Developer: Omega Force / Koei Tecmo
Plataforma: Xbox One, Playstation 4, PC e Nintendo Switch
Data de Lançamento: 26 de Março 2020

Então vamos lá a mais um jogo sobre o One Piece, desta vez estamos a falar de One Piece Pirate Warriors 4, que diferentemente de World Seeker, não se centra num mundo aberto em formato mais RPG, mas sim num Musou. Para quem não conhece o termo, estamos a falar de um jogo onde massivamente somos abordados por inimigos de toda a maneira e feitio e de todos os lados, e onde como em todos os Musou temos um sentimento de OP perante todos eles ao desferir golpes gigantescos e em catadupa.

Este estilo de jogo pode ser muito divertido e descontraído mas se não tiver os restantes ingredientes, nas quantidades exactas pode facilmente se transformar num jogo repetitivo e aborrecido, mas isso não acontece desta vez. A Bandai Namco juntamente com a Omega Force e a Koei Tecmo têm aprendido nos inúmeros jogos que têm lançado e sabem que para fazer feliz todos aqueles que seguem a obra de Eiichiro Oda, tinham de subir a fasquia e assim foi. Temos todos os arcos principais da série que ainda hoje é uma das mais rentáveis no mundo anime e que ainda hoje também continua a fazer as maravilhas dos fãs. Sendo assim vamos começar pela magnífica saga de Alabasta, depois partimos para os acontecimentos de Enies Lobby, e logo depois estamos envoltos em toda a grandiosidade de Marineford. Mas não acabou, pois ainda acompanhamos os incidentes sombrios de Dressrosa e a loucura de Whole Cake. Por fim, ainda existe um arco para Wano, criado especialmente para o jogo, pois como é o ponto onde estamos agora no anime, foi a forma dos developers trazerem mais conteúdo actual mas sem dar spoilers de possíveis eventos futuros.

Visto que os eventos não são todos seguidinhos, muita coisa aconteceu pelo meio de cada uma das sagas, e até com muitos fillers à mistura, vamos sendo acompanhados por várias cutscenes que nos fazem recordar todos os momentos marcantes da história, assim como na sua própria jogabilidade quando derrotamos algum boss. Tal como aconteceu, por exemplo, em Dragon Ball Z Kakarot, ver os principais momentos desta história que já vai com mais de 20 anos de existência renderizados com os gráficos desta era moderna é simplesmente um mimo, é difícil não ficar emocionado com isso.

Falemos então da jogabilidade, que se quer o mais dinâmica possível, facilitando o continuado esmagar de botões e de encaixar combos e ataques especiais. Ataque forte, ataque médio, esquivar ou dash e salta, que defender é para meninos, basicamente é isso, depois o Right Button pressionado com uma das 4 teclas que referi é onde estão os ataques especiais ou até as transformações. Não há nada que saber é entrar a matar e virar inimigos como se fossem franguinhos.

Cada personagem possui um vasto conjunto de golpes que podem ser desbloqueados numa interessante árvore de habilidades onde vamos avançando por ilhas. Cada ilha oferece benefícios, seja mais vida, vigor para as esquivas, mais dano, e também novas habilidades activas e passivas, assim como as suas melhorias. Para isso, devemos usar os recursos que ganhamos ao final de cada missão, e que podem ser usados tanto na árvore de habilidades geral, que traz benefícios para todas as personagens da tripulação, ou ainda na árvore específica de cada personagem, onde podemos habilitar novas opções de combate específicas. Em cada batalha ou capítulo se preferirem podemos customizar as 4 habilidades que cada um possui de forma a que se encaixem melhor na nossa forma de jogar, sendo perfeitas recriações de todos os movimentos mais conhecidos do anime.

A jogabilidade é dinâmica e oferece muitas opções para os jogadores criarem combos criativos, que se expandem ainda mais com os ambientes destruíveis, que não só trazem mais poder de destruição para nossos personagens, como também apresentam um espectáculo explosivo na tela. Os mapas são no geral muito bem construídos para trazer esse dinamismo ao seu ápice, pois além de serem grandes, também oferecem diversas possibilidades para expandir os combos. O ataque aéreo também é um factor que melhora consideravelmente a experiência, pois também adiciona ainda mais opções para a destruição massiva. Um combo que nunca deixa o gameplay ficar enjoativo e mantém toda a exploração emocionante e divertida.

Quanto aos modos de jogo, além do Log Dramático, que é reservado para Campanha. Existe também o Log Gratuito, onde podemos refazer as missões da história, mas com qualquer personagem que já desbloqueamos, sem as restrições da Campanha, oferecendo novas oportunidades para testar outros personagens, além de também poder desbloquear outros novos. Por fim, temos a Log do Tesouro, onde passamos por missões alternativas e com histórias bem diferentes, que adicionam uma diversão extra ao título.

One Piece Pirate Warriors 4 é um jogo que promete ser o reflexo da ligação amorosa que temos à série com a qualidade dos tempos de hoje reflectidos nas suas cut scenes e também na jogabilidade em si. Como musou é um jogo que não cansa e é sempre divertido, com muitas coisas para fazer, missões secundárias e objectivos para desbloquear todas as suas personagens e ataques especiais, é o salto tecnológico que os jogos da série tanto mereciam e vai deixar os fãs de barriga cheia.