Developer: Mossmouth / BlitWorks
Plataforma: PlayStation 4 e PC
Data de Lançamento: 15 de Setembro de 2020

Spelunky 2 é a continuação de um dos jogos mais bem amados do mundo dos videojogos, especialmente da malta mais underground, mas será que este novo capítulo tanto tempo depois e com tanta coisa a ter mudado neste nosso universo ainda vai arrebatar corações?!

Ao início pode parecer um simples jogo de plataformas 2D com um estilo cartoon, mas na verdade, é um roguelike intenso e frenético, em que uma tentativa de chegar ao fim pode acabar tão depressa como começou. O jogador controla Ana, filha do protagonista do primeiro jogo, numa viagem, mais uma vez, na busca dos seus pais enquanto colecciona a maior quantidade de tesouros e itens possível.

A nossa personagem tem quatro vidas e rapidamente concluímos que este número de chances para reviver, é realmente muito curto, para além disso temos de jogar em contra-relógio, porque se passarmos mais de três minutos num nível, um fantasma vai aparecer e vai perseguir-nos sem dó nem piedade. Mas calma, porque há mais, armadilhas letais, como espigões, fogo ou troncos gigantes que são activados se pisarmos o solo no lugar errado, e claro muitos monstros, esqueletos andantes, morcegos, cobras, macacos, zombies e até extraterrestres, cada um com o seu comportamento único, espalhados por diferentes zonas onde vagueiam. Portanto sim, é um jogo difícil, é um jogo desafiante, e é um clássico roguelike.

Isso significa que todos os níveis são gerados aleatoriamente e baseados no tema da zona onde estamos. O tema da Selva, será diferente do formato do tema do Vulcão, com armadilhas e monstros baseados em cada temática, com diferenças em termos das plataformas e como o próprio nível é gerado.

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Não é propriamente repetitivo, mas tem uma longa curva de aprendizagem que nos vai obrigar a jogar vezes sem conta. Também ajuda o facto de a jogabilidade ser muito boa, já que os controlos são extremamente precisos, permitindo fazer complicados saltos a grandes velocidades. O jogo em si pode ser complicado, mas os controlos não são um entrave. Além disso, existe uma boa variedade de inimigos, obrigando a que o jogador mude a sua abordagem e se adapte imediatamente às situações.

Mas atenção, porque no final do quarto nível de cada mundo encontramos Mama. Esta personagem poderá fazer túneis (a troco de dinheiro ou itens específicos) de forma a criar atalhos que poderão ser utilizados através da nossa base.

Fora o modo Aventura, onde poderão escolher como o abordam e por onde o abordam, podem ainda contar com o Arena, onde 4 jogadores vão poder combater entre si num mapa fechado. Tem as mesmas mecânicas disponíveis no modo Aventura e é bastante personalizável, podemos alterar o número de vidas, o número de bombas e cordas, o tipo de arena onde queremos lutar e os itens que aparecem nas caixas durante as batalhas. Existe ainda um modo de Desafio Diário, mas não é de todo a melhor coisa deste jogo, até porque não tem grande sentido o fazerem.

Spelunky 2 é fiel à fórmula que tornou o primeiro jogo num jogo de culto, mas acrescenta coisas novas suficientes para oferecer uma experiência aprimorada, os controlos são óptimos, o sentimento de foco intenso naquilo que o mapa nos apresenta e de como o vamos enfrentar dá um batimento cardíaco acelerado e o desafio é a palavra de ordem. É viciante, mesmo que passemos a vida a morrer.

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