Developer: San Diego Studio
Plataforma: PlayStation 4
Data de Lançamento: 17 de março 2020

Basebol não é a modalidade mais querida em Portugal, mas tem de certeza um nicho de pessoas que adoram a modalidade e vibram a cada homerun. Para quem percebe menos disto, talvez tenham visto o filme Moneyball,”O homem que mudou o jogo”, com Brad Pitt, onde as estatísticas eram essenciais para a contratação de jogadores. Se ainda assim acham que nunca tiveram contacto com o basebol, já se devem ter cruzado com alguém que usa um boné, ou como se diz na gíria, um “cap” dos New York Yankees, uma das equipas mais emblemáticas da liga MLB. A minha experiência até jogar MLB The Show 20 tinha sido um jogo de basebol na PS2 e foi aí, que aos poucos percebi a modalidade. Quinze anos depois foi hora de voltar a sentir a emoção do basebol virtual.

Começo pelos controlos que podiam ser uma dor de cabeça e muito complexos, mas nada disso. O jogo dá-nos a hipótese de escolher a nossa melhor forma de jogar e aquela com a qual nos adaptamos melhor. Desde as tacadas, ao mandar a bola, tudo é tudo personalizável para jogadores menos experientes, com alguma experiência ou para os mais batidos e que todos os anos jogam isto. A jogabilidade é relativamente simples e habituamo-nos depois de alguns jogos. A mecânica é de lógica, onde cada base é um botão do nosso comando e conforme a base a quem queremos passar, basta escolher e carregar nesse botão. Mandar avançar um jogador para outra base faz-se com um simples toque no analógico e há outros processos que são fáceis de aprender e manobrar. Pior é mesmo quando passamos turnos inteiros sem conseguir acertar com o taco na bola. Principalmente online, se forem como eu, que não sou o melhor dos jogadores, podem ter alguma dificuldade a jogar em rede. No campo, o jogo vai ajudando com os botões, ora para avançar com os jogadores para as bases, ora para fazer os passes. 

Em comparação com o seu antecessor, MLB The Show 20 é mais uma atualização do que outra coisa. Melhorou um pouco na jogabilidade, os gráficos estão ainda melhores, principalmente o público, mas não esperem uma revolução se já jogaram o jogo anterior. As condições climatéricas também assumem um realismo espetacular e que dá ao jogo uma atmosfera contagiante. Ainda assim, tem muitos modos de jogo, novas funcionalidades e tem ainda uma grande vantagem, que na maior parte dos modos nos permite continuar do lugar onde estávamos em MLB The Show 19, seja numa franchise ou na luta pelo estrelato com o nosso jogador criado.

Um dos pontos fortes de MLB The Show 20 são os modos de jogo. Há de tudo um pouco. O Road To The Show coloca-nos na pele de um jogador de basebol com aspirações de vir a ser o melhor jogador da liga. Depois de criar a nossa personagem somos chamados para testes de treino para provar o que valemos. Depois somos abordados para uma das duas possibilidades: ou ir para a liga principal MLB ou então ficar um ano a ganhar experiência no College. A partir daí, a experiência é mais ou menos semelhante à de outros jogos de desporto como por exemplo o MyPlayer de NBA 2K. Um estilo RPG onde vamos melhorando as estatísticas do nosso jogador para fazer dele o melhor.  Outro modo interessante e que substitui o modo Season normal é o March to October. O objetivo é passar pelos pontos chave da época até levarmos a nossa equipa favorita ao título. Um dérbi que estamos a perder e temos de dar a volta ou vice versa podem ser o sucesso ou a morte do artista. Isto porque se ganharmos, a nossa moral está em alta e com essa vitória, a equipa embala para mais uma série de jogos a vencer. Se perdermos a história é outra e vamos perder mais jogos. O que tem de bom é que não nos obriga a jogar todos os jogos, até porque se o quisermos fazer existe o Franchise, onde assumimos o papel de líder de uma equipa. Podemos só controlar os jogadores e as táticas ou ser mais ambiciosos e fazer parte de uma equipa de scouting para recrutar jogadores que é um dos pontos chave de MLB The Show 20. Neste modo também vamos controlar os patrocinadores, definir o nosso orçamento e muitas mais coisas de gestão de um clube de basebol. Para quem quiser simular o dia a dia de uma equipa de basebol, esta é a melhor opção. 

Outro dos modos que se tem tornado um hábito em jogos de desporto é o de criar uma equipa baseada em cartas. O Diamond Dynasty é uma espécie de Ultimate Team, do FIFA, mas neste caso do basebol onde abrimos saquetas e competimos em diversos tipos de jogo, desde jogos para o ranking, mini jogos, objetivos específicos, entre outros. Existem também cartas especiais e uma data de modos onde o “draft” é quem mais ordena, no qual vamos escolher a nossa equipa conforme as cartas que nos vão aparecendo aleatoriamente. Os modos não ficam por aqui e há o Costum Leagues, onde podemos criar e personalizar toda uma liga para jogar sozinho ou com amigos. Existe ainda os Mini Modes, que inclui uma data de subcategorias, como o Moments, onde jogamos momentos históricos da modalidade, os desafios semanais ou ainda o Retro Mode, no qual experimentamos uma mistura nostalgica com os gráficos de hoje. Quanto à banda sonora, não é tão luxuosa como o seu antecessor, mas gostos discutem-se. Este ano temos direito a Green Day, Foals e ao hip-hop de GTA e IDK.

MLB The Show 20 é a melhor experiência para um fã de basebol. Vai encontrar tudo e mais alguma coisa com mil maneiras de jogar. A apresentação gráfica pode puxar mais curiosos para uma modalidade que não é, de longe, a mais adorada em Portugal, mas ainda assim, esperam-se umas boas tacadas.

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