Developer: VD-dev
Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One, PC
Data de Lançamento: 22 de Julho de 2019

A maioria dos jogadores é bastante apreciadora de jogos de corridas num estilo mais arcade, onde passamos a maioria do tempo a esmagar o botão de acelerar e apenas travamos ou abrandamos numa curva mais apertada; jogos esses que nos permitem desfrutar daquela velocidade desenfreada. Foi nessa perspectiva que decidi analisar Rise: Race the Future, um jogo que está disponível para todas as plataformas e que chega agora à Nintendo Switch.

Mal iniciamos Rise: Race the Future percebemos que é um jogo que nos manda directamente para o que mais interessa: as corridas. Não existe um modo história, nem um modo de carreira, porém, existem três modos de jogo: o Championship, o Challengers e o Time Attack.

O modo Championship apresenta-nos 8 campeonatos, em que apenas o primeiro está desbloqueado para jogarem. Se terminarem o campeonato nos três primeiros lugares, então o próximo campeonato será desbloqueado, e totalizando os 8 campeonatos teremos 64 corridas, onde podem contar com diversos tipos de terrenos, como terra, água, neve, gelo; apenas para nomear alguns.

Já o modo Challengers é aquele que nos apresenta mais diversidade, isto porque podem ter vários tipos de desafios, como a típica corrida cujo o principal objectivo é chegar em primeiro; mas também chegar num determinado tempo máximo, não usar o turno, não travar, fazer drifts, entre outras coisas.

Já o modo Time Attack é exactamente o que o nome indica: escolher um carro e fazer o melhor tempo nas pistas que já tiverem disponíveis. Como é fácil de perceber, para as terem disponíveis têm de desbloqueá-las no modo Championship, para consoante forem avançando, desbloquearem novos campeonatos.

As pistas são na sua maioria bastante interessantes e com uma curva de aprendizagem muito boa. Termos pistas em que a velocidade é tudo o que buscam, com curvas básicas onde nem é preciso travar, bastando tirar o dedo do gatilho para o carro desacelerar um pouco. No entanto, mais para a frente começam a surgir as pistas que verdadeiramente nos dão trabalho, com curvas e contra-curvas apertadas, em que precisamos de travar, acelerar, e por vezes até dar um “cheirinho” de turbo para o carro não roçar na parede. Além disso, não podemos esquecer o terreno que também altera a maneira com teremos de encarar as pistas; em gelo, por exemplo, uma curva ligeira pode tornar-se um pesadelo se forem com demasiada velocidade.

Quanto aos carros, também eles se encontram na sua maioria bloqueados, sendo no modo Challengers que os vamos desbloqueando. Ao todo vão ter acesso a 10 carros, e cada carro tem as suas características (power, grip, stability e steering).  Temos também o turbo que nos oferece uma particularidade interessante, ou seja, podem escolher o tipo de turbo que pretendem ter no carro. Por exemplo: podem ter três turbos por volta na pista e o turbo recarregar se fizerem drift com o carro, sempre que o carro tiver a uma velocidade igual ou superior a 125 km/h. Acreditem, ou não, mas esta particularidade ajuda bastante conforme as pistas e os carros que decidirem usar.

Mas nem tudo são rosas, e é na física dos carros que o jogo se torna penoso. Digo isto porque a sensação de velocidade é algo fraca, sem nunca sentimos verdadeiramente o carro. A ideia que temos quando estamos a conduzir é de um sabonete a andar numa superfície molhada. Acreditem que nunca vão sentir controlo sobre o carro, porque ao mínimo toque no manípulo podem perder por completo o controlo do veículo. E piora quando algum carro nos dá um toque, derrapa, ou faz piões. Concluindo: o comportamento do carro é muito mau.

O que me deixou mais triste em Rise: Race the Future tem a ver com o facto de não existir multiplayer de qualquer tipo (nem local nem online). É demasiado frustrante um jogo com tanto potencial não nos permitir correr pelo menos contra os nossos amigos.

Graficamente o jogo é bonito e fluido. Nunca senti quebras nem em dock, nem em modo portátil. Pode mesmo dizer-se que mesmo tratando-se de um port das outras consolas, o jogo não perdeu o seu brilho. As músicas também estão interessantes para um jogo arcade, dando-nos aquela divertida sensação onde o que nos interessa é chegar em primeiro a qualquer custo.

Rise: Race the Future só não entra para o meu top de jogos de corridas da Nintendo Switch devido à falta de multiplayer e devido à física dos carros (ou melhor, à falta dela). Quanto ao resto, o jogo consegue oferecer-nos uma qualidade muito boa, com gráficos que impressionam e com excelentes pistas.

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