Developer: Team Ninja
Plataforma: PlayStation 4
Data de Lançamento: 17 de Dezembro de 2020

Se há algo que a Team Ninja tem capacidade para fazer é tornar um jogo cada vez mais díficil e desafiante. Portanto é de esperar que este último capítulo de Nioh 2 seja efectivamente um osso duro de roer.

Apesar de tudo a narrativa, na franquia Nioh, é esquecível. Tanto no primeiro como no segundo jogo, e apesar de tudo tenta contar uma história em que a sua personagem está na vanguarda da narrativa, mesmo quando esta nunca ter pronunciado uma única palavra. Tudo está vinculado ao seu caráter e aos seus relacionamentos que se desenvolvem com as pessoas e demónios com os quais nos cruzamos, seja para melhor ou para pior.

Com o final da história do jogo base de Nioh 2, o final era aberto o suficiente para ir para o passado ou futuro. No entanto, a narrativa levou Hiddy (o protagonista) sempre de volta ao passado e tudo por causa de uma busca dos segredos de Sohayamaru, aquela espada brilhante com o poder de dominar completamente os demónios. O que o DLC The First Samurai faz é exatamente isso: finalmente encontramos a tal espada.

Aquilo pelo qual esperava mais eram os novos equipamentos, armas, habilidades, novo limite de nível, Bosses, dificuldade e conteúdo final. É aqui que vou passar a maior parte do meu tempo no futuro deste jogo. Infelizmente, e ao contrário das duas últimas expansões, The First Samurai não vem com uma nova classe de arma como o DLC 1 fez com o splitstaff e o DLC 2 com as armas de punho. O que está aqui, porém, é obviamente a história nova e final de Nioh 2, novos Bosses e locais e a dificuldade final – Sonho de Nioh e, claro, o Submundo (anteriormente chamado o abismo).

O submundo é desbloqueado se desbloquearmos o Sonho de Nioh, e com razão. A menos que o vosso equipamento esteja à altura, sugiro completar algumas missões DotN para habituarem-se às novas combinações de inimigos e o novo buff da Maldição do Nioh que alguns inimigos e a maioria dos Bosses têm. Vão perceber que essas maldições são concedidas aos inimigos porque serão delineadas com uma aura rosa, verde ou roxa altamente saturada. Também vão rapidamente perceber que eles infligem mais dano, recuperam a saúde constantemente e provavelmente serão os inimigos mais duros com que vão levar.

Paga-nos o café hoje!

O submundo, é claro, é onde o endgame realmente começa. A raridade e os valores dos equipamentos que vão saindo vão ser maiores do que qualquer outra coisa que as missões no mapa vão oferecer. Ao contrário do primeiro Nioh, a progressão do modo submundo deste jogo é muito mais simplificada. Em vez de ir para quatro áreas pré-determinadas diferentes para dar-nos algum tipo de vantagem no Crucible e ser uma chatice, este novo Submundo joga-se apenas em um local com um mapa considerável, recompensando o jogador por limpar e explorar.

Haverá quatro kodamas para encontrar em cada local. Para entrar no Crucible ou na área do Boss, vamos precisar encontrar pelo menos uma por local. Quanto mais encontrarmos, mais vantagens vamos tendo na luta. Cada kodama também vem com um benefício predeterminado dado ao jogador. Por exemplo, um aumenta seu dano, outro diminui o dano recebido. Ao derrotar um chefe no Crucible, vão poder optar por avançar mais ou sair da missão. O progresso é salvo a cada passo para que não tenham que repetir tudo outra vez.

Nioh 2 não é para meninos, e as expansões foram sempre adicionando ainda mais dificuldades e chega a The First Samurai como algo quase inantingível, mas também existe muitas armas e armaduras que vão facilitando o progresso, especialmente se fizermos os conjuntos específicos que dão buffs altamente necessários para conseguir vencer todo este desafio. É um jogo de persistência, de dedicação e muitas vezes de frustração, mas acaba por recompensar.