Developer: Ubisoft
Plataforma: PS4, PS5, Xbox One, PC, Xbox Series X|S, Nintendo Switch
Data de Lançamento: 14 de Janeiro de 2021

Pancadaria. Quem não gosta de jogos onde o principal objectivo é andar para a frente enquanto enfrentamos diversos NPC’s e Bosses para progredir no jogo. Estes jogos também conhecidos como beat’em up, são um dos géneros mais admirados por grande parte dos jogadores, e Scott Pilgrim vs. The World: The Game trouxe exactamente isso, quando foi lançado em 2010. Passados 11 anos chega agora Scott Pilgrim vs. The World: The Game – Complete Edition, uma versão que oferece aos jogadores a possibilidade de jogarem o jogo na sua versão completa, com todos os DLC’s incluídos.

Antes de avançarmos na análise, falar da origem deste jogo, Scott Pilgrim vs. The World é um livro de uma série de banda desenhada (com um total de 6 livros) criados por Bryan Lee O’Malley, e editados entre 2004 e 2010. Foi exactamente nesse ano, 2010,  que chegou o videojogo que vos falei acima, mas também a adaptação de Scott Pilgrim vs. The World ao grande ecrã através do filme com algumas caras bem conhecidas, como por exemplo Chris Evans (sim, o Capitão América). O entusiasmo à volta de Scott Pilgrim vs. The World tem a ver com o seu universo, isto é, muito humor, diversas ligações a videojogos e claro, uma história bastante out of the box!

A história é simples, cómica e adoravelmente desastrada, onde Scott Pilgrim é um adolescente como tantos outros, adora música pop, tem uma pequena banda, e um pequeno grupo de amigos, acontece que, tal como a maioria dos adolescentes, apaixonou-se por outra adolescente. Até aqui nada de anormal, não fosse essa paixoneta ser por Ramona Flowers, que conta no seu “currículo” com 7 namoros, e que para ser possível este romance andar para a frente, Scott terá de derrotar todos os ex-namorados de Ramona em diversas lutas.

Passando então para o jogo, é importante referir que além da adição dos DLC que eram pagos, o jogo é exactamente aquele foi lançado em 2010 sem qualquer alteração, seja na sua jogabilidade, como na parte gráfica. Tudo é idêntico ao original, o que significa que a diversão continua toda lá. Estamos a falar de um beat’em up que não oferece qualquer dificuldade quanto à sua jogabilidade, e teremos o analógico esquerdo ou o d-pad para nos movimentarmos (andar e correr), um ataque forte, um ataque rápido, e um ataque especial; além disso, podemos ainda saltar, bloquear os ataques e por fim chamar uma personagem que vem dar-nos uma pequena ajudinha.

O jogo conta com 6 personagens jogáveis (Scott Pilgrim, Ramona Flowers, Stephen Stills, Kim Pine, Knives Chau e Wallace Wells). E se no início não existem grandes diferenças entre eles, essas diferenças começam a ser mais expostas conforme vamos subindo de nível e ganhando novos movimentos de ataque e contra-ataque. Como em todos os beat’em up, teremos diversos combos e podemos misturar os ataques, sendo que algo diferente deste jogo é existir um sistema de níveis dos personagens, como se de um RPG se tratasse.

Conforme vamos derrotando adversários, vamos ganhando XP, e quando chegarmos ao XP necessário para subirmos de nível isso acontece automaticamente. Algo interessante é que podem jogar os diversos modos de jogo, e este sistema de progressão estará sempre presente, o que significa que podem estar a jogar o modo história e passar para por exemplo o Boss Rush (outro modo de jogo), e o vosso XP será aumentado e poderão subir de nível ao fazer esse modo. Simplificando, o sistema de progressão da personagem está sempre presente em todos os modos.

Além dos novos movimentos que aprendem ao subir de nível podem ainda entrar em lojas para melhorar o vosso personagem, e para isso, precisam de dinheiro que adquirem ao derrotar os NPC’s que aparecem no vosso caminho, e tanto será possível melhorar o vosso ataque, assim como a vossa defesa.

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Quanto aos modos de jogo, temos o modo história (que deixarei para o fim), o Boss Rush, o Survival Horror, o Battle Royal e o Dodge Ball. Começando pelo Boss Rush, é exactamente o que o nome significa: vão enfrentar os Boss do modo história um a um até serem derrotados. Já em Survival Horror encontraremos um cenário onde estão sempre a chegar zombies, e é lutar até à nossa morte. É desafiante pois os zombies são bastante mais “rijos” que os personagens normais do jogo, torna-se é bastante repetitivo depois de algum tempo. O Battle Royal é um modo versus contra outros jogadores humanos, logo, terão de ser pelo menos dois a jogar, até um máximo de 4 jogadores. Quanto ao Dogde Ball, é um modo de jogo onde os adversários só nos podem dar dano com uma bola de basquete que se encontra no cenário, já nós podemos agarrar neles, enviá-los pelo ar, e claro, mandar-lhes também com a bola na “tromba”.

Quanto ao modo história de Scott Pilgrim vs. The World: The Game – Complete Edition (que será claramente o mais apreciado pelos jogadores), teremos 7 níveis divididos por duas partes cada um, e no final de cada nível enfrentaremos um boss que será – tal como devem imaginar – um dos ex-namorados de Ramona Flowers. Algo que impressiona para quem não conhece o jogo, é a quantidade diversificada de inimigos a cada nível, algo que acontece igualmente com os seus cenários, todos eles também bastante diferentes uns dos outros. Isso é excelente e diferente dos beat’em up mais comuns, já que muitas vezes os cenários e os inimigos são bastante idênticos. Para não falar na grande variedade de objectos que vamos encontrando e que podemos usar contra os inimigos.

O jogo apresenta uma dificuldade um pouco acima da média, o que é bom, mas que também mostra que foi construído para jogarmos em modo cooperativo e não tanto em single player. Por falar nisso, podem jogar até 4 jogadores localmente, e também têm a possibilidade de jogar em multiplayer online. Aqui, o grande problema, é a raridade de conseguirem apanhar outros jogadores online, o que é uma pena. Algo também interessante no modo online é que todos os níveis se encontram desbloqueados, mesmo que no vosso modo história ainda não tenham lá chegado.

Graficamente, o jogo apresenta-se num pixel art muito interessante; cheio de cores, bons cenários, bons detalhes ao nível do pixel art e animações bastante interessantes. Outro dos pontos altos do jogo é a sua banda sonora, toda ela inspirada nos beat’em up dos anos 80 e 90, o que encaixa na perfeição neste jogo.

Scott Pilgrim vs. The World: The Game – Complete Edition será uma surpresa bastante agradável para quem nunca tinha jogado este jogo quando saiu há 10 anos atrás. É um daqueles jogos que oferece diversão, além de uma boa componente social, devido a todos os seus modos cooperativos. Se são fãs de beat’em up, este será certamente um jogo que vão adorar.

REVIEW GERAL
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Desde o tempo do seu Spectrum+2 128k que adora informática. Programador de profissão nunca deixou de lado os jogos, louco por RPGs e jogos de futebol. Adora filmes de acção e de ficção científica, mas depois de ver o Matrix nunca mais foi o mesmo.