Developer: Pastagames, DotEmu
Plataforma: PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One, Android, PC, iOS
Data de Lançamento:

O nome Pang não é certamente desconhecido dos jogadores de longa data da Nintendo. É uma franquia que começou por ser lançada nas máquinas de jogos, mas que não teve grande sucesso nos salões de jogos, sendo mais tarde lançado para a Super Nintendo, já que foi nesse local que teve maior notoriedade.

Embora este remake já tenha sido lançado em 2016 para PC, Android PlayStation 4 e iOS, foi agora em 2021 que chegou a sua versão física para a Nintendo Switch – juntamente com a nossa análise. Como já referi, Pang Adventures é um remake, que embora tenha gráficos totalmente remodelados e uma jogabilidade mais apurada, oferece aos jogadores todos os princípios da franquia Pang.

A história (se é que podemos falar de história), fala-nos de uns alienígenas que estão a atacar a terra, enviando bolas do céu de maneira a aniquilar todos os humanos. Por esse motivo, os irmãos Pang decidem salvar o mundo e acabar com todas estas bolas, sendo que para isso vão usar as suas armas com um arpão que disparam unicamente na vertical, de maneira a rebentar todas as bolas. Esse disparo do arpão irá criar uma parede que desaparece assim que for tocada por uma bola.

Parece simples. Não é? Na verdade, não é assim tão simples, uma vez que sempre que uma bola acertar na corda ou na ponta do arpão irá dividir-se em duas mais pequenas, sucessivamente, até ficarem umas bolinhas mesmo pequeninas que, quando são atingidas, desaparecem definitivamente. Significa por isso que se tiverem no ecrã uma bola grande, e esta for sendo acertada, podemos ficar com 8 pequenas bolas no ecrã. Agora imaginem isto multiplicado por 5, 6 ou 7, 8 bolas; por vezes é o caos total.

A jogabilidade é bastante simples: andar para a esquerda, para a direita, e disparar. Vamos adquirindo novas armas em alguns níveis, umas que disparam balas (estas são limitadas), armas que permitem disparar dois arpões, entre outras. É importante terem também em atenção que sempre que alguma bola tocar no personagem, terão de recomeçar o nível novamente. Para “facilitar” o trabalho, vale a pena também referir que tudo isto acontece a uma boa velocidade.

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Para deixar tudo ainda mais divertido, existem ainda diversos tipos de bolas, desde as normais, que apenas andam bem saltitonas pelo ecrã; outras que têm uma velocidade bastante superior; outras ainda que deixam uma espécie de fumo que nos vão diminuindo a visão de jogo; ou mesmo umas eléctricas, que quando são atingidas, nos deixam electrocutados; e por aí adiante.

Acredito que neste momento estão a pensar: “Tem tudo para correr bem!!! (ironia)”. Mas a verdade é que a jogabilidade aliada à velocidade, oferece uma experiência interessante, divertida, e que nos leva aos anos 90 e ao quanto era desafiante entrarmos num salão de jogos, colocarmos uma moeda na máquina e tentarmos lá ficar o maior tempo possível.

Um dos pontos mais deliciosos do jogo é mesmo a possibilidade de jogar em cooperação local. Cada jogador ficará com um dos irmãos Pang, e os dois cooperarão na destruição das bolas no mesmo ecrã. O jogo fica bastante mais fácil neste modo por duas razões: primeiro são dois jogadores a disparar e a destruir as bolas, e caso um deles seja derrotado, temos 10 segundos para ir até ao local onde ele perdeu e ajudá-lo a colocar-se de pé novamente. É quase como se tivéssemos vidas infinitas desde que os dois não sejam atingidos. Além disso, como todos os níveis têm um tempo limite para superarmos, em modo cooperativo torna-se mais fácil que esse tempo não seja ultrapassado.

Os modos de jogos são três: o modo Tour, o Modo Pontuação e o modo Pânico (estes dois últimos encontram-se bloqueados). No modo Tour temos de ir percorrendo o mundo; começamos em Bora Bora, depois Vale da Morte, e outros locais. Cada um desses locais terá 15 níveis para superarmos, e no final, enquanto nos deslocamos para uma nova área, irá aparecer um Boss. Embora sejam desafiantes, a verdade é que são todos bastante similares, mudando apenas a sua aparência. Já no Modo Pontuação, o desafio torna-se ainda maior, já que apenas teremos 3 possibilidades de recomeçar os níveis quando perdermos, e tal como o nome indica, o objectivo é atingirmos a maior pontuação possível. Por último, o Modo Pânico, que diria que é supra-sumo deste jogo, já que nos leva a superar 99 níveis, sempre uns seguidos dos outros.

Graficamente o jogo está bastante elaborado, se compararmos com o jogo original. Obviamente que, tratando-se de um remake, os criadores levaram o jogo para um grafismo mais moderno, e um estilo bastante anime. Os gráficos estão bem conseguidos, com muita cor e cenários apelativos, e os Bosses também estão bastante bem desenhados e intuitivos. A componente sonora também está interessante, embora não tenha o requinte de alguns remakes que já tivemos a possibilidade de analisar.

Pang Adventures é um remake bem conseguido, traz-nos uma boa dose nostálgica, principalmente se tiveram a oportunidade de o jogar nos anos 90. Deliciei-me a ultrapassar níveis e a reviver bons momentos da minha infância. Se tiverem oportunidade de jogar em modo de cooperação, vão perceber o quanto divertido consegue ser.