Developer: Blizzard
Plataforma: PC, IOS e Android
Data de Lançamento: 21 de Janeiro de 2020

O ano do Dragão está perto do seu fim, concluindo doze meses especiais com um foco especial nas aventuras single-player. Como tal, a Blizzard decidiu terminar este período com uma nova expansão chamada Galakrond’s Awakening, dividida em quatro capítulos, sendo que o primeiro já está disponível desde dia 21 de janeiro e no qual se centra esta análise.

Galakrond é também o nome de um esquecido e lendário guerreiro, que será um elemento fundamental nos planos do vilão Rafaam e que tudo fará para tentar ressuscitá-lo. Nesse sentido, os jogadores vão ter a oportunidade de viver os dois lados da batalha, tanto na campanha de Rafaam e da sua League of E.V.I.L., como a campanha dos seus rivais, a League of Explorers.

Fica desde logo claro o esforço que a Blizzard dedicou ao desenvolvimento da história, sendo talvez das suas expansões mais ricas nesse particular e sem dúvida a mais imprevisível. E como é possível viver os dois lados da história, torna-se fácil e interessante absorver todo o lore disponível.

Espalhados pelos quatro capítulos estão 24 bosses, e que iremos defrontar de forma a progredir na história e desbloquear a nova colecção de cartas. Um jogador minimamente familiarizado com o jogo, levará aproximadamente 6 a 8 horas para ultrapassar todos os desafios, já que a dificuldade – pelo menos no Story Mode – não é demasiado alta, embora tenhamos de suar em algumas situações. Porém, nada que possamos considerar insuperável. Com menor ou maior dificuldade, serão capazes de passar para a batalha seguinte sem que tenham de insistir muito. E se no Story Mode começamos com um baralho pre-feito, no Heroic Mode teremos de usar o nosso próprio deck, que ao derrotar todos os bosses seremos recompensados com duas capas traseiras especiais.

São 6 bosses por cada capítulo, sendo que 3 são da campanha da League of E.V.I.L. e 3 da League of Explorers. Depois de vencida a batalha, serão atribuídas uma ou duas cópias dessa carta, dependendo da raridade.

Quanto às cartas do primeiro capítulo, algumas são verdadeiramente interessantes, ao ponto de certamente acabarem por reclamar um lugar nos vossos baralhos. Um bom exemplo é a carta Shotbot, que eventualmente se poderá revelar como uma valiosa drop e que deverá ser uma das primeiras escolhas para quem tem um Quest Paladin; ou a Sky Gen’ral Kragg, que pela sua flexibilidade poderá ser bastante importante em certas quest builds e especialmente num Quest Shaman; ou a The First of Ra-Den, que será logo o principal alvo do adversário a partir do momento em que for jogada.

Haverá muito por onde escolher, especialmente quando todas as 35 cartas forem lançadas ao longo dos quatro capítulos, e será divertido testar a sua importância e sinergia em vários baralhos. No fundo, aquilo que mais nos atrai num DCCG (Digital Collectible Card Game).

De um modo geral, é uma expansão que apesar de não ser a mais importante neste Ano do Dragão que termina agora, é ainda assim um complemento sólido que chega com vários elementos importantes, seja na história, como na adição de novas cartas que poderão ter encontrado um cantinho especial nos vossos baralhos.

Venha o próximo!