Developer: Void Studios
Plataforma: PlayStation 4, Xbox One e PC
Data de Lançamento: 5 de Março 2019

Do Brasil para o mundo, é como quem diz, da Void Studios chega-nos Eternity the Last Unicorn. Ainda antes de iniciar-mos a analisar gostaria de deixar aqui uma pequena curiosidade, este estúdio de desenvolvimento criado no Brasil, começou há cerca de quatro anos com apenas cinco elementos, na mesma altura que começaram a desenvolver este jogo.

A história de Eternity The Last Unicorn foi inspirada na conhecida mitologia nórdica. A personagem principal deste jogo é Aurehem, uma Elfo que tem o papel fundamental para sobrevivência da sua espécie que é salvar o último unicórnio, que se encontra amaldiçoado. Apesar de Aurehem ser a protagonista do jogo devido à narrativa, vamos também jogar com Biol um viking que é ajudado por esta guerreira logo no inicio do jogo.

Esta aventura desenrola-se num ambiente na terceira pessoa. Eternity The Last Unicorn é um RPG, que tenta oferecer aos jogadores a nostalgia de RPG’s de tempos mais antigos. Para além de um visual retro, o que mais marca neste jogo é o facto da câmara ser fixa, mudando consoante a posição da personagem nos cenários.

Se no passado era algo inovador e delirante, neste RPG não se pode dizer isso. Com esta declaração pareço daquele tipo de jogadores que pensam que tudo o que é mais recente é o melhor, mas não, nada disso. Tecnicamente neste aspecto existem lacunas abismais, que podem ser bastante chatas podendo levar ao desinteresse total do jogador em continuar esta aventura mitológica.

Passo a explicar, durante o tempo em que fui jogando Eternity: The Last Unicorn aconteceu inúmeras vezes a câmara não alterar impedindo assim a visão de novos caminhos, tesouros, ou até mesmo criaturas inimigas que deferem vários ataque sem que os consigas visualizar (e que em alguns casos pode ser fatal). Para resolver este problema tinhas que adivinhar o caminho de um ou outro cenário, ou na pior das hipóteses fazeres load game no último ponto em que tinha gravado. Infelizmente este problema é um dos muitos que irás encontrar no jogo, como te irei mencionar de seguida.

Algo que me deixou com alguma expectativa era a jogabilidade, que de certa forma foi um balde de água fria. Independentemente deste jogo ter sido desenvolvido com um orçamento reduzido e apostarem na vertente retro, honestamente poderiam ter feito um trabalho melhor. Os comandos, apesar de serem bastante simples e com um tutorial no inicio que nos ensina as teclas, por vezes respondem mal, o que é algo que não se quer, principalmente em combates.

Os combates deste RPG foi um dos pontos que me agradou no inicio porque parecia que era preciso uma certa estratégia e o timing perfeito para deferir dano aos adversários, principalmente aos Boss, mas isso foi por água a baixo principalmente nestes últimos em que o combate era mais logo, porque passado alguns ataques deles, percebias o padrão e conseguias desviar ou defender e atacar na altura certa.

De resto Eternity: The Last Unicorn é um RPG bastante simples no diz respeito a evoluções e a criação de itens. Basicamente poderás criar suplementos para o desempenho da personagem como para o ataque ou defesa e estes funcionam durante um certo período de tempo. Outros que poderás criar e que são sempre úteis, são poções e remédios para te curarem os diversos status. Para utilizares estes itens poderás fazer de duas maneiras, primeira, através do menu e a outra maneira é através de atalhos que neste caso são accionados pelas setas direccionais.

Graficamente este título mantém-se no mesmo registo dos pontos já mencionados, um visual de simplicidade extrema. Se fosse só a simplicidade o principal problema, até nos podia passar ao lado esse aspecto, mas o grafismo do ambiente que nos envolve têm um trabalho de design um tanto ou quanto pouco desenvolvido. Mas em contra partida o núcleo do visual é algo que relembra instantaneamente um jogo retro e isso era algo que a Void Studios queria passar aos jogadores.

Com tudo isto colocado em cima da mesa, podemos concluir que Eternity: The Last Unicorn é um jogo que numa visão geral pode-se descrever numa só palavra: Simplicidade. Mesmo comparando com outros jogos de baixo orçamento poderemos encontrar outros nomes que estão num nível técnico mais elevado. Sinceramente acho que a equipa da Void Estudio usou mal o termo retro neste jogo, porque existiram no mercado dos anos 90 jogos que tinham mais conteúdo. Mesmo assim acho que conseguiram pegar num tema em que muitos jogadores gostam, trazendo curiosidade e para quem quem gostar deste jogo tem muitas horas pela frente numa aventura na mitologia nórdica.