Developer: ONE MORE LEVEL, SLIPGATE6, e 3D REALMS
Plataforma: Xbox One, PlayStation 4, Nintendo Switch e PC
Data de Lançamento: 27 de outubro de 2020

Ghostrunner é o mais recenet jogo desenvolvido pela One More Level com a 3D Realms e co-distribuído pela 505 Games e a All In Games. Vamos entrar num mundo futurista Cyberpunk, onde sozinhos e apenas munidos da nossa fiel katana, vamos dar inacreditáveis e derrubar uma grande corporação.

A história de Ghostrunner segue bastante o padrão do que é esperado num jogo Cyberpunk. Depois de sermos derrotados e atirados pela janela de um prédio baixo, acordamos sem consciência de quem somos e sem saber muito bem que nós está a perseguir. A única coisa que sabemos é que temos uma voz dentro da nossa cabeça e que a devemos por alguma razão a seguir.

Essa voz é o grande arquiteto que foi traído pela sua ex parceira Mara que agora domina toda a cidade através da onipotente torre Dharma. Graças à Resistência, nós, um Ghostrunner, conseguimos voltar a vida e tentaremos mais uma vez salvar o mundo juntamente com o grande arquiteto.

Temos assim uma cidade de metal iluminada no melhor estilo Cyberpunk com diversos contrastes entre as luzes desta cidade metalizada e os muitos becos escuros. O ambiente está a roçar a perfeição e o nível de detalhe está bem acima da média. Especialmente quando falamos de um jogo que é na primeira pessoa, super-rápido e cujo ambiente, sensação de velocidade, os estilhaços, os salpicos de sangue dos corpos que vamos cortando e as balas que vão voando, tudo isto está a acontecer à velocidade da luz, e com um detalhe incrível. Quando chove vamos ver a água a escorrer no nosso capacete, o sangue também, são os pequenos pormenores que fazem os grandes jogos.

No entanto nem tudo são rosas, ou pelo menos para mim não foi. Bem sei que por vezes a necessidade de acabar um jogo para escrevermos a nossa análise para vocês lerem em primeira mão, não ajuda, mas “cum caneco” que o jogo é díficil à brava. Eu diria mesmo que não há tempo para diversão neste jogo, é um puro desafio contante.

O jogo chega a ser frustrante em inúmeros momentos. É normalmente neste tipo de jogos, temos alguns segundos para nos preparmos, pensarmos, usar uma estratégia, mas aqui não, não há tempo para respirar e há sempre uma linha ideal para percorrermos para conseguirmos ser eficazes, e muitas vezes não é fácil a perceber.

Para alé  disso, os inimigos tem a melhor precisão que já vi na vida e caso levemos com um único tiro, morremos. Ah sim, “no second chances”, é mesmo assim, ou voltar ao último checkpoint e fazer tudo outra vez. No máximo lá vão conseguir, com o timing certo, rebater uma outra bala, mas facilmente vão perceber que com tudo o que têm que fazer, por entre saltos, dash’s, andarmos pendurados numa corda, ter a frieza para rebater balas não vai ser a coisa mais fácil de fazer.

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Com tantos elementos para elevar a complexidade, será possível com sua evolução equipar alguns itens de melhoria inspirados na forma de tetris. Eles podem dar uma nova habilidade, melhorar as atuais ou então melhorar a nossa percepção no mapa com os inimigos e lugares de interesse. E isso já ajuda depois na dificuldade do jogo em si.

No entanto a ação desenfreada em Ghostrunner vem acompanhada por um desafio de plataforma da mais alta precisão.

Existem momentos onde vamos apenas saltar entre paredes e lançarmos o nosso cabo para chegar a uma nova plataforma, mas há também momentos onde vamos ter que conciliar isso com muitos inimigos à mistura. E se saltar de plataforma em plataforma por vezes já pode ser exigente por si só, quando há inimigos à mistura que nos podem varrer com um tiro, torna-se mesmo um desafio para suar as estupinhas.

O que pode incomodar em alguns momentos, é que após sofrer uma queda e morrer, ou ser atingido e também morrer, vamos começar numa parte anterior a que gostaria aumentando o fator frustração.

Ghostrunner não é para todos, e muito menos para a malta que tem pouco paciência, é para aqueles que querem um jogo super desafiante e que não se importam de estar horas a fio a tentar fazer a “run” perfeita. Graficamente é uma delícia e acredito que na nova geração ainda esteja superior, os controlos são fáceis e até temos vários esquemas para que isso não seja impeditório de darmos o nosso melhor, o pior é que por vezes o nosso melhor não vai chegar e nos vai conduzir à morte certa. Dito isto, fica sempre a vontade de voltar ao jogo e dar cabo de mais uma secção e superar mais um desafio, e é um jogo barato, estamos a falar de 29,99€.