Developer: Square Enix
Plataforma: PlayStation 4, PlayStation 5 e PC
Data de Lançamento: 7 de Dezembro de 2021

Os tempos áureos dos MMORPG parecem já ter passado, no entanto, ainda existem alguns jogos que continuam a ter bastante sucesso, e são actualmente as grandes referências do género. Títulos como World of Warcraft, Elder Scrolls Online e claro, Final Fantasy XIV, têm conseguido fazer com que os seus jogadores voltem regularmente, cuja principal causa é, claramente, a capacidade que as expansões têm em refrescar a jogabilidade, adicionando constantemente novo conteúdo.

Final Fantasy XIV: A Realm Reborn, tal como hoje o conhecemos, teve o seu início em 2013, e conta actualmente com 25 milhões de jogadores registados – uma marca de respeito que demonstra bem a importância deste jogo no campo dos MMORPG. Recebe agora a expansão Endwalker, que traz o tão esperado final a uma narrativa que dura há praticamente uma década. O conto de Hydaelyn e Zodiark conhece então o seu fim, e podem esperar algumas surpresas, além de concluir a história honrando todo um arco que foi o fio condutor desta fantástica história.

Endwalker continua exactamente a seguir a Shadowbringers, e um dos maiores elogios que se pode fazer, é que além de propiciar uma ligação com a expansão anterior, aplica um final que tem vários elementos em comum com todas as outras. É talvez uma tentativa de agradar a todos os que seguem o lore quase religiosamente, mas há que louvar como a Square Enix conseguiu ainda assim fazer sentido da narrativa sem que nunca parecesse forçada.

Depois de a liderança dos Ascians tanto ter ficado abalada em Shadowbringers, muitos propósitos dos seus membros são agora incertos, e tentam encontrar agora um caminho. Enquanto isso, os nossos heróis tentam por todos os meios evitar um acontecimento ainda mais arrasador do que aquele que teve lugar no passado, com a ameaça de um segundo Final Days. Sem querer contar muito – para não estragar a história – o enredo começa por se desenvolver a partir daí, levando a uma série de eventos, sendo que alguns deles são verdadeiramente imprevisíveis. Assim, escusado será dizer que a narrativa vai ficando cada vez melhor e é um dos pontos fortes de Endwalker.

Existem diversas novidades e conteúdo novo a chegar. Numa tentativa de termos um jogo mais inclusivo, será possível pela primeira vez criar uma personagem da raça Viera do sexo masculino, assim como mais opções de personalização, como penteados, por exemplo. E com o novo Fantasia System (um consumível em forma de poção), será até possível actualizar a raça da sua personagem, assim como o sexo. Nesse sentido, quem estiver um pouco saturado do aspecto da sua personagem, tem aqui a oportunidade de mudar um pouco as coisas.

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 Outra das novidades mais importantes nesta expansão é, sem dúvida, o aumento do level cap de 80 para 90, assim como a introdução de dois novos Jobs. O Sage e o Reaper têm propostas diferentes e certamente irão atrair vários jogadores a experimentarem estas duas novas formas de jogar. A lista de classes já era extensa, mas a Square Enix queria adicionar novidades importantes que justificassem a compra desta nova expansão, e a verdade é que, pelo menos para quem escolher estes dois jobs, andará bem entretido a descobrir o que cada uma delas poderá fazer.

O Sage é um healer e com uma jogabilidade algo diferente daquelas que podemos ver do Scholar ou do White Mage. Faz uso dos seus daggers para servir como uma potente classe de suporte aos seus companheiros, de modo a poder curá-los e fortalecer os seus ataques. Já o Reaper, só está acessível a partir do nível 70, e é um damage dealer, uma classe especializada no corpo-a-corpo. Capaz de causar o terror com a sua enorme foice, embora o Reaper tenha uma abordagem mais melee, os seus ataques também têm um alcance de respeito, obrigando a que o seu inimigo nunca baixe a guarda.

Além da nova hub city conhecida como Old Sharlayan e das novas dungeons, mais áreas foram acrescentadas com a chegada de Endwalker. Zonas bizarras e subterrâneas como Labyrinthos; ou mais exóticas como Thavnair e a sua capital Radz-at-Han, onde conheceremos a tribo Matanga; ou o regresso a Garlemald, num tom mais sombrio e sinistro, numa paisagem que tanto tem de devastada, como de bela; no entanto, é seguramente Mare Lamentorum que mais impressiona, visto que é – imagine-se – na lua!

Todas estas paisagens são bem demonstrativas da diversidade de paisagens que podemos encontrar em Final Fantasy XIV, e mais particularmente em Endwalker. Isso faz com que cada sessão seja uma viagem única e queiramos voltar vez após vez. Todas estas novidades fazem com que ocasionalmente pareça quase um jogo novo, principalmente nas novas áreas, até porque teremos inimigos inéditos para combater, e muitos desafios pela frente.

Visualmente, é uma expansão que soma uma enorme riqueza ao que já naturalmente nos apaixonava. Toda a temática de fantasia ganha um novo rosto com as regiões que foram adicionadas, até porque são todas muito diferentes umas das outras, sendo algo em que a Square Enix acertou em cheio. Preparem-se para ficarem simplesmente a olhar em vosso redor enquanto admiram a panorâmica do local onde estão, porque são paisagens de realmente tirar o fôlego.

Final Fantasy XIV Online: A Realm Reborn: Endwalker é a expansão que todos merecíamos, não só por trazer um fim à história que fez renascer o MMORPG, mas por tudo aquilo que oferece em termos de novo conteúdo. A Square Enix soube perceber o quão importante era este novo passo e comprometer-se com a sua base de jogadores, recompensando a sua fiel comunidade.