Developer: Modus Games
Plataforma: Xbox One, PlayStation 4, Nintendo Switch e PC
Data de Lançamento: 21 Julho de 2020

Rock of Ages é uma daquelas franquias que pela proposta original, até de paródia, conquistou uma base de culto desde que surgiu quase há 10 anos, em 2011. Completa agora a trilogia com Rock of Ages 3: Make & Break, e está mais louco do que nunca.

É impossível levar Rock of Ages 3 a sério, tal como não dá para levar os Monty Python a sério. E porquê a referência? Porque a sua génese cómica e inspirada num humor nonsense, faz lembrar imediatamente as animações do grupo de comédia britânico.

A relação não acontece por acaso, até porque o objectivo de Rock of Ages 3: Make & Break é o mesmo, ou seja, divertir e provocar umas boas gargalhadas enquanto satirizam vários momentos históricos. Serão várias as figuras que estarão aqui representadas e que poderemos identificar facilmente, como história de Ulisses e Polifemo, o ciclope que ficou imortalizado na Odisseia de Homero; mas também Rasputin, Genghis Khan e até a rainha Elizabeth do império britânico.

O jogo percorre vários períodos e personagens importantes da história mais clássica, adaptando, claro, às suas próprias mecânicas. A premissa é muito simples, combinando um tower defense com algo similar ao Marble Madness, teremos de conduzir uma bola gigante até ao castelo do adversário e vice-versa, e quem tiver a porta do seu castelo destruída primeiro, perde o jogo.

Teremos uma fase em que nos será permitido construir defesas, colocando armadilhas e obstáculos de maneira que a bola do adversário perca força ou possa mesmo sair do percurso. É de adivinhar que, havendo a vertente multiplayer, essa será uma das fontes da nossa satisfação, especialmente quando vemos que as nossas estratégias na antecipação da rota da bola adversária resultaram.

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E sim, embora o modo história seja interessante e até imperdível para quem gosta de história e dos Monty Python, é no modo multiplayer que Rock of Ages 3: Make & Break realmente vale a pena. Tem multiplayer local para dois jogadores, com split screen e online, para 4 jogadores. É garantido que podem contar com várias risadas e muita diversão, já que o jogo está muito bem conseguido nesse aspecto. Porque no papel pode parecer fácil, e é um jogo realmente de fácil entendimento, porém, na prática é muito mais complicado, uma vez que teremos de aprender igualmente a jogar com o tempo, o que por vezes causa alguma precipitação e atrapalhação.

Foi também incluído nesta versão um Level Editor para que possas criar os teus próprios mapas e partilhá-los com a comunidade, para que outros jogadores possam jogá-los e avaliá-los. O que significa também que nunca faltarão mapas novos para testares, suavizando uma inevitável sensação de repetição. É uma adição que faz todo o sentido se olharmos para como o jogo está construído, conferindo-lhe longevidade.

Não é uma obra fantástica do ponto de vista gráfico, mas consegue ter uma identidade muito única, já que o seu conceito artístico está alicerçado na sátira e na comédia. Nesse contexto, alcança a qualidade a que se propõe, e a muito se deve a música que acompanha o jogo, com temas clássicos e adaptados ao rock, sempre a um ritmo animado que nos incita a continuar, apesar de todas as trapalhadas.

Rock of Ages 3: Make & Break é título ideal para quando precisamos simplesmente de alguns minutos de pura boa disposição. Para quando queremos apenas distrair-nos sem levar as coisas muito a sério. O multiplayer é um exemplo disso, particularmente quando jogamos com amigos e há sempre aquela rivalidade e troça saudável que se torna inseparável de cada vitória.

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