Developer: BlitWorks, CrackShell
Plataforma: PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Nintendo Switch
Data de Lançamento: 1 de Dezembro de 2020

Heroes of Hammerwatch já anda no mercado há uns tempos, mas este ano de 2020 fez o jogo chegar às consolas. Primeiro, à Nintendo Switch e à Xbox One e agora neste mês de dezembro à PlayStation 4 e PlayStation 5 com a mesma edição especial lançada em todas as consolas. A Ultimate Edition inclui todos os DLCs que o jogo já teve desde a sua estreia no PC em 2018.

Para começar, este jogo é a sequela de Hammerwatch, lançado em 2013 e passa-se no mesmo universo. Para quem não está familiarizado com o formato, Heroes of Hammerwatch é um RPG com um formato roguelike, visto de cima, que parece saído de jogos de antigamente a 8 ou 16 bits, mas com uma jogabilidade fluida e moderna. 

Sem grande história, nem enquadramento para quem nunca jogou o jogo, esta jornada começa com a criação da nossa personagem. Há bastantes opções de aparência ou cores de cabelo, mas sinceramente, com um boneco visto de cima e tirado de uma consola de 8 bits isto pouco importa para o resto. O que realmente interessa é escolher o nosso tipo de personagem. No início há umas que estão disponíveis e outras que à medida que vamos avançando e subindo de nível, podemos mudar o estilo. Fui com um “Paladino” no início. Não sei se foi a melhor opção, mas aprendi a jogar assim. 

Este é mesmo daqueles jogos à antiga, onde nada nos ensina como jogar. Não me lembro há quanto tempo não jogava um jogo sem tutorial e embora até me tenha dado uma boa sensação de descoberta, o certo é que estamos em 2020 e um jogo sem tutorial deixa-me algumas reticências.

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Assim que começamos Heroes of Hammerwatch estamos numa localidade que é necessário reconstruir. Este é o nosso centro de operações e apesar de ser bastante simples, há vários edificios e habitantes que, como é normal nestes jogos, deixam comprar itens e pedem vários favores. No centro do mapa há uma mina e é lá que se passa a grande ação do jogo. Cada vez que vamos até à mina para explorar e ganhar diamantes, moedas e outros artefactos, somos confrontados com um novo “mapa” dentro da mina. Se na vida só uma coisa é certa, as outras todas até lá chegar, muitas vezes são uma surpresa e ir até esta mina é quase como encarar um dia sem saber bem como ele vai ser. Esta é a alma do jogo. Lá, vamos encontrar desafios diferentes, tais como, hordas de inimigos sem fim, bosses bastante peculiares e ainda muitos puzzles por completar.

A jogabilidade é simples e os ataques são feitos com os gatilhos. Há vários poderes e armas que podemos ter ativos e como é hábito em RPGs, conforme o tipo de ataque, este pode demorar mais, ou menos tempo a carregar para poder ser usado novamente. A mira é identificada no ecrã com uma linha que nos indica para onde estamos a atirar. É bastante útil, mas não deixa de ser curioso pensar que movimentos está o nosso personagem a fazer para ir a correr numa direção e disparar noutra totalmente oposta. Mas também vos digo que se não fosse assim, não sei se me aguentava vivo tantas vezes, isto porque a dificuldade do jogo não nos deixa distrair muito. Há uma quantidade absurda de bichos para nos matar e temos de dar conta deles, caso contrário morremos e apesar de repetirmos o processo loop, de estar na cidade e entrar na mina, os caminhos já vão são diferentes do que aqueles que lá estavam, bem como outros perigos e afins.

Conteúdo dessas Dungeons e de side quests não faltam, até porque esta Ultimate Edition de Heroes of Hammerwatch vem equipada com as expansões Pyramid of Prophecy, The Witch Hunter e Moon Temple. Com estes DLCs temos acesso às classes de Gladiator e Witch Hunter, a adicionar às outras restantes. Diversidade e quantidade de “níveis” não faltam naquela mina. Quando morremos, o difícil é ter de perder tudo o que não guardamos, isto porque temos de enviar o que vamos acumulando na mina por um elevador, caso contrário, todo o nosso esforço foi em vão. No entanto, quanto mais tempo tivermos em ação contra os inimigos, mais loot conseguimos enviar. É uma questão de recompensa, quanto mais aguentarmos, melhor será o prémio.

A melhor parte disto é que podemos jogar em modo cooperativo até 4 jogadores, quer localmente, quer online, mas nunca tive sorte com os servidores e nunca encontrei ninguém para jogar. Com mais personagens em ação, as coisas torna-se mais simples, mas não deixam de ser difíceis na mesma. Quanto à banda sonora, ela cumpre, mas não esperem nada do outro mundo.

Heroes of Hammerwatch: Ultimate Edition vem com tudo o que os jogadores fãs deste tipo de roguelike podem esperar. Vários desafios diferentes e todo o conteúdo adicional num único pacote. Ainda assim, não é o meu estilo de aventura, talvez numa portátil me puxasse mais para ir à descoberta, mas na PS5 onde joguei, ficou abaixo das minhas expectativas, talvez demasiado altas com algum hype que o jogo tem na Steam.