Developer: Modus Studios Brazil
Plataforma: Xbox One, Xbox Series, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e PC
Data de Lançamento: 15 de Dezembro de 2020

No que à matéria de batalhas entre robots gigantes diz respeito, o interesse sempre foi elevado por parte dos entusiastas do sci-fi. E seja no cinema, em populares séries de TV, e inclusivamente nos videojogos, sempre houve um espaço que foi aproveitado com relativo sucesso.

O tema tem muito por onde pode ser explorado. E basta olhar para exemplos como a saga MechWarrior, ou mesmo para a franquia Titanfall, para ficarmos com uma ideia da diversidade de propostas que têm este género como ponto de partida.

Quando Override: Mech City Brawl foi lançado em 2018, muitos jogadores ficaram empolgados com a possibilidade de poderem participar em intensos e espetaculares combates de mechs. Um brawler diferente, e inspirado no entretenimento oriental que pretendia arrebatar-nos pelos duelos caóticos e carregados de efeitos visuais.

Foi um jogo que teve o sucesso necessário para motivar uma sequela, e assim sendo, a Modus Studios Brazil achou que estava na altura de apresentar um novo jogo. Foram apenas dois anos entre um e outro jogo, e não será descabido pensar que foram agora integradas algumas mecânicas que possivelmente foram até pensadas para Mech City Brawl, mas por algum motivo acabaram descartadas.

E será que Override 2: Super Mech League consegue superar o seu antecessor?

Em parte sim, embora não seja a inovação que todos esperávamos.

Depois dos eventos do jogo anterior, estas máquinas massivas transitaram de um palco de guerra para a TV, quais gladiadores, que tentam agora despertar as exigentes audiências. O que outrora fora encarado como sendo o principal causador dos horrores da guerra, é actualmente um simples interveniente num novo desporto.

É provavelmente essa a sua única mensagem, dado que a nível de narrativa Override 2 pouco mais tem a oferecer. E verdade seja dita, esse nunca foi o seu objectivo, uma vez que tenta desde logo atirar-nos para aquilo que é o seu grande atractivo: a versatilidade e a intensidade do combate.

E diga-se: o combate não é muito diferente daquele que tínhamos em Mech City Brawl. Um ataque leve, um pesado, a capacidade de bloquear, um dodge, e podemos até agarrar e atirar o adversário. Em adição, existe uma ultimate ability, além de um conjunto de combos e combinações de botões que resultam em golpes especiais e tornam a acção realmente fantástica – especialmente quando nos habituamos às sequências.

A jogabilidade é a principal virtude de Override 2. A maneira como as lutas foram idealizadas fazem deste jogo uma boa solução para quem procura apenas libertar o stress. Toda a sua estrutura foi desenhada para nos limitarmos a entrar e bater, sem grandes distracções. E nesse sentido funciona bastante bem.

Paga-nos o café hoje!Os modos de jogo também proporcionam alguma variedade, e além do Brawl, um free-for-all que é, provavelmente, aquele que maior preferência reúne, temos ainda um modo de 1v1 e outro de 2v2. Cada modo é cativante à sua maneira, e se podemos considerar o Brawl como o mais divertido, o de 2v2 é interessante do lado da cooperação, sendo que o 1v1 serve principalmente para conhecermos os lutadores disponíveis.

Temos 20 personagens jogáveis para escolher no Quick Play, porém, na League a maioria terá de ser desbloqueada. No entanto, os cinco iniciais servem perfeitamente para ficarmos com uma noção do que procuramos não só em termos de estilo, como o que estará disponível lá mais para a frente.

Override 2: Super Mech League está essencialmente direccionado para competir online, já que quando defrontamos os adversários comandados pela inteligência artificial, pouco ou nenhum desafio oferecem. Contudo, o caso muda de figura quando defrontamos outro jogador, com a dificuldade a aumentar exponencialmente.

É pena que a estratégia passe normalmente por recorrer quase sempre aos mesmos golpes, mas para ser justo, esse é o padrão em quase todos os títulos que partilham do mesmo género. E ademais, quantos mais jogadores na arena, maior o caos, e melhor o jogo se torna, particularmente no modo Brawl.

Os combates são divertidos e deixam-nos constantemente com o impulso de irmos a mais um. E quando encontramos o lutador certo e nos dedicamos, tudo ganha uma nova dimensão; até porque o match making funciona surpreendentemente bem e sentimos que a nossa skill está geralmente nivelada com a dos outros jogadores.

É igualmente um jogo agradável dos pontos de vista sonoro e gráfico, cujos efeitos visuais ajudam na adrenalina dos combates. Infelizmente, a sua perspectiva ocasionalmente atrapalha, dado que as figuras ocupam grande parte da tela, e quando o caos se instala temos dificuldade em perceber o que está a acontecer.

A multiplicidade no design das personagens também merece ser mencionada, e correspondem muito bem ao tipo de lutador ao qual pretendem dar corpo. Algo que é sempre importante para quem gosta de jogos que envolvem lutas.

Override 2: Super Mech League é uma boa opção como brawler. Poderá não ser a melhor, mas é diferente de praticamente todas as que podemos encontrar no mercado. Se ignorarmos uma eventual frustração relacionada com a perspectiva, é certamente capaz de propiciar vários momentos de diversão.

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