Developer: Pinokl Games, Kverta, Hologryph
Plataforma: PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch, PC
Data de Lançamento: 8 de Setembro de 2020

Foi em 2015 que o controverso Party Hard foi lançado, um jogo onde um indivíduo penetra clandestinamente nas festas barulhentas dos vizinhos com o simples objectivo de acabar com esse barulho perturbador. A maneira de acabar com esse barulho é que é diferente do habitual, já que ele simplesmente aniquilar todos aqueles que se estão a divertir.

Em Outubro de 2018 chegava a sequela do jogo, com Party Hard 2 para o PC, e agora em Setembro de 2020 a chegar também às consolas. Esta sequela segue praticamente a mesma fórmula do antecessor, já que o nosso personagem é mais um daqueles cidadãos como tantos outros, com uma vida chata e sem sentido, onde a sua rotina passa por casa-trabalho, trabalho-casa; basicamente aquele tipo de pessoa que a nossa sociedade adora que exista.

O problema é que essa maneira de viver conjugada com a falta de civismo da sociedade tornou-o num psicopata, que mesmo sendo seguido e recebendo diversos tratamentos nunca conseguiu voltar a ser uma pessoa normal, fazendo com o serial killer dentro de si despertasse. Mais uma vez, quem irá pagar por isso são todos aqueles que se encontram nas festas que se prolongam pela noite dentro.

Se no primeiro Party Hard era um detective que ia narrando a história conforme ia sendo interrogado, aqui é a sua psiquiatra que, num programa de TV, vai contando o que se passou. Embora Party Hard 2 siga a mesma linha do seu antecessor, aqui a trama é um pouco mais interessante, visto que não basta matar pessoas aleatoriamente. Existem diversos objectivos a cumprir, e até uma espécie de procura por respostas, já que o nosso protagonista procura mostrar que a empresa onde trabalha está ligada a um esquema ilícito.

Outra das diferenças está nos diversos detalhes e tamanhos das festas onde iremos actuar. São maiores, existem sempre diversas áreas – algumas públicas, outras privadas, com seguranças sempre prontos para nos fazerem a folha. Dentro dos objectivos que temos para cada missão, existem os principais (que temos obrigatoriamente de os fazer), e também os secundários, que são opcionais. Nos objectivos principais também podemos fazer escolhas, e isso é interessante, já que podem dar-nos a escolher dois grupos de objectivos, sendo que ao concluir qualquer um dos grupos, podemos igualmente concluir a missão.

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Alguns detalhes bastante interessantes (alguns já existiam no primeiro jogo), são as armadilhas e esquemas que podemos criar para os nossos objectivos irem de vento em popa, até porque ser um serial killer não passa só por ter uma faca e estraçalhar tudo o que nos aparece à frente. Por isso mesmo, neste Party Hard 2, teremos de tentar entrar em salas fechadas, criar cocktails molotov, esconder corpos, fazer armadilhas, e interagir com certos locais no jogo (como por exemplo incinerar alguns locais), entre muitas outras coisas; o leque de opções que o jogador tem foi bastante alargado em relação ao primeiro jogo.

Mas não pensem que é chegar, matar e sair a andar. Longe disso. E mal vos vejam a matar alguém, chamam logo a polícia que chegará de carro e tentará apanhar-vos. É por isso que ser discreto e fazer tudo com calma é bastante importante, já que cada vez que a polícia nos apanha, ou morremos, o nível é reiniciado, e serão alterados pequenos detalhes no cenário para tornar os objectivos sempre interessantes e diferentes. Mas a polícia não é imbatível, e como bons serial killers, obviamente que podemos conseguir escapar e até matar os policias que nos tentam capturar.

Algo que também me agradou bastante foi a possibilidade de jogarmos em modo cooperativo local, onde dois jogadores tentam concluir os objectivos para passar de nível. E se por um lado é bastante interessante e divertido, as coisas também se tornam mais caóticas, dado que não estamos no domínio de todas as situações. Ao existir a implementação deste modo, obviamente que teriam de existir mais personagens, é por isso que os jogadores terão à disposição mais três personagens adicionais. Não pensem que os personagens são todos iguais, nada disso, já que cada um tem as suas habilidades especiais, assim como arma própria.

O jogo oferece uma jogabilidade bastante simples e de rápida aprendizagem. Para os novos jogadores, podia ter um pequeno tutorial mais explicativo, e falta sem dúvida dizer os objectivos que nos permitem desbloquear alguns personagens, já que torna-se por vezes frustrante fazé-lo.

Graficamente, embora o jogo continue naquele estilo retro característico, está bastante mais interessante do que o primeiro, já que os detalhes foram aumentados e isso torna-o ainda mais apelativo. Sempre com bons ambientes característicos de festas.

Já a componente sonora deixa um pouco a desejar face ao anterior, e apesar de ter algumas músicas que são claramente de festa e ambiente nocturno, não são muito variadas, e podem a certo momento tornar-se enfadonhas.

Party Hard 2 conseguiu seguir as ideias do seu antecessor e melhorá-las, tornando-o mais completo e com maior imersão para o jogador. Caso tenham gostado do primeiro, então vão gostar ainda mais da sequela.

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