Crypto-136 está morto, já que serviu para diversos testes e experiências na famosa Área 51. Seja como for, o grande objectivo é aniquilar humanos para lhes retirar o cérebro, e isso começa logo nas missões iniciais, onde vamos começar logo a atacar tudo o que é humano.

O jogo processa-se por um sistema de missões com objectivos principais e secundários. Estes últimos não são obrigatórios, mas que ao fazermos recebemos sempre um pequeno bónus. Existem missões diferentes, algumas com bastante acção, onde temos de matar tudo o que nos aparece à frente, outras em que podemos andar com o nosso disco voador que consegue ter diversas habilidades, e ainda temos algumas missões de stealth. As missões passam-se em 6 locais diferentes, sendo que vamos desbloqueando um local de cada vez, e para isso temos de completar as missões desse local e o outro fica desbloqueado.

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Focando-nos nas missões de acção, teremos na maioria das vezes um vasto terreno onde vamos causar o pânico aos humanos, que nos tentarão destruir com armas, com a chegada da polícia, de militares, de diversos veículos, e até de tanques de guerra e tudo o que tiverem para nos tentar aniquilar. Nós até agradecemos, porque mais humanos, é sinónimo de maior quantidade de cérebros, logo, o objectivo será o de destruir tudo o que aparecer à frente, matar humanos para lhes arrancar o “cérebro”, e até brincar com eles e os seus veículos, já que Crypto tem um bom leque de habilidades e armamentos.

Já as missões com o disco voador continuam a ser de destruição, mas em larga escala, já que iremos destruir cidades inteiras. Diria que segue o mesmo rumo das missões de acção, mas agora oferece outra ideia de jogo, com novas opções de destruição, já que a nave oferece outro tipo de poderes.

Por último, as missões de stealth obrigam Crypto a “humanizar-se”, isto é, irá usar um holograma que fará os humanos verem um humano e não Crypto. Desta maneira, é possível nos misturarmos entre eles, passando assim despercebido (engraçado como já penso na nossa espécie como se fossem gado). Provavelmente estão a perguntar porque será que Crypto necessita de andar entre humanos, e a razão é simples, já que muitas vezes iremos interrogar humanos, e para os encontrar não podemos causar o pânico entre a população. Por essa razão, é importante este tipo de disfarce para assim conseguirmos raptar alguns humanos. Também é impossível não admitir que embora faça sentido existirem estas missões, não é possível negar que são muito mais calmas do que as outras, o que faz perder um pouco a velocidade de jogo, e acredito que para alguns jogadores estas missões sejam um sacrifício de completar.

Algo interessante é que as missões podem ser repetidas, o que é óptimo para os jogadores gostam de conseguir completar todos os objectivos secundários nos jogos. Destroy All Humans! permite isso, como mesmo que já tenham finalizado o jogo, podem sempre repetir as missões que vos apetecer, o que é sempre interessante, principalmente quando existem aquelas missões que nos divertem tanto.

Passando agora para as habilidades de Crypto, teremos diversas opções à nossa disposição. A arma principal causa choques eléctricos até à morte, e é uma sonda anal (sim leram bem), que ao atingirmos um humano por trás, este irá morrer (podia fazer umas piadas, mas vou deixar vocês fazerem por mim). Teremos também um poder em que conseguimos agarrar coisas à distância e até mandá-las contra outros objectos ou humanos; teremos também os poderes psíquicos que nos permitem trocar de identidade, o analisador de cérebros, um lança granadas, entre outras coisas.

Algo igualmente importante de referir é a nossa defesa, seja o Crypto, ou mesmo o disco voador, ambos têm um escudo, e será este que nos dará a defesa necessária para não irmos desta para melhor. A variedade é grande, e permite-nos encarar os níveis de maneiras diferentes, o que é sempre divertido. Para nos movermos, podemos andar pelo chão, mas também usar um belo jetpack, e embora não seja possível usá-lo para voar por todo o lado, permite-nos, ainda assim, alcançar zonas mais altas, possibilitando-nos, por exemplo, andar por cima de estruturas e edifícios.

Existem também melhoramentos, novamente para Crypto e para o seu disco voador, e isso nunca acontece durante as missões, mas sim, entre elas. Podemos melhorar a nossa arma, as sondas, melhorar o nosso escudo, melhorar a extracção dos cérebros, isto é, podemos fazer um melhoramento de quase tudo o que Crypto tem à sua disposição. Obviamente que podem melhorar de acordo com as vossas preferências, e o mesmo acontece com o disco voador, que também tem diversas melhorias à nossa disposição.

Algo que gostei bastante foi a jogabilidade ser bastante solta e simples, dando-nos possibilidade de quase tudo, e nunca sentindo que o jogo me obrigava a cumprir determinado objectivo de uma forma particular ou por um caminho “certo”. E isso é muito raro isso de acontecer.

Graficamente os gráficos estão bons, mas não ao nível de alguns remakes já vistos anteriormente. O jogo na Nintendo Switch corre sem problemas, quer em modo portátil, como em modo dock. As animações estão bem conseguidas, e algumas parecem uma autêntica animação cinematográfica, que conciliada com todo o seu humor são brilhantes. Em termos de áudio, temos uma boa banda sonora, com bons efeitos e óptimas voice actings nos diálogos, com algumas vozes bem conhecidas.

O jogo apresenta textos em língua portuguesa e áudio em inglês, agradando assim a todos os jogadores.

Destroy All Humans! é uma óptima entrada na Nintendo Switch. É um daqueles jogos que facilmente jogamos em qualquer lugar pela sua facilidade e simplicidade. Devo dizer que fiquei rendido à boa adaptação para a consola da Nintendo.