Developer: Hi-Quality, Jerzy Calinski, Golden Eggs Studio
Plataforma: PC
Data de Lançamento: 27 de Setembro de 2021

The Handler Of Dragons transporta-nos para um mundo de fantasia onde há Dragões, magia e decisões a serem tomadas por nós. O caminho a seguir depende das nossas escolhas e isso tem impacto, não só no rumo dos acontecimentos, como nas alianças que teremos ao longo desta jornada. Esta é ainda uma versão Early Access que está disponível para PC, via Steam de um RPG que foi, na sua essência, desenvolvido pelo criador Jerzy Calinski, que trabalhou nele durante três anos.

O nosso personagem em The Handler Of Dragons é um guerreiro que vai ajudar, ou não, os Dragões, que de alguma forma sentem a sua presença neste universo ameaçada. Costuma-se dizer que o futuro a Deus pertence, mas neste caso, cada um de nós vai decidir o que fazer, quem ajudar e lidar com as devidas consequências quando assim tiver de ser. 

Num primeiro momento, o jogo fez-me viajar até outros RPGs antigos pela sua jogabilidade bastante simples de processos e pelos seus elementos clássicos em que temos de conseguir boas relações com certos personagens e família. Isto revela-se fundamental para termos o seu apoio nos combates que teremos pela frente. Se as relações não forem as melhores, esqueçam esse tipo de ajuda e lutem sozinhos, naquilo que acreditam. É legítimo. Aliás, tudo é. Quem sou eu para julgar as escolhas dos outros, quando eu próprio acho que decidi mal em muitos casos? Só vos posso dizer para seguirem o vosso instinto e acarretem essas responsabilidades.

As alianças, quer para um lado ou para o outro ajuda-nos a ultrapassar alguns embates que naturalmente acontecem ao longo do jogo. Ainda assim, nunca se sintam inofensivos mesmo quando as lutas vos parecerem demasiado desiguais. Por exemplo, logo nos primeiros momentos o jogo colocou-me num combate com um Urso. Fácil não é? Felizmente percebi que apesar da suposta desvantagem, dá para seguir em frente sem um grande esforço suplementar.

Tal como é costume em RPGs teremos itens que nos ajudam a sobreviver e a ter mais vida, bem como armas e escudos para nos defendermos da melhor maneira. Vão também poder equipar vários poderes extra ao longo de The Handler Of Dragons, nomeadamente feitiços. Poderemos aprender os de fogo ou de gelo através de alquimia e aplicá-los da maneira que acharmos melhor. Como não podia faltar vão também poder evoluir o vosso equipamento, fazer craft com itens e ainda comprar o que entenderem na loja. 

Paga-nos o café hoje!Apesar de podermos ter todos estes elementos para usar, só vamos ter ativos um certo número ao mesmo tempo. Não achei muito intuitivo a maneira como temos de ativar os itens que queremos, mas talvez tenha sido porque o jogo não nos introduz isso. Foi preciso recorrer ao separador tutorial e perceber como se faz para estar bem equipado. Esta não foi a única situação em que recorri à ajuda porque quando aparecia um elemento novo, lá tinha de perceber como usar ou aplicar. Nem sempre foi fácil. 

Tirando isso, o jogo é de processos simples e é bastante fácil de jogar, mesmo para quem joga com o teclado sem estar muito habituado, como foi o meu caso. Estejam descansados que também vão poder usar o comando se assim preferirem. Felizmente nunca tive aquela sensação que muitas vezes se tem neste tipo de jogos do: e agora faço o quê? As missões são muito do típico ir do ponto A para o ponto B para falar com alguém ou encontrar algo que nos permita avançar. Esses pontos de destino são visíveis no mapa com um marcador e isso ajudou-me a não me perder, se bem que as áreas não são gigantes.

Quanto à imagem que The Handler Of Dragons apresenta, não estejam à espera de gráficos como no Monster Hunter ou em Dragon Age, até porque é um indie. As texturas são mais próximas de um jogo old-school, do que realidade e modernismo. O jogo não é muito grande e com cerca de 2/3 horas facilmente chegam ao fim. A questão aqui é que a podem repetir fazendo outras escolhas e com isso ter uma experiência diferente. 

É certo que The Handler Of Dragons vai às origens dos RPGs e consegue através de mecânicas simples colocar os jogadores em decisões conflituosas que terão um preço a pagar. Talvez consiga agarrar os jogadores mais saudosistas e sedentos de jogos simples, numa época em que todas as aventuras parecem gigantes e de mundo aberto. O preço apelativo pode ajudar na decisão, mas não esperem por milagres. Vá, os Dragões falam connosco, mas isso não conta. Veremos se até 2022 o jogo consegue melhorar em alguns processos e principalmente na imagem. Está previsto chegar às consolas durante o próximo ano e se assim for, ainda há esperança para The Handler Of Dragons.

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