Developer: TT Games / TT Fusion
Plataforma: PS4, Xbox One Pc e Nintendo Switch
Data de Lançamento: 26 de fevereiro de 2019

Com a chegada às salas de cinema de LEGO Movie 2, a sua adaptação ao mundo dos videojogos chega às consolas e PC de todo o mundo. Todos nós já estamos habituados e faz já parte da família que todos os universos venham a ser adaptados ao mundo da LEGO e aos videojogos, nomeadamente os universos da Marvel e da DC e até os seus próprios franchises como é o caso de Ninjago, agora, tal como aconteceu com o primeiro a TT Fusion, subsidiária da TT Games volta a trazer o construtor e protagonista do filme, Emmet ao lado de Lucy, Batman e companhia em mais uma demanda épica.

Ao contrário de muitos outros jogos, aqui a acção segue a narrativa do filme, com as cut-scenes a serem trazidas directamente do cinema para os nossos ecrãs, o que dá logo a ideia de uma viagem interactiva, e portanto terão entre duas opções a tomar, ou ver primeiro o filme e jogar o jogo, ou jogar o jogo e depois ver o filme para preencher qualquer espaço que possa necessitar de ser preenchida nos vossos pequenos cérebros feitos de peças LEGO.

LEGO Movie 2 Videogame está mais perto de LEGO Worlds do que esperávamos, o que tem as suas coisas boas e más, por um lado existe uma sensação de maior liberdade, com a obrigatoriedade de andarmos de um mundo para o outro para completar missões e os tão apetecíveis desbloqueáveis, por outro lado sentimos por vezes um loop constante nas acções. No entanto para aqueles que achavam aborrecido a repetição dos níveis com várias personagens para conseguir todos os mini kits, gold bricks, etc, podem respirar, porque aqui o sistema passa mesmo por completar tarefas e missões para conseguir tudo aquilo que almejam os verdadeiros coleccionadores.

O enredo é muito simples, apesar de alguns twists (previsíveis) pelo meio, a cidade de Bricksburg foi invadida por alienígenas feitos de LEGO Duplo e deixaram a cidade em peças… Emmet e Lucy ao lados dos seus vários aliados dos vários mundos da LEGO terão de reconstruir Bricksburg e é claro derrotar os famigerados alienígenas.
A nível de jogabilidade não existem grandes novidades, existe um sentimento muito “verdadeiro” nas nossas peças LEGO e nas nossas personagens, sem os poderes especiais e carradas de armas e coisas do género, mas temos a famosa “página do construtor”, a nossa pequena Bíblia neste jogo, permite-nos construir equipamento e estruturas que serão fulcrais no progresso do mesmo, eliminando obstáculos do cenário ou criando alternativas para chegarmos a determinadas plataformas. No entanto para estas construções será preciso coleccionar tijolos de várias cores, para isso teremos de encontrar algumas estruturas abandonadas para rapinarmos os seus tijolos ou destruir algumas das nossas para utilizar-nos noutra necessidade que tenhamos pela frente.

Teremos mais uma vez os problemas do costume, a camera ficar demasiado fixada, perdermos o nosso personagem de vista, alguma repetitividade nos níveis que passam sempre por derrotar três inimigos, apanhar algum objecto “sagrado” ou mudar uma peça de cor, mas é nos Bosses que as coisas ficam bastante mais alegres. A mecânica até é bastante simples, não fosse este um jogo claramente para os mais pequenos que levam os pais ao cinema, teremos que enganar o Bosse a infligir dano a si mesmo, e depois disso segue-se um brilhante sequência de plataformas para “escalar” o seu corpo, uma boa sensação de verticalidade e escala, que é mais do que bem vinda à franquia e fará os mais miúdos dar pulo de contentamento, pois parece mesmo uma tarefa Herculeana.

Existindo o paralelismo com o filme LEGO Movie 2 Videogame tem uma estilização mais próxima daquilo a que assistimos no cinema, tal como já tinha acontecido com o primeiro, no entanto não nos parece que isso seja uma tarefa tão exigente para a visível quebra de frame rate a que assistimos na PS4, a versão que analisámos, por vezes chega a quebrar o próprio ritmo do jogo. Existe ainda alguma disparidade entre os mundos que uns parecem muito bem preenchidos e outros nem por isso, o que é uma pena. No entanto o jogo é competente na tarefa de se aproximar ao seu target, aos seus consumidores, com uma dificuldade mais baixa e mais acessível, e menos repetitiva, porque todos nós sabemos o attention spam que a juventude tem nestes dias.