Developer: Games Incubator
Plataforma: PC, Xbox Series X|S e Xbox One
Data de Lançamento: 2 de dezembro de 2022

Devo dizer que fico espantado com a quantidade de videojogos de simulação que existem e ainda mais com aqueles que ainda são possíveis de inventar. Este é um deles, jamais pensaria num simulador de um ferro-velho de navios. O mais curioso é que até funciona.

O jogo desenrola-se na primeira pessoa, onde vamos ter que construir o nosso império de ferro velho começando do zero. Vivemos num pequeno barracão, que sabe-se lá como tem um PC dos anos 90, mas tem internet, e encomendamos um navio para o desfazer em materiais. Temos uma pequena pick up para nos movimentarmos e, ao início, apenas temos um pequeno martelo para partir coisas. E assim começa a nossa aventura, a partir o que nos aparece à frente recolhendo materiais, trocando com os locais por dinheiro para comprarmos novas ferramentas, ou para comprar novos lotes.

Pode ser um pequeno serrote, uma marreta ou até uma rebarbadora, são várias as ferramentas que vamos tendo ao dispor e que vamos desbloqueando ao longo do jogo, cada uma delas com uma árvore de habilidades própria. Será através dos pontos de experiência ganhos que vamos podendo melhorar cada uma delas, desde o desgaste, a capacidade de desmantelar as peças mais rapidamente ou a força necessária para as manusear. Depois há ainda uma árvore de habilidades mais genérica que passa pela nossa capacidade de armazenar mais items na nossa mala ou na bagageira da nossa pick-up, a velocidade com que nos movemos ou o número de trabalhadores que podemos ter connosco.

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Conforme vamos avançando no jogo, vamos tendo navios maiores para desmanchar, necessitando de mais mão de obra e, por isso, vamos poder contratar trabalhadores para nos ajudar. Para isso temos que primeiro dar-lhes condições para o fazerem que isto não é o Catar, portanto temos que construir um local para dormirem e descansarem e acertar um pagamento diário para a recolha de materiais.

Como é habitual nestes jogos, o desenvolvimento da nossa capacidade de recolher mais e melhor será recorrente e o motor deste Ship Graveyard Simulator, que nos vai exigindo que refinemos os materiais, que passemos a criar outros tantos com fórmulas que vamos apreendendo e por aí fora.

Também como é habitual nestes jogos a componente gráfica não é nada de especial. Não é terrível, mas é datado. Não é um jogo da nova geração apesar de ser competente, mas a nível de texturas e modelos 3D, o jogo fica muito aquém.

No entanto a proposta, apesar de simples, acaba por ser fluída e por entreter umas boas horas, tal como acontece com a maioria dos simuladores que andam no mercado. Ship Graveyard Simulator é um jogo que, mais do que tudo, facilmente nos abstrai do mundo enquanto andamos entretidos nas tarefas que nos vai propondo. E mais importante do que tudo, não viola qualquer directriz dos Direitos Humanos.