Developer: Squaresoft / Acess Games
Plataformas: Xbox One, PlayStation 4 e PC
Data de Lançamento: 4 de setembro de 2019

Vamos a mais um Remastered, desta vez é para Final Fantasy VIII. Quando estamos a caminhar a passsos largos para a remake do clássico FFVII, surge agora para a PS4, Xbox One e PC o FFVIII, mas será que era o que esperávamos?!

Por um lado sim e por outro não, sentimos que este Remastered é apenas um apalpar de terreno por parte da Square Enix, para apostar num remake do jogo, e se é isso, funcionou, se por outro lado vamos ficar apenas com esta versão, sabe-nos a pouco. FFVIII Remastered tem uma história peculiar na sua concretização, pois  o código-fonte do jogo original acabou perdido quando a empresa fundiu-se à Enix, depois da chegada de Final Fantasy X, isto já na PlayStation 2, sendo que desde o primeiro jogo da série até a FFIX a empresa chamava-se Squaresoft.

A celebração dos 20 anos do jogo surge com o mesmo enredo de 1999: assumimos o papel de Squall Leonhart, um jovem de 17 anos que mora e estuda na Balamb Garden, uma espécie de internato colegial que treina alguns adolescentes se juntarem à força mercenária SeeD, despachando-os para missões de alto risco. Vão encontrar uma trama dentro da trama principal, não fosse isto um FF, mas vão encontrar também os easter eggs, as pequenas animações, e as pequenas escolhas que podem fazer, tal como na versão original.

O que mudou foi mesmo o aspecto visual, mas não fiquem demasiadamente entusiasmados, porque vamos jogar em 4:3, mas Squall Leonhart, e o seu grupo (Zell Dincht, Rinoa Heartilly, Quistis Trepe, Selphie Tilmitt e Irvine Kinneas), bem como os antagonistas principais (Edea, Seifer Almasy, os irmãos Raijin e Fujin, a feiticeira Ultimecia etc.) e os personagens auxiliares, todos trazem um visual redesenhado, com mais detalhes, remodelados e refeitos para o mundo HD em que vivemos só que tudo o resto não teve a mesma sorte, portanto vai ser algo estranho e até “ackward” no mapa termos um veículo redesenhado e as cidades serem uns quadrados estranhos e disformes. Havia muito espaço para um trabalho mais dedicado. Por exemplo, durante as lutas contra monstros, a esmagadora maioria delas apresenta uma disparidade visual, a nossa personagem e a sua equipa estão ´optimos , mas os monstros, o ambiente e os efeitos dos golpes têm exatamente a mesma apresentação de duas décadas atrás.

Mas lembram-se de Triple Triad? O jogo de cartas? Pois bem, este mini-jogo teve uma sorte diferente, todas as cartas foram redesenhadas, até mesmo os adornos visuais de cada uma foram refeitos, facilitando a identificação do nível da carta com que estamos a jogar.

Os boosters estão disponíveis em todas as plataformas, com a devida diferença: enquanto que na Xbox One e PlayStation 4 apenas três podem ser usados: a aceleração da progressão em 300%, desligar os encontros aleatórios e a execução dos limit breaks sem precisar das condições críticas para isso, para além de barra de turnos ficar sempre cheia para não haver espera na tomada de ação e energia; no PC, além destas, temos outrascomo por exemplo, os itens e magias maximizados no nosso inventário, personagens e GFs no nível máximo sem a necessidade de evoluções e atributos dos personagens maximizados para máximo dano desde o início.

Final Fantasy VII Remastered é um bom jogo para revisitar, porque já era um bom jogo há 20 anos, esta é uma boa oportunidade para voltarmos ao jogo, com as personagens com modelos remodelados, mas fica um amargo de boca, porque gostaríamos de ver tudo a ser remodelado, mas aí seria um remake e não um remastered não é?! Acho que será um reavivar de uma memória de um jogo que se tornou de culto apesar de não ter sido o mais bem sucedido a nível comercial, mas que merecia também ele um remake e por isso, fica essa saudade boa e essa sensação que há 20 anos, FFVIII era a oitava maravilha gráfica do momento.

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