Developer: TT Games
Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, Pc e Nintendo Switch
Data de Lançamento: 14 novembro de 2017
Chegamos a mais uma aventura da LEGO em formato videojogo, muitos têm sido aqueles que têm saído, e a TT Games parece que encontrou a galinha dos ovos de ouro e para cada franquia existe sempre um jogo LEGO. No entanto tenho de ser o mais honesto, como sempre sou aqui no Salão de Jogos, e tenho que dizer que o LEGO Marvel Super Heroes foi o meu jogo favorito.
Atenção com isto quero dizer que na minha opinião como jogador na faixa etária dos 30, o jogo que eu adorei platinar foi esse, com um enorme mundo aberto e milhares de coisas para fazer, e vários segredos para descobrir.
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Por isso parti para este jogo com essa expectativa desta continuação me ir encher as medidas. E devo dizer que enche!
A narrativa do jogo é inspirada nas aventuras aos quadradinhos de Karl Busiek, que também trabalhou no script deste jogo. Busiek recuperou a sua estória de Kang, o Conquistador que quer, como é óbvio, conquistar a galáxia. Não se surpreendam tanto de o jogo não ir para a linha das Infinite Stones, a saga que agora vai começar nos cinemas, porque vão ter inúmeras referências a isso, e a muito mais durante o jogo fora.
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Kang reuniu vários locais de diferentes tempos e espaço para criar um único mundo chamado Chronopolis, acho que é o maior mapa de sempre num jogo LEGO e muito variado, visto que une vários espaços e portanto vários cenários e climas até. Vamos encontrar Xandar dos Guardiões da Galáxia, ou Sakaar de Thor: Ragnarok, portanto como podem ver, vão ter uma grande variedade e nunca vão ficar entediados.
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Sendo assim temos pontos positivos e alguns negativos. Já perceberam que o facto de termos um mapa gigante é um grande ponto a favor, porque indica não só variedade, mas também liberdade de explorarmos todas as zonas para desbloquearmos mais personagens e coleccionáveis que se tornou um dos aspectos mais importantes dos jogos da LEGO. Vamos é claro precisar de concluir o Modo História para desbloquearmos as principais personagens para depois conseguirmos alcançar alguns puzzles que necessitam de personagens específicas para os concluir, e devo dizer que neste campo, os puzzles deste jogo são dos mais desafiantes que já encontrei, ficando com a ideia de que a TT Games tentou que este jogo fosse um pouco mais “adulto”. Outro dos pontos em destaque é a qualidade gráfica que encontrámos, o detalhe das personagens e dos cenários, mesmo estando a falar de blocos de LEGO, é do melhor que já vimos, mesmo quando o cenário está repleto de efeitos visuais. Podemos dizer que por exemplo os níveis debaixo de água dão nos mesmo a sensação de submersão. O humor e a representação sonora das personagens também está impecável, já nos habituámos ao facto de as personagens falarem, até porque as séries de desenhos animados que são transmitidas nos canais infantis deram essa cultura a miúdos e graúdos, sendo que não existe localização para Português de Portugal. Um dos aspectos negativos e eu diria o único de substancial importância, é que não existe em si um factor de grande novidade na franquia, será sempre concluir as missões, colectar peças, coleccionar personagens e veículos, desbloquear tudo até ao fim.
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Digo que o único problema substancial é este porque o modo multiplayer, apesar de ser a grande novidade é algo desnivelado pelas personagens que podemos controlar. Temos dois modos multiplayer em modo local e apenas e só em modo local com dois cenários diferentes, num recolhemos as Infinite Stones para construir pontos de controle, e no outro recolhemos blocos coloridos para colocar tudo numa espécie de compartimento. Como disse é algo desequilibrado e é uma pena que dê apenas para jogar localmente, visto que pode ser jogado até 4 jogadores onde a experiência é muito mais gira e recompensadora, visto que a inteligência artificial não é capaz de se aguentar à bomboca.
LEGO Marvel Super Heroes 2 apesar disto tudo, continua a encher-me as medidas, porque eu como fã da Marvel, dos filmes, dos comics e de coleccionar, tenho tudo isso enquadrado num jogo da LEGO que é outro vício meu. Penso que será sempre o meu jogo preferido da LEGO porque é a franquia com a qual mais me identifico e só tenho pena de não ver mais evolução nas mecânicas de jogabilidade com mais combinações de poderes ou assim, e o facto de para poder com o meu amigo Rui Gonçalves aqui do Salão de Jogos, tenho de o trazer até casa para o fazer, e aí o jogo ganha outra dimensão porque torna-se muito mais divertido, mas é como digo, vai ser sempre o meu vicio.