Outrora conhecido por The Conjuring House, um novo survival horror desenvolvido pelo estúdio independente RYM Games deu à costa, agora rebaptizado por The Dark Occult, provavelmente para se distanciar de qualquer relação com a famosa saga de cinema do horror que tanto sucesso tem feito nos últimos anos.

A história tem lugar na assustadora Atkinson Mansion, que pela forma como foi desenhada, é sem dúvida o palco perfeito para qualquer contexto de suspense e terror. Tudo foi criado de maneira a deixar o jogador com uma constante sensação de pânico e desconforto. Com isso em mente, temos de alcançar a coragem necessária para enfrentar os nossos medos mais profundos e procurar por um grupo de estudantes que desapareceu misteriosamente.

Mas não estamos sozinhos; as trevas observam cada passo nosso.

 

 

The Conjuring House – Official Trailer

 

 

Um pouco à imagem de Amnesia, muitas vezes, tudo quanto podemos fazer é fugir. Somente estamos equipados com uma lanterna e alguns amuletos que nos protegem. Pouco, para quem combate criaturas que nem nos nossos piores pesadelos esperaríamos encontrar.

A atmosfera é tensa. E o silêncio, normalmente, é o som que mais tememos. Tudo o resto serve para arrepiar cada pêlo do nosso corpo. A toda a hora: a cada minuto.

Porém, essas são as primeiras impressões de The Dark Occult, visto que rapidamente começamos a perceber que a ameaça, salvo raras ocasiões, não passa disso mesmo. Os puzzles travam frequentemente a progressão e cortam um pouco a envolvência no ambiente. Era preferível que fosse mais curto, mas mais vezes pavoroso, porque no final, quem busca um jogo dentro deste género, é precisamente essa a experiência que procura.

O efeito blur até poderá ser exagerado, mas admito que funciona bem neste contexto, contudo, a optimização está longe de se aceitar, e foi o único jogo onde literalmente tive náuseas em determinadas alturas. Descer escadas é um tormento e tornou longa a análise a este jogo.

A ideia foi boa, e a concepção do próprio ambiente é de enaltecer, no entanto falha redondamente na sua execução. O susto depende essencialmente de sabermos que algo vai acontecer, mas não anteciparmos quando, e em The Dark Occult geralmente conseguimos perceber à distância o que está a ser preparado para nós.

Uma experiência que tenha servido, pelos menos, para a RYM Games saber o que evitar no seu próximo título.

3.0

Sim

  • Uma boa atmosfera criada, tendo em conta o contexto

Não

  • Má optimização
  • Problemas que afectam a jogabilidade
Author Nuno Mendes
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Categories Análises Pc e Mac
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