Developer: Game Freak
Plataforma: Nintendo Switch
Data de Lançamento: 22 de Outubro de 2020

Depois de termos ficado bastante satisfeitos com a primeira expansão de Pokémon Shield e Pokémon Sword, The Isle of Armor, chega agora a segunda expansão do jogo, The Crown Tundra que irá levar-nos para uma nova região de Galar. Estas duas expansões foram algo inédito no que toca à franquia Pokémon, e foi uma aposta em cheio por parte da Game Freak, já que foi uma maneira de ouvir os jogadores e conseguir adicionar ao jogo original aquilo que todos sentimos que faltava, ou seja, uma maior liberdade, e claro, aumentar o número de Pokémon do jogo.

Tal como aconteceu na primeira expansão, assim que entramos no jogo recebemos um bilhete para nos podermos dirigir para a nova área do jogo, e mais uma vez teremos de apanhar o comboio para lá chegar – mais precisamente a partir da estação de Wedgehurst. Feita a viagem para a nova área que se encontra a sul do mapa original, iremos dar de caras com um território gelado, onde a cidade de Freezington é o único local habitado (mas já lá vamos).

Mal saímos da estação de Crown of Tundra, a primeira coisa com que nos deparamos é com Peony e a sua filha, Peonia, numa discussão acesa. Isto porque o pai queria aventurar-se com a filha na procura de novos Pokémon, enquanto a filha queria simplesmente fazer a sua aventura, livre da companhia do seu pai. Isto pode parecer estranho, mas Peony era um antigo líder de ginásio, e isso explica o seu entusiasmo (e acreditem: é a palavra certa) pela procura de novos Pokémon. Peony, embora seja um adulto, com a sua postura e a sua maneira de ser, faz-nos lembrar muitas vezes Hop (o nosso rival do jogo original).

Ao tentarmos apaziguar aquela discussão, somos logo puxados para uma luta de Pokémon com Peony o que leva a sua filha a fugir enquanto a batalha decorre. Será a partir daqui que o jogo começa verdadeiramente, já que nos juntaremos da Peony primeiramente, na procura da sua filha, mas depois na tentativa de desvendar os mistérios daquela região.

Além da história principal que está relacionada com alguns Pokémon Lendários e uma estátua que se encontra na cidade de Freezington e nos templos que podemos encontrar naquela região, iremos também conhecer uma das novidades desta expansão: o Max Lair. Se na história não me irei alongar mais, já que esta expansão é bastante curtinha – cerca de 3 horas -, o Max Lair será provavelmente um local onde vocês passaram muito do vosso tempo depois de terminada a história principal.

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O Max Lair é um local novo, e que nos é apresentado logo depois da discussão entre Peony e a sua filha, e embora siga a mesma ideia do que estávamos habituados nas Max Raid Battles, aqui não usaremos os nossos Pokémon, mas um emprestado pelos cientistas que estão a estudar aquele local. Além disso, a maneira como se processa a exploração desta gruta acontece por etapas, isto é, é-nos apresentado um pequeno mapa da gruta que é feito por vários caminhos, e teremos de escolher qual destes o melhor, para depois lutarmos contra um determinado Pokemon no estado Dinamax.

Esta exploração pode ser feita em modo single-player, onde o jogo nos fornecerá 3 outros lutadores para a nossa equipa, ou em multiplayer online. Se formos ultrapassando todas as batalhas (ao todo serão 4 batalhas), teremos a oportunidade de combater contra Pokémon, outra das novidades, e no fim das 4 batalhas apenas podem escolher 1 Pokémon para adicionar à vossa colecção. Nota-se claramente que esta escolha é feita para aumentar as horas de jogo, já que os jogadores irão andar por esta zona horas e horas até terem todos os Pokémon que pretendem, para completar a Pokedex.

Além da história principal, existe uma side quest que é-nos dada por Sonia, personagem já conhecida da história principal, mas que também aparece na primeira expansão. Mais uma vez, ela aparece e teremos de andar a encontrar pegadas de três pokémon lendários que se encontram espalhadas por esta nova região, sendo que depois de as recolherem, todas terão o local onde podem encontrar estes Pokémon.

A parte interessante é que a Game Freak deixou o docinho mesmo para o final do jogo, diria mesmo que, para se sentirem realizados na sua totalidade, terão de adquirir estas duas expansões, já que no final destas duas histórias irá abrir-se o acesso ao Galaria Star Tournament, um torneio onde combatemos em duplas contra os líderes de ginásios e outros personagens relevantes de todo o jogo.

Existem mais dois pontos bastante relevantes, o primeiro é o mapa desta zona ser exactamente como a primeira expansão, isto é, um mundo aberto que podemos explorar à vontade. A liberdade que o jogo nos oferece nesse aspecto está muito bem conseguida nesta expansão, apesar de diferente em termos de cenário, já que aqui tudo é mais misterioso, com destruição e alguma tristeza, algo que se nota nas conversas com os poucos habitantes de Freezington.

O outro ponto é a adição dos novos lendários – Calyrex, Glastrier, Regidrago, Regieleki, Spectrier – e também de mais de 100 Pokémon dos outros jogos de Pokémon. Como podem imaginar não vos vão faltar capturas para fazer.

Se o jogo original não me deixou satisfeito, devo confessar que estas duas expansões conseguiram preencher aquilo que estava em falta, embora ache que em termos de história é uma expansão bastante curta, porém, o que oferece para além da história irá certamente colar muitos jogadores durante horas à Nintendo Switch, de maneira a completarem a sua Pokedex.

The Crown Tundra é, juntamente com The Isle of Armor, bastante superior se compararmos com o jogo original. É aquilo que os jogadores sempre desejaram e pediram. Se a Game Freak continuar por este caminho, certamente os fãs vão ficar bastante agradados.

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