Developer: QUICKTEQUILA
Plataforma: PC
Data de Lançamento: 18 de Junho de 2019

A tinyBuild volta com mais um indie, com a sequela de um dos títulos mais bizarros que já deu a conhecer ao público.

Desenvolvido pela QUICKTEQUILA, Lovely Planet 2: April Skies, além de novos níveis, tem poucas diferenças relativamente ao original lançado em 2014. É um shooter na primeira pessoa que tenta combinar o adorável com o imperdoável. E o conceito apesar de ser tudo menos complexo, não é por isso que deixa de ser divertido, sendo na verdade provavelmente esse aspecto que o torna realmente viciante. Um jogo em que dizemos que será a última tentativa e quando damos por nós já se passaram horas. E sabem que mais? Ainda vamos querer tentar mais uma vez.

Não é um jogo que cative pela história, até porque não podemos dizer que exista uma. E de facto, olhando para o que pretende oferecer ao jogador, também não faz muita falta. A ideia é simples: percorrer o nível em contrarrelógio e chegar ao poste que identifica o final de cada nível (semelhante àquele que podemos encontrar em Super Mario); pelo caminho teremos de destruir todos os inimigos (com uma espécie de bazuca) e evitar fazer o mesmo com os friendlys, com muitos obstáculos e armadilhas que vão ficando cada vez mais difíceis.

Se à partida pode parecer pouco apelativo, quando entendemos a lógica e as regras, vidramos e não conseguimos mais parar. Aliás, o aspecto gráfico e o contexto sonoro podem parecer algo singelos, mas objectivo é precisamente esse – criar um ambiente colorido, cómico, histérico e até satírico do género dos First Person Shooters.

Existem vários níveis e todos eles se acabam em segundos, no entanto, a dificuldade aumenta exponencialmente a cada desafio superado e o problema será mesmo conseguirem acabar alguns deles. Mas não receiem, porque a frustração acaba sempre amenizada por algumas risadas, fruto da situação e do ambiente em questão.

Porém, o ponto forte de Lovely Planet 2: April Skies encontra-se na forma como nos desafia. Mais do que um jogo, deve ser essencialmente encarado como um trainer, e é interessante verificar como a insistência nos torna melhores a cada nova tentativa. A nossa destreza, assim como a rapidez de raciocínio e a pontaria serão aperfeiçoadas de uma maneira que chega até a espantar-nos. É um excelente exemplo de como a memória muscular funciona a nível dos videojogos e é incrível como ajuda a evoluir quem usa teclado e rato.

O título da QUICKTEQUILA foi uma boa surpresa e diria mesmo que se torna obrigatório para quem pretende melhorar a sua habilidade em FPS’s e ter um bom aquecimento para depois se aventurar em jogos mais competitivos.

 

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