Developer: Dreamnauts Studios
Plataforma: PC, Xbox One e Xbox Series X|S
Data de Lançamento: 15 de Setembro de 2022

Com um apelativo charme visual, diversidade e intensidade, Grid Force: Mask Of The Goddess é um jogo indie que capta a atenção e é fácil perder várias horas seguidas a jogá-lo. Mistura vários estilos num só jogo e isso acaba por ser muito interessante e um dos seus pontos fortes. É uma espécie de bullet hell com elementos RPG capazes de mudar, de um momento para o outro, a dinâmica dos combates, o que o torna super desafiante, mas sem grandes exageros de dificuldade.

Cada luta acontece dentro de vários limites desenhados por quadrados. Imaginem uma grelha de blocos dividida por espaços iguais, como um tabuleiro de xadrez, em que nós estamos de um lado e o nosso adversário no outro, cada um com os seus limites para se mover e tentar atacar o outro com poderes de curto ou longo alcance e uns mais potentes que outros. É nestes espaços que vamos poder andar durante as lutas para atacar, fugir ou apenas observar melhor o combate e definir estratégias, até porque vamos ter uma equipa com vários personagens prontos para saltar para a ação a qualquer momento..

As lutas são feitas em tempo real e não por turnos com uma vertente estratégica forte, nomeadamente no tipo de ataque que temos de usar, jogando até com fraquezas dos adversários e na forma como nos podemos mover pelos espaços disponíveis. Estas batalhas de Grid Force: Mask Of The Goddess são rápidas e assumem bastante intensidade, o que faz com que tenhamos de pensar num curto espaço de tempo para atuar da maneira que acharmos melhor. 

Felizmente não estamos sozinhos e à medida que vamos lutando contra inimigos, há personagens que acabam por se juntar a nós, podendo contar com a sua preciosa ajuda no futuro. Podemos assim mudar de personagem de forma rápida enquanto estamos no meio de uma luta, o que torna os combates dinâmicos e diferentes uns dos outros. Ao todo existem 30 personagens, cada uma delas com as suas forças e fraquezas que se tornam ideais para certos tipos de inimigos que vamos encontrar. Cabe-nos ter mão em tudo e tentar a melhor estratégia em cada momento.

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Paga-nos o café hoje!Não é de esperar muito da história de Grid Force: Mask Of The Goddess, mas a personagem principal é Donna, que está no universo de Gora a tentar salvar o futuro do universo, aquele clichê. Ela terá de enfrentar as várias deusas guerreiras para que tal aconteça e é engraçado que também vamos ter de fazer escolhas em vários diálogos que acontecem no jogo. Isto vai influenciar algumas partes da história, o que deixa o jogo também com diversas camadas de enredos, embora não sejam muito complexos, pelo contrário, até são bastante simples e bem dispostos. A história é contada aos jogadores de duas formas: nas cutscenes podem contar com uma leitura em modo banda desenhada, com os balões das falas e os quadrados típicos deste género de linguagem. Além disso, já em jogo, acontece os diálogos, alguns longos, onde por vezes teremos de optar por algumas escolhas que podem mudar um pouco o rumo dos acontecimentos.

O jogo consegue fazer uma boa simbiose entre a rapidez de execução no combate tático com as características dos nossos personagens que teremos de ir evoluindo ao longo da história. A cada luta ganhamos pontos de experiência que depois vamos espalhar pelos nossos para desbloquear habilidades lineares de cada um. A força, o poder, a saúde, sorte, velocidade ou a defesa são as características que vamos ver modificadas à medida que evoluímos os personagens. Isto influencia mesmo os combates e pode ser a diferença entre ganhar ou perder uma luta. 

Outra das estratégias a ter em conta é perceber como funcionam os elementos de cada um. O jogo mostra-nos esse mapa em que, por exemplo, a Terra bloqueia a Luz, que por sua vez destrói a Escuridão, que é capaz de contaminar a Água. O elemento Água apaga o Fogo, que é capaz de consumir o Ar e para terminar o ciclo, este Ar corrói a Terra. É um ciclo em que cada elemento provoca mais dano num específico e acaba por estar mais vulnerável a um determinado tipo de elemento.

Se olharmos para o Grid Force: Mask Of The Goddess graficamente, acaba por cumprir bem aquilo que se pedia, dado o seu estilo. Tem bastante cor, bons efeitos visuais quando atacamos ou explodimos algumas coisas e é relativamente simples de se jogar. Exige um conhecimento mais profundo de alguns personagens, mas isso não retira a pica para jogar. 

Tem algumas falhas, além da narrativa poder ser mais densa, há bugs visuais e até sonoros de vez em quando. O factor repetição é um alarme presente no jogo, porque apesar de tentarmos fazer de tudo para que não haja repetições, o que é certo é que para evoluir os personagens podemos ter de repetir alguns níveis algumas vezes e isso acaba por se tornar secante.

Grid Force: Mask Of The Goddess é um jogo muito engraçado de se jogar e consegue agarrar algumas horas. Tem a seu favor a mistura de estilos entre o combate em tempo real e a componente estratégica que se tem de ter, bem como a sua beleza a nível de cores chamativas e efeitos visuais dos ataques. Tem alguns problemas com alguns bugs e uma história pouco original, mas merece a oportunidade de ser jogado por ser intenso, rápido e divertido.