DeveloperKoei Tecmo e Omega Force
Plataformas: Nintendo Switch
Data de Lançamento: 18 de junho de 2021

Foi no final do ano passado que chegou à Nintendo Switch um dos melhores jogos de 2020. Hyrule Warriors: Age of Calamity foi sem sombra de dúvidas uma lufada de ar fresco nos estilos de jogo mosou, e conseguiu trazer diversas novidades, como elementos RPG, missões (quests) que apenas necessitamos de itens para concluí-las sem ter de ir para batalhas, diversas missões secundárias (challengers), uma história (chapters) muito boa e acima de tudo, conseguiu introduzir como ninguém as mecânicas de combate de The Legend of Zelda: Breath of the Wild.

Como já era sabido há bastante tempo, o Expansion Pass do jogo está dividido em duas partes: a primeira parte com a expansão Pulse of the Ancients; e a segunda parte que só chegará em novembro deste ano com Guardian of Remembrance. Além das duas expansões, ao adquirirem o Expansion Pass, os jogadores também irão receber o equipamento para Link,  um Set de armadura – Prototype Ancient Helm, Prototype Ancient Cuirass e Prototype Ancient Greaves – e uma nova espada – Prototype Ancient Short Sword.

Pulse of the Ancients é uma expansão que oferece aos jogadores muito mais horas de jogo, mas que coloca a história um pouco para segundo plano. A expansão é focada no Royal Ancient Lab e em Purah e Robbie, e aqueles que tinham a expectativa de que estes seriam personagens jogáveis podem esquecer essa ideia, embora sejam personagens centrais nesta expansão, já que serão eles que nos facultarão diversos melhoramentos e até novas armas. Apenas teremos um novo personagem jogável, e bastante divertido por sinal, um Guardian.

Com esta expansão, aparece, tal como vos disse, o Royal Ancient Lab, que é um local que funcionará como os serviços que temos no jogo – Blacksmith Guild, Military Training Camp, etc. Podem procurá-lo no mapa, como no separador dos serviços, ao onde encontrarão uma enorme árvore de melhoramentos, que vão desde melhorar sensores para detectar material, a melhorar as habilidades, e até a obter as duas novas armas, uma para Link e outra para Zelda.

A maneira de ir desbloqueando os ramos da árvore funciona tal como as quests da história principal, isto é, será a partir de itens, e vão ter de apanhar ou comprar determinado número de itens, e depois, dessa maneira, desbloquear as tão desejadas melhorias. Para complicar a vossa tarefa, e caso vocês sejam daqueles jogadores que já não sabiam o que fazer a alguns dos itens do jogo, foram adicionados novos itens que se podem apanhar ou receber como recompensas de missões. Desta maneira, o jogador terá de concentrar-se em fazer as novas missões, todas elas começam com EX no início, para não serem confundidas com os challenges do jogo original.

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Diria que é uma expansão que, em termos de jogabilidade, agradará a todos os que jogaram o jogo, porém, aqueles que se dedicaram a ele para perceberem o que se passou nos 100 anos antes de Breath of the Wild, provavelmente não vos ficarão muito agradadados, já que é uma expansão virada para o grinding, com muitos challenges novos e muitas batalhas.

Por outro lado, temos então a nova arma de Link, a nova arma de Zelda (que na verdade é uma mota) e a possibilidade de jogar com um Guardian. Começando por Link e pela Flail, esta é uma arma bastante engraçada, e é como se fossem duas garras de Guardians, mas que proporciona um tipo de jogabilidade nova com Link, e consegue ser desbloqueada logo nos primeiros ramos da árvore de melhoramentos do Royal Ancient Lab.

Já o Master Cycle é, sem dúvida, uma daquelas aquisições que deixa qualquer um convencido. Uma mota onde podemos percorrer os mapas, mas que também serve de arma, com Zelda a fazer peões para derrubar e eliminar adversários, fazer cavalos com a mota para chocar de frente com eles, entre outras habilidades. Na verdade, consegue até oferecer outra visão de Zelda, que embora extremamente poderosa, tem sempre aquele ar de frágil, no entanto, aqui, passa a ser uma motoqueira cheia de estilo na sua luta. Devo dizer que foi mesmo o ponto que achei mais divertido de toda a expansão.

Já a possibilidade de jogarmos com um Guardian oferece uma jogabilidade totalmente diferente de qualquer outro personagem do jogo. Deste ataques giratórios com todas as suas pernas, a possibilidade de fazer disparos a partir dos seus olhos, ou até a habilidade suprema que dá um enorme dano a tudo o que está num determinado raio. A parte estranha, mas que se percebe que tenha de existir, é um Guardian ter as quatro habilidades comuns de todos os personagens, ou seja, de mandar as bombas, fazer a parede de gelo, de bloquear os personagens durante um período de tempo, e também de conseguir usar a habilidade magnética.

Algo importante, é que mesmo que ainda não tenham acabado o jogo, podem começar já a usar esta expansão, podendo assim irem alternando entre os challenges do jogo original e desta expansão sem qualquer problema. Devo dizer que estes novos challenges não estão todos desbloqueados, e funcionam como os challenges originais, sendo que conforme vão finalizando uns, outros também serão desbloqueados. Não os estive a contar a todos, mas posso dizer que são bastantes e que vos irão prender ao jogo durante bastante tempo.

Foram também adicionados alguns novos inimigos, e alguns inimigos já existentes com novas armas. Além disso, agora aparecem novas missões no mapa com símbolo de cara de monstro a vermelho, estas também têm de ser desbloqueadas na árvore de melhoramentos do Royal Ancient Lab e são uma maneira de vos colocar à prova contra inimigos bem mais desafiantes do que o habitual, além das boas recompensas.

Para aqueles que gostam de desafios a sério, com a aquisição deste Expansion Pass vão também ter acesso a um novo nível de dificuldade, o Apocalytic, que é tudo menos fácil.

Hyrule Warriors: Age of Calamity – Pulse of the Ancients é uma expansão para quem gosta mesmo deste tipo de jogos, e que não se importa de passar horas a adquirir itens e materiais para conseguir concluir todas as melhorias que esta expansão oferece. Para mim, que sou fã deste tipo de jogos, foi uma óptima aquisição, embora um pouco mais de história fosse bem vinda.